TIRE O SEU RACISMO DO CAMINHO QUE EU QUERO PASSAR COM A MINHA COR. Georges Najjar Jr

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Martin Luther King ganha monumento em Washington

O líder negro Martin Luther King será o primeiro afro-americano a ganhar um monumento no National Mall, o parque que fica em frente ao Congresso dos Estados Unidos, em Washinton.
O monumento de nove metros de granito, está provocando controvérsia, por parecer severo demais. Mas o que torna o debate mais emotivo é a história por trás da estátua.
Em 28 de agosto de 1963, Luther King reuniu milhares de pessoas para seu famoso discurso "Eu tenho um sonho".
Cinco anos depois ele foi morto. O assassinato espalhou disturbio em várias cidades americanas.
Quatro décadas depois da militância de Luther King, que resultou no fim das leis raciais nos Estados Unidos, a sociedade sonhada pelo ativista ainda não se concretizou plenamente.
A renda das famílias brancas é, na média, muito superior a dos negros. Mas muita coisa também mudou, inclusive na Casa Branca, agora endereço de Barack Obama, o primeiro afro-americano a presidir os Estados Unidos.
A inauguração, que irá incluir um discurso do presidente Barack Obama, coincide com o aniversário do 48º aniversário da Marcha de Washington e o famoso discurso de King - "Eu tenho um sonho" - pronunciado no Memorial Lincoln.
O monumento é o primeiro no National Mall em homenagem a um afro-americano, disse Harry E. Johnson, presidente da fundação responsável pela sua montagem, e isso faz da ocasião algo especialmente emocional para muitos.
"Isso é importante para mim como um negro americano", disse Jerome McNeil, que estava lá na segunda-feira tirando fotografias para seus netos. "Não é apenas uma estátua, é um símbolo do que podemos fazer se colocarmos nossas mentes em algo."
Em 1996, o Congresso autorizou a criação do monumento no National Mall e a Alpha Phi Alpha, uma fraternidade afro-americana, criou uma fundação para concretizar essa homenagem.Segundo Jackson, o projeto deu forma à frase do discurso de King "Com essa fé nós poderemos extrair da montanha do desespero uma pedra de esperança".


Lei Yixin, um escultor chinês, foi escolhido para criar a escultura de 30 pés, e um o arquiteto Ed Jackson Jr. projetou o layout, que inclui uma livraria, uma parede com citações de Martin Luther King Jr. e cerca de 200 cerejeiras. O custo foi de US$ 120 milhões e os organizadores disseram que ainda estão tentando arrecadar os últimos US$ 5 milhões.
No monumento, ele explicou, Martin Luther King Jr. é visto saindo da pedra de esperança. Os dois enormes montes ligeiramente atrás dele formam uma espécie de passagem para a estátua, representando assim a montanha de desespero.

FONTE: The New York Times

LAMENTAVEL! Alunos acusam reitor de universidade federal de racismo

Em declaração, reitor da Federal do Recôncavo Baiano culpa "cor, renda e formação" do trabalhador pela desestrutura. Veja vídeo
Estudantes da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) acusam o reitor, Paulo Gabriel Nacif, de racismo ao justificar a falta de estrutura da instituição. Em uma declaração gravada durante uma reunião com uma comissão de alunos que solicitava melhorias ele citou a cor e a renda dos trabalhadores como justificativa para os problemas.
 Na declaração completa ele diz: "A interiorização vista de diversas formas por vocês tem que ser concebida também do ponto de vista de formar uma relação de servidores técnicos administrativos, formarem uma relação de gestores, que não é só o reitor. Então, assim, a universidade funciona precariamente mesmo. Sabe uma universidade que nasce no interior, cujos trabalhadores são dos interiores... Se a gente for ver pela cor do trabalhador, se a gente for ver pela renda do trabalhador que nós temos na UFRB a gente vai ver que... a formação do trabalhador, a gente vai ver que aqui tem um desafio maior".
Os estudantes da UFRB fizeram uma paralisação e ocupação da instituição por 40 dias com uma pauta de 101 pedidos. Entre eles, biblioteca básica, professores e quadra para aulas de esportes. Uma comissão de dez alunos foi composta para a negociação e gravava a conversa com o reitor no último dia 6 de outubro quando ele fez a justificativa que foi interpretada como racista.
"O problema de estrutura não tem nada a ver com os funcionários, muito menos com a cor deles", diz Ezilda Ferreira Barreto, 23 anos, aluna do 4º período de Serviço Social que estava presente na reunião.
O reitor Paulo Gabriel Nacif não foi encontrado pelo iG na noite desta segunda-feira. A página da UFRB que traz seu perfil diz que ele nasceu no sul da Bahia e com meses de vida foi com a família para Teodoro Sampaio, no Recôncavo Baiano, onde passou toda sua infância. Fez carreira acadêmica na Federal da Bahia (UFBA) e foi convidado a ser o primeiro reitor da UFRB em 2007 para um mandato que se encerraria neste ano.
De acordo com Ezilda nesta reunião a reitoria se propôs a atender parte das reivindicações dos estudantes e a desocupação dos prédios ocorreu no dia 10. Nesta segunda-feira, 17, os estudantes retomaram as aulas e amanhã haverá uma reunião para debater a declaração do reitor.

domingo, 16 de outubro de 2011

Francês Evra acusa uruguaio Suárez de racismo na Inglaterra

16/10/2011 - 13h37

Francês Evra acusa uruguaio Suárez de racismo na Inglaterra



Do UOL Esporte*
“Havia câmeras [para registrar]. Ele sabe o que disse e o árbitro também sabe. No ano de 2011 já não se pode dizer coisas assim. Não vou repetir o que ele disse, é uma palavra racista e ele disse pelo menos dez vezes”, declarou Evra.
O atacante do Liverpool se defendeu e negou ter insultado o lateral do Manchester United. “Estou triste com essas acusações de racismo. Só posso dizer que sempre respeitei todo mundo. Todos somos iguais. Vou a campo com a ilusão de uma criança que gosta do que faz, não para criar conflitos”, escreveu em seu Facebook.

