TIRE O SEU RACISMO DO CAMINHO QUE EU QUERO PASSAR COM A MINHA COR. Georges Najjar Jr

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ator diz estar 'enojado' com chefe que mandou negra alisar o cabelo



Quando o primeiro cabelo "black power" chegou por aqui, na cabeça de Tony Tornado, 81, logo foi evidente que era parte do movimento de afirmação racial dos negros. Nesta semana, 41 anos depois, o ator ficou "enjoado" ao saber que o penteado ainda causa preconceito.
Tony não queria acreditar quando leu, no Facebook, o caso da estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, 19.
Ela afirma ter sido alvo de racismo no colégio Internacional Anhembi Morumbi, no Brooklin, zona sul de São Paulo, onde é estagiária.
Assim como Tony, Ester é negra. Seu cabelo é crespo, bate nos ombros. Ela preserva o volume natural dos cachos.
Jefferson Coppola/Folhapress
Ester Cesário, 19, que acusa chefe de ter mandado que ela alisasse os cabelos crespos para trabalhar
Ester Cesário, 19, que acusa chefe de ter mandado que ela alisasse os cabelos crespos para trabalhar

Segundo Ester, em seu primeiro dia de trabalho como assistente de marketing, no dia 1º de novembro, a diretora do colégio reclamou de uma flor presa em seu cabelo e pediu para deixá-los presos.
Dias depois, a diretora a teria chamado novamente para reclamar do cabelo.

As cotas para negros: por que mudei de opinião.


William Douglas, juiz federal (RJ), mestre em Direito (UGF), especialista em Políticas Públicas e Governo (EPPG/UFRJ), professor e escritor, caucasiano e de olhos azuis.
Roberto Lyra, Promotor de Justiça, um dos autores do Código Penal de 1940, ao lado de Alcântara Machado e Nelson Hungria, recomendava aos colegas de Ministério Público que "antes de se pedir a prisão de alguém deveria se passar um dia na cadeia". Gênio, visionário e à frente de seu tempo, Lyra informava que apenas a experiência viva permite compreender bem uma situação.
Quem procurar meus artigos, verá que no início era contra as cotas para negros, defendendo - com boas razões, eu creio - que seria mais razoável e menos complicado reservá-las apenas para os oriundos de escolas públicas. Escrevo hoje para dizer que não penso mais assim. As cotas para negros também devem existir. E digo mais: a urgência de sua consolidação e aperfeiçoamento é extraordinária.

Racismo democrático


por CARLOS LUNGARZO
"Embora menos precisa, a determinação étnica é possível em grande parte dos casos. Ninguém confunde Pelé com David Beckham"
  Universidade de Brasília (UnB) foi a primeira instituição de ensino superior federal que aderiu ao sistema de Ação Afirmativa (AF) em junho de 2004, por meio do estabelecimento de cotas destinadas a etnias discriminadas, como no caso dos afrodescendentes (vide). Apesar da distância temporal e de esta decisão ter sido democraticamente discutida durante mais de cinco anos, as agressões dirigidas contra a universidade por causa desse programa mantêm todo seu vigor e atingiram pontos críticos em 2011.
O primeiro sistema orgânico de cotas foi adotado nos EUA, que o instalou em 1964, após o reconhecimento do princípio da AF através da Ordem Executiva 10925 (vide), assinada pelo então Presidente Kennedy em março de 1961. Mas, além deste caso, há muitos outros, que incluem tanto democracias de países industrializados como estados pobres da Ásia e até ditaduras que não podem desconhecer o óbvio sentido de compensação da AF.

Turbante na cabeça


Clique para ampliar Tradicional em culturas como a oriental e a africana, o turbante reaparece em um momento em que as modas se debruçam a observar a diversidade de outros povos, antes tidos como marginais ou periféricos. Bom exemplo é a tendência étnica, que vem se reinventando e trazendo novidades a cada estação, permanecendo há algumas temporadas. É um sinal da força dos movimentos de inclusão e ascensão das demais culturas em face do novo cenário que se desenha na política e economia mundial. Nos grandes desfiles nacionais e internacionais, como os da Prada, Donna Karan, Burberry e Neon, como também em outras áreas do design, surgem padronagens e partidos que exploram os grafismos, a mistura de cores, o uso de materiais e técnicas, colocando o multiculturalismo no auge das discussões estéticas. multiculturalismo 

Feira Preta 2011: Feira Preta comemora 10 anos de existência


Dez anos de Feira Preta e os números são mesmo para comemorar. A maior feira de cultura negra da América Latina já recebeu mais de 90 mil pessoas, movimentou R$ 2,5 milhões, reuniu 500 expositores e 400 artistas. O evento, que surgiu para fomentar o empreendedorismo étnico e fortalecer a cultura negra no país, acontecerá nos dias 17 e 18 de dezembro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

Vitória: Mumia Abu-Jamal não será mais executado


O ativista negro Mumia Abu-Jamal, ex-membro do grupo Panteras Negras, não será mais executado, informou nesta quarta-feira a Procuradoria da Filadélfia, no estado da Pensilvânia, após 30 anos de batalhas legais. Abu-Jamal foi condenado à pena de morte pelo assassinato do policial branco Daniel Faulkner em dezembro de 1981 e, após a decisão de hoje, cumprirá prisão perpétua, segundo as leis do estado da Pensilvânia.
Grupos de ativistas e defensores de direitos humanos haviam pedido a comutação da pena de morte de Abu-Jamal, já que o júri tinha sido condicionado durante o processo. O promotor encarregado do caso, Seth Williams, disse hoje que continuar pedindo a pena de morte para Abu-Jamal levaria o caso a uma "infinidades de anos de apelações".

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Brasil. Uma história inconveniente

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Portugal, Brasil e diversas nações africanas foram responsáveis pela maior emigração forçada da história da humanidade. Brazil: An Inconvenient History é um documentário dedicado ao passado colonial do Brasil, realizado em 2000 por Phil Grabsky, para a BBC/History Channel. Ganhou um Gold Remi Award no Houston International Film Festival em 2001. A "história inconveniente do Brasil" é uma história inconveniente de Portugal até 1808 (invasões francesas e fuga da corte para o Brasil) e do Brasil até 1888 (abolição oficial da escravatura) e dos diversos reinos africanos (capturavam e vendiam escravos aos traficantes). Uma história inconveniente para todos (à excepção dos próprios escravos).
CONTEXTO HISTÓRICO: ESTIMATIVAS GROSSEIRAS:
40% dos escravos capturados não sobreviviam ao percurso no interior do continente africano (até ao litoral onde eram vendidos) 15% dos escravos embarcados não sobrevivia à travessia do Atlântico 40% de todos os escravos que sobreviviam à travessia do Atlântico eram destinados ao Brasil. 4% e todos os escravos iam para os EUA. Vindos de Angola, chegaram ao Brasil 10 vezes mais escravos do que os destinados aos EUA. Chegou uma época em que a metade da população brasileira era constituída por escravos. O Brasil teve o maior comércio de escravos. O Brasil foi o último país a abolir a escravidão, em 1888.  