A Federação Inglesa de Futebol comunicou que analisará o incidente para estudar possíveis punições.
Recentemente, dois casos de racismo repercutiram no Velho Continente e envolveram brasileiros. Na Rússia, Roberto Carlos deixou o campo indignado antes mesmo do término da partida do seu clube, o Anzhi, porque um torcedor atirou uma banana em sua direção.
Em março, durante o amistoso Brasil 2 x 0 Escócia, uma casca de banana foi atirada no campo e caiu próxima a Neymar, em Londres.
*Atualizado às 14h50, com agências internacionais

sábado, 15 de outubro de 2011

‘Branco tem carta, negro tem cota’, diz Valouis, 1ª juíza negra do país

Juíza participa da Flica e debate ‘História e Negritude’ no mundo
Cotas para concursos foram lançadas por mim’ " O Brasil inda precisa mudar em relação aos seus negros", diz a juíza Luislinda Valouis.

A primeira juíza negra do Brasil, a baiana Luislinda Valouis, participa da mesa de discussão “História e Negritude”, na primeira edição da Festa Literária de Cachoeira - Flica, na sexta-feira (14).

A partir das 10h, a juíza divide a palestra com o historiador Joel Rufino e a escritora Ana Maria Gonçalves, na Praça da Aclamação Conjunto do Carmo, em Cachoeira, Recôncavo Baiano. O encontro será mediado pelo diretor teatral Márcio Meirelles.
Em entrevista ao G1, Luislinda Valouis falou sobre o início da carreira, as dificuldades que enfrentou e da importância da Flica para a Bahia. Valouis é hoje juíza substituta do Tribunal de Justiça da Bahia. Em 2009, publicou o livro “O Negro no Século XXI” (Juruá), em que apresenta artigos sobre educação, cultura, trabalho, justiça social, políticas públicas, religião, lazer e esporte, dentre outros assuntos. Atualmente ela finaliza dois novos livros, “Mediação e Conciliação” e “O Negro, os Poderes e os Poderosos do Brasil”.

G1- Na opinião da senhora qual a situação do negro na Bahia e no Brasil hoje?
Mudou pouca coisa. Ainda hoje não encontramos negros ocupando lugar de destaque dentro do sistema nacional. Nós não temos ministros negros, procuradores negros, embaixadores negros. Falta ainda ocupar esse espaço. Médicos negros também são poucos. Em termos de periferia, nós continuamos do mesmo tamanho, não mudou nada. Falta lazer, trabalho, educação, saúde, e por aí vai, ainda tem muita coisa para ser feita.
 Claro que já se conseguiu alguma coisa, mas ainda temos o menor salário, nós ainda não temos executivos negros, apesar de sabermos que temos negros excelentemente competentes. Tudo é muito bom enquanto o poder não é para ser dividido com os negros.
 Agora, quando é para dividir com os negros a situação fica mais difícil. Por que isso acontece? Porque o branco tem carta e o negro tem cota para receber a chibatada. Ainda continua dessa forma. O Brasil ainda precisa mudar em relação aos seus negros. Ainda temos uma situação de submissão.

G1- O que você acha do sistema de cotas para negros em concurso e vestibulares?
As cotas para os concursos foram lançadas por mim. O que eu observo nos lugares de destaques, nos concursos, é que enquanto a prova é escrita, o negro tem oportunidade. Mas se for o caso da prova oral, ou da exibição de “fotografias”, o negro é sempre inferiorizado. Eu sou favorável às cotas, mas não é nada eterno porque senão fica parecendo que é esmola e nós não queremos esmola. Eu atuei muito aqui na Bahia para as cotas.

Quando se busca alguma coisa em favor do negro, os orixás se manifestam. E tem Deus, que é um só. Acho que esse evento veio para marcar presença." Luislinda Valouis


G1- A palestra da senhora na Flica é sobre História e Negritude, como vai ser a discussão e como foi o convite para participar do evento?

Sobre o convite, eu achei gratificante e achei também que é o momento de levar ao público a situação atual do negro no Brasil e também no mundo. Até porque escrevi um livro, “O Negro no século XXI”, no sentido mais genérico possível. Aceitei o convite, é um desafio, mas eu estou super disposta a me submeter a esse desafio.
Espero que eu consiga agradar a todos que estiverem nos assistindo. Digo ‘nos’ porque a Flica virou um evento mundial, e não somente baiano, nem nacional. Eu tenho certeza que vou agradar a todos, como sempre tem ocorrido. Eu me proponho a fazer as colocações e, segundo a administração do evento, depois será aberto para as indagações que as pessoas que estiverem presentes formularem. Estou pronta para responder a tudo. Por mais difíceis que sejam as indagações da minha vida pessoal, da história do negro baiano, do negro brasileiro ou do negro internacional.

G1– No meio jurídico a senhora é bastante respeitada. Como é essa relação?
Sim, não podia ser de outra forma. A ninguém é dado o direito de errar. Nós brasileiros temos que obedecer às normas legais. Ao negro muito menos [o direito de errar], o negro não pode ser delinquente porque antes dele ser julgado, ele já está condenado. Temos que ser respeitados, a gente tem que se impor, ser humilde. Eu digo sempre que nada mais sou do que uma funcionária pública que tem um salário melhor, sou paga pelos cofres públicos. Agora, tenho uma responsabilidade muito grande. O que Deus nos ensinou é que devemos respeitar a tudo que ele deixou no mundo, do menor animal ao ser humano. Então, todos esses merecem meu respeito, meu carinho e minha atenção, com tanto que eu tenha a reciprocidade. E isso eu tenho tido.

Lílian Marques Do G1 BA



Atriz Thalma de Freitas vitima de preconceito e abuso de autoridade. É O ESTADO BRASILEIRO DISCRIMINANDO, REPRIMINDO E ABUSANDO. LAMENTAVEL!