Heroísmo e discriminação: No passado, as duas faces do militarismo


Embora a história ao longo dos tempos nos tenha mostrado a importância das organizações militares como fonte de segurança para os inúmeros países existentes em todo o mundo, ela, por outro lado, também evidenciou-nos situações constrangedoras por parte dessas instituições. Nesse sentido, abordaremos dois episódios em específico, a Guerra do Paraguai e a Segunda Guerra Mundial.
Estima-se que no século 19, a guerra contra Solano López tenha dizimado cerca de 30% da população negra do Brasil, isso porque a grande maioria dos nossos militares era formada basicamente por escravos. Realidade esta vivenciada pelos integrantes do 9º batalhão, unidade pertencente à Marinha Brasileira durante o episódio do Riachuelo. Nesse conflito, esse efetivo (todos negros) sagrou-se vitorioso ao afundar um navio inimigo. Tal feito fez com que o cadete Antônio Francisco Mello fosse promovido à patente de capitão. Por ele ser negro, e sendo branca a maioria dos oficiais do militarismo brasileiro do século 19, então "o racismo da marinha manifestou-se afastando-o do comando das batalhas, transferindo-o para a disciplina das companhias negras, livrando os oficiais brancos do incômodo relacionamento com um ex-escravo".

Racismo: Exposição em Paris mostra como seres humanos foram exibidos em feiras, circos e zoológicos no fim do século 19


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Uma exposição no museu do Quai Branly, em Paris, mostra como seres humanos considerados "exóticos, selvagens ou monstros" foram exibidos durante séculos em feiras, circos e zoológicos no Ocidente.


A exposição Exibições – A Invenção do Selvagem indica, segundo os organizadores, que esses "espetáculos" com índios, africanos e asiáticos, além de pessoas portadoras de deficiência, que tinham o objetivo de entreter os espectadores, influenciaram o desenvolvimento de ideias racistas que perduram até hoje. "A descoberta dos zoológicos humanos me permitiu entender melhor por que certos pensamentos racistas ainda existem na nossa sociedade", diz o ex-jogador da seleção francesa de futebol Lilian Thuram, um dos curadores da mostra.
Thuram, campeão da Copa do Mundo de 1998 pela França, criou uma fundação que luta contra o racismo. Ele narra os textos ouvidos no guia de áudio da exposição. "É difícil acreditar, mas o bisavô de Christian Karembeu (também ex-jogador da seleção francesa) foi exibido em uma jaula como canibal em 1931, em Paris", diz Thuram. A exposição é fruto das pesquisas realizadas para o livro Zoológicos Humanos, do historiador francês Pascal Blanchard e também curador da mostra.

Colonialismo e racismo: a invenção do selvagem no Ocidente

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A exposição "A invenção do selvagem" em Paris mostra como o sistema colonial usou e abusou de povos do mundo inteiro. São histórias de homens mulheres e crianças exibidos publicamente como coisas bizarras ou monstruosas. O ex-jogador de futebol francês Lilian Thuram é um dos comissários da exposição.



Na fila da adoção - Das 26 mil famílias que aguardam na fila da adoção, mais de um terço aceita apenas crianças brancas



adocao de criancas negrasTrês anos após a criação do Cadastro Nacional de Adoção, as crianças negras ainda são preteridas por famílias que desejam adotar um filho. A adoção inter-racial continua sendo um tabu: das 26 mil famílias que aguardam na fila da adoção, mais de um terço aceita apenas crianças brancas. Enquanto isso, as crianças negras (pretas e pardas) são mais da metade das que estão aptas para serem adotadas e aguardam por uma família.
Apesar das campanhas promovidas por entidades e governos sobre a necessidade de se ampliar o perfil da criança procurada, o supervisor da 1ª Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal, Walter Gomes, diz que houve pouco avanço. "O que verificamos no dia a dia é que as família continuam apresentando enorme resistência [à adoção de crianças negras]. A questão da cor ainda continua sendo um obstáculo de difícil desconstrução."

Jovem rico erra. “Menor” pobre comete crime


sakamotoOs repetidos casos de violência gerados por jovens da classe média alta brasileira e a forma aviltante com a qual têm sido tratados adolescentes pobres no processo de ocupação policial de comunidades no Rio de Janeiro me deixam duplamente incomodado. Primeiro, é claro, pelo fato em si. Segundo, pela forma como a sociedade se comporta diante disso.
Sabemos que é mais fácil uma pessoa que roubou um xampu, um litro de leite ou meia dúzia de coxinhas ir amargar uma temporada no xilindró – como mostram diversos casos que já trouxe aqui – do que um empresário que corrompeu ou um político que foi corrompido passarem uma temporada fora de circulação.
Não que o princípio da insignificância (que pode ser aplicado quando o caso não representa riscos à sociedade e não tenha causado lesão ou ofensa grave) não seja conhecido pelo Judiciário. Insiginificante mesmo é quem não tem um bom advogado, muito menos sangue azul ou imunidade política.
Tempos atrás, a seguinte notícia veio a público:
"A empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto, de 32 anos, teve a bolsa roubada e foi espancada por cinco jovens moradores de condomínios de classe média da Barra da Tijuca, na madrugada de sábado. Os golpes foram todos direcionados à sua cabeça. Presos por policiais da 16ª DP (Barra), três dos rapazes (...) confessaram o crime e serão levados para a Polinter. Como justificativa para o que fizeram alegaram ter confundido a vítima com uma prostituta."
Os rapazes não eram da ralé. Se eles fossem de classe social mais baixa, certamente o texto seria sutilmente diferente:
"A empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto, de 32 anos, teve a bolsa roubada e foi espancada por cinco moradores da favela da Rocinha, na madrugada de sábado. Os golpes foram todos direcionados à sua cabeça. Presos por policiais da 16ª DP (Barra), três dos bandidos (...) confessaram o crime e estão presos. Como justificativa para o que fizeram alegaram ter confundido a vítima com uma prostituta."

Sakamoto participará em São Paulo - Ciclo de Debates Direitos Humanos e Desenvolvimento

Fundo que financiará equidade racial lançado em Brasília


BaobaSolenidade aconteceu dia (05), às 18h, no Museu Nacional, e contará com a presença da ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros

Fundo financiará iniciativas de entidades voltadas para a promoção da equidade racial

Brasília sediou ontem (05) o lançamento do Baobá – Fundo para a Equidade Racial. Trata-se de uma associação sem fins lucrativos, cujos recursos vão subsidiar ações e projetos de entidades do movimento negro voltadas pra a promoção da igualdade racial. A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, participará do lançamento no auditório II do Museu Nacional, que fica no Setor Cultural Sul, Lote 2.
Segundo o diretor Executivo do Baobá, Athayde Motta, o fundo foi estruturado nos moldes de organizações congêneres já em funcionamento em outras partes do mundo. "O objetivo principal do Baobá é estabelecer e administrar seu próprio fundo patrimonial e mobilizar recursos, no Brasil e no exterior, tornando-se política e financeiramente sustentável no longo prazo, e capaz de apoiar programas auto-gestionados e iniciativas pró-equidade racial lideradas por organizações de defesa de direitos afro-brasileiras", explicou o gestor.

Fonte: Coordenadoria Seppir

Juíza Luislinda Valois eleita desembargadora do TJ-BA


luislinda-valoi-desembargadoraEm decisão foi unânime entre os membros do Conselho
Em sessão ordinária realizada nesta terça-feira (6), em Brasília, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que a juíza baiana Luislinda Valois fosse promovida ao cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O CNJ utilizou como argumento principal o critério de antiguidade para a concessão da promoção. O relator do caso, Jorge Hélio Chaves de Oliveira, e todos os demais conselheiros decidiram de forma unânime em prol do requerimento.

"É o reconhecimento da luta de uma mulher negra, rastafári, que conseguiu sair vitoriosa deste processo. É uma conquista para o povo negro da Bahia", afirmou Luislinda, primeira juíza negra do Brasil. Desde agosto de 2010, ela ocupava o cargo de desembargadora substituta no TJ. Com a proximidade da aposentadoria compulsória, a nomeação de Valois como desembargadora titular poderia não ocorrer.

De acordo com a juíza, que acompanhou toda a audiência, o Tribunal deverá agora organizar a data da posse e a cerimônia oficial.