Atriz Thalma de Freitas é detida ao deixar casa de amiga no Morro do Vidigal (RJ)
A atriz e cantora Thalma de Freitas foi abordada por PMs quando deixava a casa de uma amiga que mora próximo ao morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, na noite desta sexta-feira (14).
Eles revistaram a bolsa de Thalma, e mesmo não encontrando nada, a levaram à delegacia, a 14ª DP, no Leblon, para uma revista íntima.
Ela contou em seu Twitter (@Thalmissima) que apesar de não ter sido obrigada pela delegada que estava de plantão, fez questão de ser revistada por uma policial feminina. Novamente nada foi encontrado.
A atriz informou que processará os policiais por abuso de autoridade.
A 14ª DP informou que a Secretaria de Segurança Pública se manifestaria sobre o caso. No entanto, o número informado não atendeu.

Fonte: Folha de S. Paulo - 15/10/2011 - 01h20

terça-feira, 11 de outubro de 2011

CAIXA ECONÔMICA SE RETRATA E COLOCA UM ATOR NEGRO PARA INTERPRETAR MACHADO DE ASSIS EM COMERCIAL. VALERAM AS CRITICAS!



Conforme havíamos publicado no blog dia 21 de setembro de 2011, quarta-feira, uma campanha publicitária infeliz da caixa econômica federal que retratou o escritor Machado de Assis como um homem branco. A Caixa Econômica Federal retomou nesta segunda-feira, dia 10/10/11, a campanha publicitária que havia sido suspensa, por ter gerado protestos em redes sociais, críticas da Secretaria da Igualdade Racial e evidenciado mais uma vez a manifestação do racismo institucional que está presente nas mais variadas esferas do poder, seja no público ou privado, o racismo está aí, a ascensão do negro aos postos de comando, aos cargos de chefia, a uma representação numérica significativa no espaço politico, é cada mais difícil. No filme, em comemoração ao aniversário dos 150 anos da instituição, tinha o negro Machado de Assis interpretado por um branco. Representação totalmente descabida, pois Machado de Assis era negro. Felizmente, a Caixa Econômica, por pressão popular, se retratou e elaborou novamente o mesmo vídeo, enfim com um ator negro. Estamos atentos! Confiram  o vídeo.

sábado, 8 de outubro de 2011

SE ESCOLA FOSSE ESTÁDIO E EDUCAÇÃO FOSSE COPA…




Por Jorge Portugal
Passeio, nesses últimos dias, meu olhar pelo noticiário nacional e não dá outra: copa do mundo, construção de estádios, ampliação  de aeroportos, modernização dos meios de transportes, um frenesi  em torno do tema que domina mentes e corações de dez entre dez brasileiros.
Há semanas, o todo-poderoso do futebol mundial ousou desconfiar de nossa capacidade de entregar o “circo da copa” em tempo hábil para a realização do evento, e deve ter recebido pancada de todos os lados pois, imediatamente, retratou-se e até elogiou publicamente o ritmo das obras.
Fiquei pensando: já imaginaram se um terço desse vigor cívico-esportivo fosse canalizado para melhorar nosso ensino público? É… pois se todo mundo acha que reside aí nossa falha fundamental, nosso pecado social de fundo, que compromete todo o futuro e a própria sustentabilidade de nossa condição de BRIC, por que não um esforço nacional pela educação pública de qualidade igual ao que despendemos para preparar a Copa do Mundo?
E olhe que nem precisaria ser tanto! Lembrei-me, incontinenti, que o educador Cristóvam Buarque, ex-ministro da Educação e hoje senador da República, encaminhou ao senado dois projetos com o condão de fazer as coisas nessa área ganharem velocidade de lebre: um deles prevê simplesmente a federalização do ensino público, ou seja, nosso ensino básico passaria a ser responsabilidade da União, com professores, coordenadores e corpo administrativo tendo seus planos de carreira e recebendo salários compatíveis com os de funcionários do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal.Que tal? Não é valorizar essa classe estratégica ao nosso crescimento o desejo de todos que amamos o Brasil? O projeto está lá… parado, quieto, na gaveta de algum relator.
O outro projeto, do mesmo Cristóvam, é uma verdadeira “bomba do bem”.Leiam com atenção: ele, o projeto, prevê que “ daqui a sete anos, todos os detentores de cargo público, do vereador ao presidente da república serão obrigados a matricular seus filhos na rede pública de ensino”. E então? Já imaginaram o esforço que deputados(estaduais e federais) , senadores e governadores não fariam para melhorar nossas escolas sabendo que seus filhos, netos, iriam estudar nelas daqui a sete anos? Pois bem, esse projeto está adormecido na gaveta do senador Antônio Carlos Valladares, de Sergipe, seu relator.E não anda.E ninguém sabe dele.
Desafio ao leitor: você é capaz de, daí do seu conforto, concordando com os projetos, pegar o seu computador e passar um e-mail para o senadorValadares(antoniocarlosvaladares@senador.gov.br)pedindo que ele desengavete essa “bomba do bem”?É um ato cívico simples.Pela educação.Porque pela Copa já estamos fazendo muito mais.

RESUMO MUITO PRECISO DO MOTIVO PELO QUAL O BRASIL NÃO PROGRIDE


ENTRE CHICO E ROBSÃO


Entre Chico e Robsão
por Aninha Franco

Robsão do Black Style, Tem nocurrículo, Vaza canhão, Tabaco, Empurrando, Rala a tcheca no chão e Perereka. Chico Buarque, aos 27 anos, em 1971, entregou ao País Construção, mas já existia em seu currículo Januária, Carolina, A Banda e A Rita. Os dois cantam as mulheres. Em A Rita, Chico lamenta a perda da companheira e de um disco de Noel (Rosa) e, em A Rosa,deplora o dano a um Neruda não lido. A voz que ele doou às mulheres é outro papo. As fêmeas de Robsão são expulsas da área pelo imperativo do verbo vazar, com o epíteto de canhão! Ralam a pobre tcheca no asfalto, evocada em Tabaco e Empurrando.O projeto da deputada Luiza Maia (PT) demonstra que a Assembleia Legislativa existe e está preocupada com a violência (também) musical contra as mulheres. Mas por que, a pergunta aparece, Robsão e outros jovens aqui, ali e acolá, já que o cancioneiro femicida está no funkcarioca, criam esses mantras para milhares de consumidores, inclusive mulheres? Proibir a contratação pública desses repertórios é o início. Mas haverá shows em que o Black Style, contratado com verba pública para cantar Chico Buarque, ouvirá pedidos das plateias de Vaza canhão e Tabaco. É ir ao Monte Serrat domingo desses e conferir.Talvez Robsão crie músicas para agredir mulheres porque a educação não lhe deu outras opiniões. E porque a sociedade que lhe ouve não quer ouvir mais que isso. Chico Buarque criou Construção para ouvintes preparados em escolas públicas da excelência do Góes Calmon, do Central, do Severino Vieira, da Escola Parque. A ditadura estragou essa excelência, mas a ditadura acabou em 1985, há 26 anos, e a democracia ainda não demonstrou maioridade. Em Camaçari, município de onde vem a deputada Luiza, há duas secretarias de Cultura. A de Eventos, que promove festas (Carnaval e São João), e a de Cultura, que gere e administra a Cidade do Saber, a casa mais contemporânea do Estado. Recebe mais verbas a secretaria de eventos. Para mudar o trato com as mulheres dos Robsões que estão nascendo, é preciso que esse fomento sofra inversão. Ou o Brasil continuará nádegas de nádegas!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

MONTEIRO LOBATO ERA RACISTA. "País de mestiços, onde branco não tem força para organizar um Kux-Klan (sic) é país perdido para altos destinos" escreveu Lobato


Edição 165 - Maio 2011

MONTEIRO LOBATO E O RACISMO

Cartas inéditas reforçam que o autor do Sítio do Picapau Amarelo se entusiasmou com a eugenia - pretensa ciência que ajudou a embasar o nazismo e o holocausto.

O escritor Monteiro Lobato (1882-1948) era racista? Eis uma polêmica que vai e volta na vida cultural brasileira e recentemente foi reativada pelo Conselho Federal de Educação. No ano passado, o organismo emitiu um parecer classificando o livro As Caçadas de Pedrinho, de 1933, como racista. Na análise, eram citados trechos da obra em que a personagem Tia Nastácia, que é negra, era tratada de forma ofensiva: "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão". O Conselho Federal de Educação endossou, na verdade, uma corrente acadêmica que já há algum tempo vê sinais de racismo no tratamento dispensado à personagem ao longo da obra infantil do escritor. Embora o Ministério da Educação tenha vetado o parecer, alguns estados, como Mato Grosso e Paraíba, chegaram a tirar o livro do currículo escolar.
A polêmica mudou de nível, indo para o terreno do factual, quando Arnaldo Bloch, colunista de O Globo, formulou a pergunta que precisava ser feita: mas, afinal, o que o próprio Lobato escreveu sobre o tema, para além das interpretações que se fazem de sua ficção? Em um texto para o jornal em que trabalha, Bloch alinhavou trechos de cartas do escritor. Em uma delas, aparecia a frase fortíssima que saiu na capa desta edição de BRAVO!: "País de mestiços, onde branco não tem força para organizar um Kux-Klan (sic) é país perdido para altos destinos", escreveu Lobato, citando a mais famosa organização racista da história norte-americana. Seguindo a trilha sugerida por Bloch, BRAVO! foi conferir a correspondência de Lobato. Foram garimpadas cerca de 20 cartas inéditas. E o seu conteúdo é estarrecedor.
É possível depreender algo sobre o teor de suas cartas ao examinar os seus três principais destinatários. Um deles é o escritor Godofredo Rangel - e o próprio Lobato havia publicado uma seleção da correspondência enviada a ele no livro A Barca de Gleyre, 1944. Os outros dois - fato incomum entre intelectuais - são cientistas. O paulista Renato Kehl (1889-1974) nasceu em Limeira e as cartas enviadas por Lobato a ele estão depositadas na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. O baiano Arthur Neiva (1880-1943) foi aluno do próprio Oswaldo Cruz e é um dos fundadores do Instituto Biológico de São Paulo, lugar onde está guardada parte da correspondência que ele manteve com Lobato - entre elas, a missiva citada acima, exaltando a Ku Klux Klan. Outro lote de cartas - a Kehl e a Neiva - foi garimpado nos arquivos da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.
Uma ideia unia Monteiro Lobato, Renato Kehl e Arthur Neiva. Os três eram adeptos de um conceito esdrúxulo chamado eugenia. A ideia, surgida na França na metade do século 19 e sistematizada pelo médico François Galton, era definida pelo próprio como "o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer qualidades raciais das futuras gerações, física ou mentalmente" - e na prática representava, entre outras coisas, uma exaltação da superioridade da raça "branca" em relação às outras. Ou seja, racismo. Nas primeiras décadas do século 20, a eugenia ganhou status de ciência. Renato Kehl era um dos principais estudiosos do tema no Brasil. Redigiu uma vasta obra defendendo os princípios eugênicos. Foi por iniciativa dele que foi criada, em 1918, a Sociedade Eugênica de São Paulo. Em sua obra, ele defende princípios como a proibição de imigrantes que não fossem de raça branca e esterilização de pessoas que, em sua ótica, apresentassem "problema físicos ou mentais". Os princípios professados por Kehl são muito parecidos com aquilo que, na Europa, ficou conhecido como "eugenia negativa" - ou seja, proibição de que seres humanos considerados "inferiores" se reproduzissem. Como mostra o cineasta sueco Peter Cohen em seu filme Homo Sapiens, essa eugenia negativa está na base da ideologia racial que embasou o nazismo - e esse pensamento, levado ao extremo, culminaria no holocausto.
A correspondência de Monteiro Lobato mostra que, no fim dos anos 20, ele foi um entusiasta das ideias eugênicas e da obra de Renato Kehl. A primeira carta do escritor ao cientista data de 1918 e, nela, Lobato diz: "Lamento só agora travar conhecimento com um espírito tão brilhante como o seu". No mesmo ano, Lobato convidou Kehl para escrever o prefácio de seu livro O Problema Vital, uma coletânea de artigos do escritor publicados no jornal O Estado de S.Paulo. O entusiasmo de Lobato pela obra do cientista só aumentou na década seguinte, em que Kehl deu uma virada em seu pensamento ao abraçar radicalmente os princípios da eugenia negativa. Em 1921, Kehl publicou um artigo chamado A Esterilização sob o Ponto de Vista Eugênico, no qual defende a prática como "um auxiliar poderoso da redução dos degenerados". Para Lobato, em carta de 9 de outubro de 1929, Renato Kehl era "um D. Quixote científico (...) a pregar para uma legião de panças" (gíria que, nos anos 20, significava pessoas ignorantes). No mesmo ano, Monteiro Lobato viajou para os Estados Unidos e se entusiasmou com o país pelas razões erradas. Na terra de Abraham Lincoln, a eugenia havia ganhado status científico como em nenhum outro lugar, e Lobato lamenta que seria difícil publicar um livro de Renato Kehl no país por causa da concorrência. "Não pode haver país onde a eugenia esteja mais proclamada, estudada, praticada, 'livrada' (no sentido de publicada em livros) do que este", escreveu Lobato.
"EUgenia tão adiantada"
Nessa mesma carta, se lê um dos trechos mais chocantes dentro do conjunto de missivas ao qual BRAVO! teve acesso exclusivo. Lá, num trecho repleto de termos em inglês, Lobato descreve uma história abjeta como se fosse uma experiência positiva: "Nos Estados Unidos, a eugenia está tão adiantada que já começam a aparecer 'filhos eugênicos'. Uma senhora da alta sociedade meses atrás ocupou durante vários dias a front page [primeira página] dos jornais mexeriqueiros graças à audácia com que, rompendo contra todos os preceitos da ciência e sem se ligar legalmente a nenhum homem, escolheu um admirável tipo macho, fê-lo estudar sobre todos os aspectos e, achando-o fit [adequado] para o fim que tinha em vista, fez-se fecundar por ele. Disso resultou uma menina que está sendo criada numa farm [fazenda] especialmente adaptada para nursery [creche] eugênica. E lá vai ela conduzindo a sua experiência de ouvidos fechados a todas as censuras da bigotry [fanatismo]". Esse trecho impressiona porque mostra Lobato entusiasmado por uma prática adotada na Alemanha nazista. Por ideia de Heinrich Himmler, um dos asseclas delirantes de Hitler, implantou-se no país um programa conhecido como Lebensborn ("fonte da vida", em alemão arcaizado). Pelo programa, mulheres "arianas" solteiras eram incentivadas a engravidar de líderes "arianos" com o objetivo de expandir, nos dizeres de Himmler, uma "raça líder e pura".