Sobre Valois

Valois foi a primeira juíza negra a proferir uma sentença contra o racismo no Brasil. Ela trabalhou no interior baiano até ser promovida para Salvador, em 1993. A juíza foi a responsável por reativar dezenas de Juizados Especiais em municípios da Bahia e criou e instalou a Justiça Itinerante e o Juizado Itinerante Marítimo.

Fonte: Correio da Bahia

Mapa da Violência 2011: Morrem 67,1% mais negros do que brancos

mapa-da-violencia-2011Genocídio - proporcionalmente  morrem  67,1% mais negros do que brancos. É o que demonstra o Mapa da Violência 2011 – O jovens do Brasil que acaba de ser lançado.

Segundo ele, no estado da Paraíba, em 2008, morreram 1.083% mais negros do que brancos. Em Alagoas, no mesmo ano, foram  974,8% mais mortes de negros. Em 11 estados, esse índice ultrapassa 200%. As diferenças são pequenas apenas nos estados onde a população negra também é menor, como no Rio Grande do Sul, onde a diferença é de 12,5%; Santa Catarina, com 14,7%; e Acre, com 4%.

De acordo com o levantamento, “O número de vítimas brancas caiu de 18.852 para 14.650, o que representa uma significativa diferença negativa, da ordem de 22,3%. [ ] Já entre os negros, o número de vítimas de homicídio aumentou de 26.915 para 32.349, o que equivale a um crescimento de 20,2%. Com isso, a brecha que já existia em 2002 cresceu mais ainda e de forma drástica, como teremos oportunidade de ver a seguir.”

FONTE: PORTAL GELEDÉS

Discriminação está por todo sistema criminal, afirma estudo

Discriminação está por todo sistema criminal, afirma estudo
O preconceito contra negros e pobres continua, mesmo que velado, no sistema criminal brasileiro. Segundo estudo da Faculdade de Direito (FD) da USP, a atuação da polícia e as decisões de juízes sobre quais infratores podem ou não usufruir do direito a penas alternativas ainda se baseiam em perfis raciais e socioeconômicos discriminatórios, oriundos do século 19.
A advogada Ísis Aparecida Conceição, responsável pelo estudo, explica que o sistema criminal brasileiro foi influenciado por um modelo judicial positivista, "que institui o crime como uma doença e que tem a pretensão de conseguir prever o perfil do criminoso por seus traços físicos e raciais. Este tipo de abordagem penal foi recebido como teoria no Brasil num período concomitante ao do fim da escravidão, no final do século 19, e está carregada de preconceitos", analisa.
Para a advogada, o 'perfil do suspeito padrão' com que a polícia trabalha — um perfil formado por cidadãos negros ou pardos e pobres — é uma herança de dois séculos atrás, que ainda sobrevive. "Estes perfis estão impregnados no inconsciente coletivo e são reforçados pela mídia, nos programas da tarde relacionados às ações policiais, que sempre apresentam a mesma ideia de criminosos", constata a pesquisadora. "Isso faz com que certos grupos de pessoas sejam mais observados e abordados e explica porque as corporações se apegam a estereótipos na hora de efetuar blitze e revistas."
Penas alternativas

O primeiro desembargador negro da história do estado do Espírito Santo

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willian silvaWillian Silva recebeu 22 votos favoráveis dos 24 desembargadores. Outros 21 juízes de entrância especial concorriam ao cargo. O primeiro desembargador negro da história do estado foi eleito na manhã desta segunda-feira (05), em votação realizada no Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES). O magistrado Willian Silva recebeu 22 votos favoráveis dos 24 desembargadores titulares que participaram da sessão. A eleição começou às 9 horas e durou cerca de quatro horas.
A vaga foi preenchida por merecimento, um dos critérios para promoção na magistratura. Outros 21 juízes de entrância especial concorriam ao cargo.

Fonte: G1

Leis de criminalização do racismo - Casos de Racismo & Preconceito - Defenda-se

A TV UNEB exibe série especial CONSCIÊNCIA NEGRA,  esta reportagem traz discussões acerca das leis de criminalização do racismo. Passando pelo primeiro projeto de lei de 1951, que instituiu a lei Afonso Arinos até a lei 7.716/89, que levou o nome do deputado Carlos Alberto de Oliveira, e ficou conhecida como Lei Caó.


Racismo é burrice: Entrevista da professora doutora Cândida Soares

A música do cantor Gabriel Pensador ilustra bem o clima da entrevista da professora doutora Cândida Soares, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação (Nepre) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Sensível, gentil e muito combativa, ela não perdeu a oportunidade de rebater uma pergunta com outra pergunta: qual o problema com o meu cabelo? Por que preciso alisar? Ao eleger um padrão de beleza, a mídia diz que o resto é feio, o que é extremamente perverso, pois faz com que muitas crianças e adolescentes desejem ser outra pessoa. Cândida pesquisou livros didáticos no período de 1991 a 2003 e descobriu que o racismo tem sido repassado de geração a outra a partir de mensagens explícitas de que a população negra é inferior. "Nessas condições, como uma criança branca, ao lado da negra, vai realmente compreender que a negra é igual a ela, uma amiga, e não sua futura empregada?". Se por um lado o racismo está escancarado nos livros, por outro, está implícito em piadas, comentários e apelidos. "Basta observar os indicadores sociais para comprovar que as desigualdades sociais no país têm origem racial, o assunto tem que ser discutido, refletido e resolvido".
"É uma burrice coletiva sem explicação/ Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união/ Mas demonstra claramente/ Infelizmente/ Preconceitos mil/ De naturezas diferentes (...)"

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Racismo no Colégio Anhembi Morumbi - Estagiaria forçada a alisar o cabelo para manter a 'boa aparência"


Estagiária se recusa a alisar cabelo e é hostilizada no trabalho


A estagiária Ester Elisa da Silva Cesário acusa seus superiores de perseguição e racismo. Conforme Boletim de Ocorrência registrado no dia 24 de novembro, na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) de São Paulo, ela teria sido forçada a alisar o cabelo para manter a "boa aparência". A diretora do Colégio Internacional Anhembi Morumbi ainda teria prometido comprar camisas mais cumpridas para que a funcionária escondesse os quadris.

Ester conta que foi contratada no dia 1º de novembro de 2011, para atuar no setor de marketing e monitorar visitas de pais interessados em matricular seus filhos no colégio, localizado no bairro do Brooklin, na cidade de São Paulo. A estagiária afirma ter sido convocada para uma conversa na sala da diretora, identificada como professora Dea de Oliveira. Nos dias anteriores, sempre alguém mandava recado para que prendesse o cabelo e evitasse circular pelos corredores.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Na Suécia é assim. Enquanto aqui no Brasil essas ratazanas podres se apropriam do dinheiro público para beneficio proprio.


UM EXEMPLO MUITO SIGNIFICATIVO PARA O BRASIL, QUE TEM EM SUAS MAZELAS OS REFLEXOS DA MÁ GESTÃO PÚBLICA REALIZADAS PELOS VEREADORES, DEPUTADOS ESTADUAIS, DEPUTADOS FEDERAIS, PREFEITOS, GOVERNADORES, SENADORES E POR FIM  O PRESIDENTE.



POR: Gledson Cruz

sábado, 3 de dezembro de 2011

Saudita diz que dirigir estimula sexo pré-nupcial. Lamentável! Abaixo Machismo!