No Brasil, as ideias eugênicas proliferaram principalmente em dois estados: Bahia e São Paulo. Se Kehl foi o líder da corrente em terras bandeirantes, o principal prócer da ideia na Bahia era Arthur Neiva. É interessante notar que a Faculdade de Medicina de Salvador era um centro de discussão de ideias eugenistas, como Jorge Amado bem retrata em seu livro Tenda dos Milagres. Criado nesse ambiente, Neiva era, no entanto, menos radical do que Kehl. Sua principal preocupação eram as ações sanitárias nas cidades brasileiras. Mesmo assim, fazia questão de definir a si próprio como "germânico", e não "mestiço", como a maior parte da população de seu estado.
Foi para Neiva que Lobato enviou alguns de seus mais impressionantes desabafos sobre a questão racial, entre as cartas inéditas garimpadas por BRAVO!. Ele tocou várias vezes, por exemplo, no tema da Ku Klux Klan, o grupo fundado logo após o fim da Guerra Civil Americana (1861-1865) no estado do Tennessee e que tinha como principal objetivo impedir a integração social dos negros recém-libertados - proibindo-os, por exemplo, de adquirir terras e também promovendo assassinatos traiçoeiros como uma forma de "higiene racial". Escreve Lobato a Neiva, em 1938: "Um dia se fará justiça ao Ku-Klux-Klan; tivéssemos aí uma defesa dessa ordem, que mantém o negro no seu lugar, e estaríamos hoje livres da peste da imprensa carioca - mulatinho fazendo o jogo do galego, e sempre demolidor porque a mestiçagem do negro destrói a capacidade construtiva".
Três anos antes, em 1935, Lobato esteve na Bahia e escreveu uma carta ao cientista, que então morava em São Paulo. Lobato inicia o texto dizendo-se maravilhado com a terra de Neiva, com sua comida, arquitetura e igrejas - "Sua Bahia, dr. Neiva, positivamente enfeitiçou-me". No quarto parágrafo, no entanto, ele fala das pessoas do lugar: "Mas que feio material humano formiga entre tanta pedra velha! A massa popular é positivamente um resíduo, um detrito biológico. Já a elite que brota como flor desse esterco tem todas as finuras cortesãs das raças bem amadurecidas". O comentário comparando a população pobre da Bahia a "esterco" é francamente racista - assim como as observações que, numa carta relativamente conhecida enviada a Godofredo Rangel (leia acima), ele faz sobre os mestiços cariocas - mas também tem a ver com o preconceito que Lobato nutria em relação a habitantes de outros estados brasileiros que não fossem São Paulo. Aparecem em sua correspondência, por exemplo, referências desairosas a cariocas e mineiros.
Diante de tal conjunto de cartas, é inevitável perguntar: ao abraçar a causa da eugenia, Lobato não teria sido apenas um homem de seu tempo? A resposta é: em termos. É certo que tal ideia tinha status de ciência na época, era bem aceita em determinados círculos intelectuais, e o termo estava tão na moda que aparecia até na poesia (o fluminense Raul de Leoni escreveu um famoso soneto chamado Eugenia, em que o vate se dirige à musa com versos de péssimo gosto, como "tens legendas pagãs nas carnes claras"). A eugenia, no entanto, não era uma ideia majoritária, tanto que Lobato chamou Kehl de "Quixote". Um fato relevante a mostrar que havia muita gente consciente do absurdo da coisa foi o lançamento, em 1933, de Casa Grande e Senzala, o clássico de Gilberto Freyre - obra-prima que é resposta eloquente às bobagens defendidas por Kehl e pelo "baiano germânico" Neiva. Em sua prosa irresistível, Freyre mostra o óbvio. O que influencia as características dos povos, se é que isso existe, é a cultura, como pregava o antropólogo alemão Franz Boas, e não a raça. O livro apresenta, também, a mestiçagem que horrorizava os eugenistas como um valor positivo.
Cabe finalizar dando a medida justa e apresentando Lobato em toda a sua complexidade. O escritor é um dos mais talentosos de sua geração. Legou ao Brasil um bem inestimável: uma literatura infantil de altíssimo nível, que pode ser lida até hoje. As eventuais alusões racistas a personagens como a Tia Nastácia não tiram o prazer da leitura - talvez constituam até um bom tema de discussão em aula. No caso específico da Tia Nastácia, é possível fazer até a leitura contrária, dado que a personagem é sempre apresentada de forma bastante positiva ao longo da obra de Lobato. Que, como escritor, chegou a denunciar maus tratos contra negros em alguns de seus contos, caso de Os Negros, incluído no livro Negrinha (1923). Lobato também foi um polemista brilhante e extremamente atilado quando defendeu as ideias certas. Sua impaciência quanto a certo costume brasileiro de empurrar a solução dos problemas para depois é altamente louvável. É válida até hoje, assim como as críticas contra a falta de saneamento básico e a triste burocracia do país.
Tais qualidades tornam ainda mais espantoso o fato de Lobato - mesmo relativizando a época em que ele viveu - ter-se encantado com ideias tão estapafúrdias, como as defendidas por Arthur Neiva e Renato Kehl. Ele parou de falar no assunto quando o nazismo, embasado na eugenia, gerou os horrores do holocausto, mas nunca se retratou publicamente pelas ideias que defendeu durante pelo menos três décadas (dado que parte de sua correspondência continua inédita, existe a esperança de que ainda apareça uma carta com um mea-culpa). É tarde demais para condenar Lobato pelo crime intelectualmente imperdoável - e hoje inafiançável juridicamente - do racismo. Ler suas cartas com a distância dos anos proporciona uma reflexão: mesmo as mentes mais sólidas podem, em determinados momentos, sofrer um amolecimento radical.
Em várias de suas cartas, Monteiro Lobato se refere de forma elogiosa à entidade racista fundada no estado do Tennessee no fim da Guerra Civil Americana. A Ku Klux Klan tinha como objetivo evitar que os negros recém-libertos adquirissem direitos civis e ainda organizava assassinatos traiçoeiros como uma forma de "purificação racial"
"País de mestiços, onde branco não tem força para organizar uma Kux-Klan (sic), é país perdido para altos destinos. (...) Um dia se fará justiça ao Ku-Klux-Klan; tivéssemos aí uma defesa desta ordem, que mantém o negro em seu lugar, e estaríamos hoje livres da peste da imprensa carioca - mulatinho fazendo jogo do galego, e sempre demolidor porque a mestiçagem do negro destrói a capacidade construtiva"
(carta enviada a Arthur Neiva em 10 de abril de 1928)