Permitir que as mulheres da Arábia Saudita dirijam pode estimulá-las a fazer sexo antes do casamento. Essa foi a conclusão de um relatório elaborado por Kamal Subhi, um acadêmico conhecido no país, e entregue ao Conselho Shura, grupo que assessora o rei Abdullah, segundo informações divulgadas pelo ativista saudita Waleed Abu Alkhair, defensor dos direitos humanos. 
A conclusão do relatório foi baseada no argumento de que, ao permitir que mulheres dirijam, amplia-se a mistura de gêneros e estimula-se o sexo.

O viés altamente conservador do relatório sugere que está crescendo a pressão sobre o rei Abdullah, de 87 anos, para que permaneçam intocadas as regras que impedem as mulheres de dirigir na Arábia Saudita. Não havia informações sobre se o relatório foi solicitado pelo Conselho Shura - composto apenas por homens - ou enviado independentemente por Subhi.

A família real da Arábia Saudita baseia sua legitimidade nas instituições religiosas do reino, que seguem uma linha do Islamismo conhecida como Wahhabismo. Embora tenha demonstrado abertura a algumas mudanças relacionadas aos direitos das mulheres, Abdullah tenta avançar com cautela nesse sentido para não esbarrar na forte oposição dos clérigos. As informações são da Associated Press.


FONTE: Agência Estado

ESSE É UM DOS MAIS VARIADOS EXEMPLOS DO DESRESPEITO COM OS DEFICIENTES NO BRASIL.



Essa vaga não é sua nem por 1 minuto! Vamos colaborar e refletir um pouco mais em nossas atitudes

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Nede celebra Dia da Pessoa com Deficiência em fórum sobre educação inclusiva


Para comemorar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (comemorado em 3 de dezembro), o Núcleo de Educação Especial (Nede), vinculado à Pró-reitoria de Extensão (Proex) da UNEB, promove, no dia 6, a sexta edição do Fórum Permanente de Formação em Educação Inclusiva.
A iniciativa, que traz o tema Arte inclusiva em foco, acontece no Teatro UNEB, no Campus I da universidade, em Salvador, a partir das 8h.
O evento, franqueado ao público externo, será transmitido por videoconferência para todos os campi da UNEB. As inscrições estão sendo feitas pela internet até o dia do fórum.
De acordo com a coordenadora do Nede, Patrícia Magris, o evento visa estimular a criação de novas políticas públicas voltadas para a inclusão da pessoa com deficiência por meio da arte.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Uma negra não poderia ter um veículo como aquele

Professora é detida acusada de racismo

Uma professora de Mogi das Cruzes vai responder a um processo por injúria racial. Testemunhas a viram acusando uma aposentada de ter roubado o carro dela, no fim da tarde de segunda-feira (21), na região central.



Humilhação: Sandra foi vítima de injúria racial

A discussão começou quando Sandra Aparecida dos Santos, de 58 anos, chegava ao próprio carro, que estava estacionado. Ela contou que viu a acusada fotografar o veículo e foi questionar o motivo. A agressora, a professora de artes Iracema Cristina Nakano, teria dito que o carro era dela, mas tinha sido roubado, e que uma negra não poderia ter um veículo como aquele.
Várias testemunhas viram a discussão e chamaram a Polícia Militar. 
A suspeita nega ter feito comentários racistas. Ela diz que desconfiou que o carro era dela porque tinha um parecido e foi roubada, mas que abordou a aposentada com educação.
A professora recebeu voz de prisão por causa da injuria racial, mas pagou a fiança de 545 reais e foi liberada para responder ao processo em liberdade.

Mãe Stella faz uma bela reflexão sobre a inveja

Mãe Stella faz uma bela reflexão sobre a inveja.
Maria Stella de Azevedo Santos
A minha função espiritual faz de mim uma intermediária entre o humano e o sagrado e para exercê-la da melhor maneira possível tenho como instrumento o Jogo de Búzios. Pessoas de diferentes idades, raças e até mesmo credos, buscam a ajuda desse oráculo. Surpreende-me o fato de que uma grande parte dos que me procuram sente-se vítimas de inveja.