Foi o nazista Heinrich Himmler quem instituiu na Alemanha as Lebensborn - "fazendas" onde mães solteiras de bebês supostamente arianos podiam criar seus filhos. Lobato teve conhecimento de prática semelhante nos EUA e se referiu a ela de forma elogiosa.
"Nos Estados Unidos, a eugenia está tão adiantada que já começam a aparecer 'filhos eugênicos'. Uma senhora da alta sociedade meses atrás ocupou durante vários dias a front page [primeira página] dos jornais mexeriqueiros graças à audácia com que, rompendo contra todos os preceitos da ciência e sem se ligar legalmente a nenhum homem, escolheu um admirável tipo macho, fê-lo estudar sobre todos os aspectos e, achando-o fit [adequado] para o fim que tinha em vista fez-se fecundar por ele. Disso resultou uma menina que está sendo criada numa farm [fazenda] especialmente adaptada para nursery [creche] eugênica."
(carta enviada a Renato Kehl em 8 de julho de 1929)
A eugenia pregava que a mestiçagem "enfraquecia" a raça. Tal ideia esteve em voga no Brasil nos anos 20 e 30, mas não era majoritária - tanto que Gilberto Freyre glorificou a mistura de raças em seu clássico "Casa Grande e Senzala". Monteiro Lobato, no entanto, jogava no time dos eugenistas - e fez comentários ofensivos ao povo mestiço da Bahia durante uma visita a Salvador."Mas que feio material humano formiga entre tanta pedra velha! A massa popular é positivamente um resíduo, um detrito biológico. Já a elite que brota como flor desse esterco tem todas as finuras cortesãs das raças bem amadurecidas."
(carta enviada a Arthur Neiva em 15 de dezembro de 1935)
Foi na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, que começou a amizade de Monteiro Lobato com o escritor mineiro Godofredo Rangel. Eles trocaram centenas de cartas durante várias décadas. Em muitas delas, Lobato faz observações sobre a mistura de raças no Rio de Janeiro.
"Dizem que a mestiçagem liquefaz essa cristalização racial que é o caráter e dá uns produtos instáveis. Isso no moral - e no físico, que feiúra! Num desfile, à tarde, pela horrível Rua Marechal Floriano, da gente que volta para os subúrbios, que perpassam todas as degenerescências, todas as formas e má-formas humanas - todas, menos a normal. Os negros da África, caçados a tiro e trazidos à força para a escravidão, vingaram-se do português de maneira mais terrível - amulatando-o e liquefazendo-o, dando aquela coisa residual que vem dos subúrbios pela manhã e reflui para os subúrbios à tarde."
(carta a Godofredo Rangel incluída na primeira edição do livro "A Barca de Gleyre", em 1944)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

RACISMO NO FUTEBOL. LAMENTÁVEL!


“Nenhum dos clubes tolera palavras de baixo calão, racismo, homofobia ou qualquer comportamento anti-social”, informou o time
No dérbi de Londres no último domingo, vencido por 2 a 1 pelo Tottenham, torcedores do Arsenal proferiram cantos contra o togolês Emannuel Adebayor, em referência ao ataque sofrido pela delegação de Togo na Copa das Nações Africanas de 2010. Segundo os ‘Spurs’, os seus fãs também foram retirados do estádio por causa de mau comportamento. Seguidores dos dois clubes serão banidos do White Hart Lane após os culpados serem identificados e devidamente condenados.
Nós ficamos muito decepcionados ao ouvir os cantos de nossos torcedores. Nenhum dos clubes tolera palavras de baixo calão, racismo, homofobia ou qualquer comportamento anti-social. Vamos trabalhar juntos para identificar os indivíduos envolvidos”, declararam os dois clubes em um comunicado conjunto.
O técnico do Tottenham, Harry Redknapp, não economizou nas críticas. Ex-jogador do Arsenal, Adebayor ganhou a antipatia da torcida quando marcou um gol com a camisa do Manchester City e comemorou de forma efusiva e considerada provocativa pelos “Gunners”.
“Houve coisas muito nojentas cantadas sobre mim, mas essa é a vida. Como você pode falar isso de alguém? Você não pode ter a mente saudável. Você precisa de ajuda. Emmanuel nunca disse nada para mim, mas acho que ele se arrepende do que aconteceu, mas, mesmo naquele momento, o que ele realmente fez?”, indagou.



MAIS UMA DO HOMOFÓBICO IMBECIL



O deputado Jair Bolsonaro (PP - RJ) afirmou nesta quinta-feira que vai propor um projeto de lei que garanta que a pessoa que necessitar de transfusão de sangue possa optar por receber apenas sangue doado por um heterossexual. Segundo o deputado, homossexuais correm risco de ter o vírus HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis 17 vezes a mais que heterossexuais, e isso justificaria sua proposta. Ainda segundo Bolsonaro, esse é um dado do próprio Ministério da Saúde, que recentemente flexibilizou a doação de sangue para homossexuais. Até então, homossexuais eram proibidos de doar sangue. A partir do mês de junho último, o Ministério da Saúde lançou novas regras para a doação de sangue e garantiu que o homem homossexual possa doar sangue desde que tenha parceiro fixo ou que não tenha feito sexo nos últimos doze meses. 

O deputado Bolsonaro afirma que o sangue doado é "todo misturado" e que, portanto, o receptor deve saber se está recebendo sangue gay ou heterossexual. A proposta ainda não foi apresentada na Câmara.
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É lamentável mais uma vez nós termos que aturar os posicionamentos desse individuo racista-homofóbico, com declarações e polêmicas, desrespeitando os homossexuais,  os negros, sem o mínimo de responsabilidade nas suas atitudes. É importante lembrar que os homossexuais também contribuem (pagando seus impostos) para pagar o salário de um individuo que descaradamente e impunemente prega a homofobia. É o cumulo do absurdo, em pleno século XXI, alguém ter essa iniciativa de segregar o sangue de um homossexual e do heterossexual doado a pessoas que naturalmente estão precisando de sangue para viver, independe de sexo, etnia, religião. Esse racista-homofóbico custa aos cofres públicos nada mais nada menos que  R$ 12,8 mi Reais de salário,  recebem também verba de gabinete de R$ 50,8 mil mensais, verbas indenizatórias de R$ 15 mil (para hospedagem, combustível e consultorias) e mais R$ 3 mil de auxílio-moradia. É um canalha que naturalmente tem a conivência de seus pares da câmara que faz parte. 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

REPRODUÇÃO RACISTA DO JORNAL TRIBUNA DA BAHIA

ATÉ EM CHINÊS
Um negro, nos Estados Unidos, vai a uma agencia de emprego.
- Procura trabalho? - pergunta-lhe o funcionário.
- Sim - Responde o negro.
- Sabe ler?
- Sei
- Sabe ler em Chinês?
- Sei.
- Muito bem, leia aquilo.
- Aponta-lhe um letreiro na parede, em chinês.
- O negro lê sem dificuldade.
- Então? diz o funcionário - O que está escrito lá?
- Não há trabalho para negros.
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RACISMO PURO
- Nos Estados  Unidos, um conservador pergunta ao amigo
- Sabe como se salva um negro de morrer afogado?
- Não.
- Ainda bem. Parabéns
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Gostaria de manifestar toda minha indignação e repúdio ao jornal TRIBUNA DA BAHIA pela publicação de uma matéria no quadro chamado BOLA QUADRADA, composto somente de piadas, publicado no dia 29/09/2011, quinta feira. É extremamente lamentável que um jornal tradicional e de grande circulação na cidade de Salvador tenha a iniciativa de publicar piadas com teor racista e totalmente descabidas, principalmente se tratando de um meio de comunicação que deveria ter a função de informar as pessoas, e não de reproduzir ideologias desumanas, como o racismo. O que infelizmente me faz pensar que esse seja o posicionamento do jornal, já que, se houve a iniciativa de reproduzir a informação no jornal como composição de um quadro, talvez também seja uma forma de concordar com o fato. Pois se tratando de um tema tão sério como o racismo, jamais o jornal poderia reproduzir uma piada dessa, com total naturalidade, já que isso ofende grande parte da população baiana e brasileira composta de um grande contingente de negros e demonstrando um total desrespeito aos nossos ancestrais, que tiveram fundamental importância na construção da cidade e da cultura baianaO JORNAL TRIBUNA DA BAHIA ao publicar essa matéria, está contribuindo para a propagação do racismo e estimulando as pessoas a agirem de forma preconceituosa para com o próximo negro. Não podemos permitir essas manifestações racistas e intolerantes, seja de quem for, venha de onde vier, o combate é e tem que ser constante. Lamentável JORNAL TRIBUNA DA BAHIA.

Rick Perry se envolve em polêmica racista nos EUA

Pré-candidato republicano à presidência possui uma propriedade rural cujo antigo nome é Cabeça de Negro: local que era reduto de linchamento de negros.

Segunda, 03 de Outubro de 2011
WASHINGTON No inicio de sua carreira política, Rick Perry hospedou amigos legisladores no campo de caça de sua família, um lugar conhecido pelo nome pintado em letras maiúsculas sobre uma pedra: Cabeça de Negro.

Antigos pastores já chamavam a região por esse nome, comumente atribuído a diversas montanhas pelo país, muito antes de Perry e seu pai, Ray, começarem a caçar no início dos anos 80. Com o passar dos anos, grupos de direitos humanos e agências governamentais conseguiram mudar alguns nomes com ofensas raciais que apareciam nos mapas nacionais.

Mas o nome desta área não mudou até Rick Perry se tornar governador do Texas. Alguns moradores ainda chamam o local assim. Para Perry, o nome é "ofensivo e não tem lugar no mundo moderno".

Ainda não está claro como ele lidava com isso antes, quando usava a propriedade. O fato adiciona uma polêmica para a biografia de Perry, que está no topo da lista de pré-candidatos republicanos à presidência.

Sobre a propriedade, Perry disse que seu pai a arrendou em 1983. O lugar era simples e isolado, situado em um rancho de 42 mil acres e com várias partes arrendadas. "Minha mãe e meu pai pintaram a pedra em 1983 ou 1984. Isso aconteceu após eu visitar a propriedade e ter visto a palavra ofensiva. Eu mencionei o fato, e eles cobriram com tinta. Desde então, eu nunca mais vi a pedra sem estar pintada."

A versão de Perry difere em muitos aspectos do que é contado por moradores locais, que lembram ter visto a pedra com o nome em vários momentos durante os anos em que Perry era associado à propriedade. Alguns dos que assistiram à ascensão política de Perry recordam sua reação ao nome na pedra e sua preocupação de que isso pudesse se tornar uma pesada carga em termos políticos.

Perry fala muito sobre como sua formação naquela comunidade rural influenciou seu conservadorismo. Entretanto, ele raramente, ou nunca, discutiu como foi crescer numa área de segregação, onde negros eram uma pequena fração da população.

O condado de Throckmorton, onde o campo de caça está localizado, foi considerado por muitos anos uma zona de proibição para negros em razão de histórias de linchamento. Em 1950, o Censo listou apenas um negro residente no condado, numa população de 3.600 pessoas. Em 2010, o Censo indicou que apenas 11 negros moravam no local.

Sobre o nome da propriedade, Perry disse que os gestores do rancho solicitaram a mudança para órgãos federais. Mas não foram encontrados registros do pedido nos arquivos do Conselho Americano de Nomes Geográficos.

Um morador que visitou o rancho nas temporadas de caça lembra da pedra com o nome visível. Ele disse que ela foi pintada anos depois, o que causou risos entre amigos. "Rimos pelo fato do Rick estar apagando seus rastros", lembra.

Perry estima ter caçado na propriedade 12 vezes entre 1983 e 2006. Quando ele despontou na política do Texas, o rancho foi reformado e uma nova placa foi colocada na entrada, onde se lê "Campo do Perry". A pedra permanece no portão, o antigo nome apagado com uma fina camada de tinta

domingo, 2 de outubro de 2011

RACISMO NA BIENAL DO LIVRO


Niteroienses são vítimas de racismo na Bienal do Livro


Oito estudantes do Colégio Estadual Guilherme Briggs foram vítimas de racismo durante a visita da escola à Bienal do Livro, no Rio de Janeiro. O registro da ocorrência foi feito na 77ª Delegacia de Polícia de Niterói pela diretora Alcinéia Souza Rodrigues e acompanhado pelo vereador Leonardo Giordano. 

De acordo com as testemunhas, na tarde de segunda-feira (06/09) os estudantes teriam sido ofendidos por um funcionário da Editora Abril. O acusado teria negado uma senha para ver o ator Rodrigo Faro no stand da editora com a justificativa de que não gostava de mulheres negras.

sábado, 1 de outubro de 2011

MEDICA RACISTA EM AEROPORTO




ARACAJU - A Polícia Civil de Sergipe investiga uma médica acusada de ter ofendido com palavras racistas um funcionário da empresa aérea Gol, no Aeroporto Santa Maria, em Aracaju. Em um vídeo feito por celular e divulgado pela internet, Ana Flávia Pinto Silva aparece chamando Diego José Gonzaga de 'nego', 'morto de fome' e 'analfabeto', além de humilhar outros funcionários da companhia aérea por ter chegado atrasada para o check-in de um voo para a Argentina, onde passaria lua-de-mel. (TV Sergipe: Veja imagens da confusão provocada pela médica no aeroporto de Aracaju )
O caso aconteceu no saguão do aeroporto, na semana passada, e provocou revolta em movimentos negros de Sergipe. Segundo a delegada Georlize Teles, Delegacia de Grupos Vulneráveis, que investiga o caso, o voo para a Argentina estaria programado para sair por volta das 5h e a passageira teria chegado ao balcão para fazer o check-in por volta das 4h30m.
- O tempo não era suficiente para ela embarcar, pois o check-in de voos internacionais é feito aproximadamente duas horas antes do embarque - ressalta a delegada.
Ela diz que o delegado plantonista Washington Okada, que registrou a ocorrência, interrompeu a apuração do caso e não prendeu Ana Flávia em flagrante, devido à complexidade do caso e dos vários depimentos conflitantes.
O crime é inafiançável, mas como ele (delegado) não conseguiu configurar o crime, resolveu liberar a médica
- O crime é inafiançável, mas como ele (delegado) não conseguiu configurar o crime, resolveu liberar a médica. Neste momento, não há como pensar mais em fiança - ressalta.
A delegada disse que vai pedir a fita das gravações do circuito de segurança do aeroporto.
- Quero checar os horários e se as câmeras registraram o problema. Não posso descartar o uso das imagens veiculadas na internet, em virtude da repercussão que o caso tomou. Enquanto isso, vou ouvir o depoimentos dos envolvidos e das testemunhas.
O Boletim de Ocorrência, registrado preliminarmente na Delegacia de Plantão de Aracaju relata que a médica teria invadido o espaço destinado aos funcionários da companhia aérea após ser informada de que não poderia embarcar. Em depoimento à polícia, o supervisor da Gol disse que a médica teria ficado descontrolada e gritado que a viagem para a Argentina seria de lua de mel. Em seguida, ainda de acordo com o depoimento do funcionário da Gol, ela passou a quebrar objetos do balcão da empresa e a jogar papéis no chão.
Segundo a delegada da Delegacia de Grupos Vulneráveis, Georlize Oliveira, a delegacia tem feito uma apuração isenta e técnica para que o Ministério Público e o Judiciário possam se estabelecer com elementos suficientes. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também resolveu entrar no caso e nesta quinta-feira vai acompanhar o depoimento do funcionário da empresa aérea na delegacia.