TIRE O SEU RACISMO DO CAMINHO QUE EU QUERO PASSAR COM A MINHA COR. Georges Najjar Jr

sábado, 14 de janeiro de 2012

Religiões afro-brasileiras produzem direito de resposta coletivo contra TV Record

intolerancia religiosa
Em decisão inédita do Ministério Público Federal, entidades afro-brasileiras foram autorizadas a produzir um vídeo de direito de resposta coletivo a uma reportagem da TV Record. O programa foi gravado e tornou-se público no final de 2011, mas não pode ser exibido, pois a emissora recorreu da ação e conseguiu impedimento momentâneo.


Conforme informa o vídeo, o programa é um "direito de resposta concedido pela Justiça Federal ao Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), ao Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira (INTECAB) e ao Ministério Público Federal, autores da ação contra o enfoque negativo e discriminatório das religiões afro-brasileiras".
A gravação conta com a participação de representantes de entidades ligadas às religiões afro-brasileiras e profissionais de comunicação, entre eles Iran Castelo Branco, do movimento Mídia Pela Paz, Gabriel Priolli, jornalista e produtor independente, e Laurindo Leal Filho, professor da ECA-USP.
Daniel Teixeira, coordenador do CEERT, ressalta que o caso ainda está em juízo, logo são poucas as informações que podem ser dadas a respeito. Contatada, a Record ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Protestos na internet – No final de dezembro, a Record também virou alvo de protestos de grupos católicos que acusaram a emissora de perseguição. Ativistas indignados com reportagens exibidas nos jornalísticos da casa consideraram que a emissora de Edir Macedo realiza "ataques ao catolicismo".
Um dos movimentos se intitulou de "Brasil Sem TV Record" e convocaram os internautas via redes sociais a boicotarem a Record no dia 16 de dezembro, evento que, segundo a emissora, "não teve êxito". Outro grupo criou a hashtag #jornalismodeterceira e pediu para que os católicos não assistam mais à Record.

Poucas modelos negras reabrem debate sobre cotas em desfiles


fashion week
Uma das poucas modelos negras que foram escaladas neste ano para a semana carioca de moda desfila no Rio Moda Hype
Os desfiles da semana carioca de moda tiveram celebridades e até modelos transexuais. Porém, em um país onde a metade da população tem origem africana, a presença de negros nas passarelas é rara, reabrindo o debate sobre as cotas.
Poucas modelos afrodescendentes foram vistas nas passarelas da semana carioca de moda, no Rio de Janeiro, que até este sábado apresenta 24 coleções para a temporada de inverno. Por outro lado, o Brasil é o país com maior população negra do mundo depois da Nigéria.
"Só nos chamam quando o tema do desfile está vinculado à cultura negra", disse à AFP Luana Génot, 23 anos, umas das oito modelos negras de um total de mais de 200 da agência 40 Graus Models, a principal do Rio.

sábado, 7 de janeiro de 2012

lira uma diva da musica sul africanaLira nasceu Lerato Molapo no município Daveyton no leste de Joanesburgo. Seu nome significa "amor" em Sesotho e ela fala cinco línguas. Ela é uma cantora de Afro-Soul premiada e se refere a sua música como "uma fusão de soul, funk, elementos de jazz e Africano".

Início da vida
Seu mundo foi moldado pela dura realidade do apartheid raciais e socioeconômicas da África do Sul. Ela cresceu ouvindo Miriam Makeba, Stevie Wonder, Aretha Franklin e Nina Simone, que acabaria por inspirar suas composições. Ela começou a se apresentar ao vivo em 16 anos de idade, cantando versões covers e canções próprias.
Lira estudou contabilidade e usou suas habilidades em troca de tempo de gravação em um estúdio local, resultando em sua primeira demo com a idade de 18 anos. Após a formatura, Lira continuou na trabalhando em contabilidade por mais dois anos. Com a ambição de ser uma cantora demitiu-se e criou um plano de cinco anos para sua carreira musical.

Carreira
Em 2000, ela foi descoberta pelo músico / produtor Arthur Mafokate, que assinou com ela para sua gravadora, 999 Music, e a ajudou com o lançamento de seu álbum debut, All My Love (2003). O álbum lhe rendeu elogios no Metro FM Awards, Prémios de Música do Sul Africano e O Canal Music Awards Reel. A faixa-título, bateu a faixa de Beyonce "Dangerously in Love".
No ano seguinte, ela deixou 999 Música e juntou-se com o tecladista Victor Mngomezulu, Tshepo baixista Sekele e Robin produtor Kohl, posteriormente, comprada pela Sony Music África e lançou seu primeiro álbum Feel Good (2006).

O álbum foi um enorme sucesso, levou a várias nomeações e vitórias no Prêmio Sul-Africano de Música (SAMA). Em julho de 2007 o álbum foi lançado na Itália, onde a sua faixa título foi sucesso absoluto.
No verão de 2010, ela se juntou a um line up de artistas que incluiu Alicia Keys, Shakira, K'Naan e John Legend, na Copa do Mundo FIFA Kick-Off Concert executar uma versão de "Pata Pata", uma canção de sucesso gravado originalmente pelo final de Miriam Makeba.
Mais tarde naquele verão, ela foi selecionada para participar da festa de aniversário 92 do ex-presidente Sul-Africano Nelson Mandela. Seu desempenho do Labi Siffre popular sintonia anti-apartheid e Mandela com o Soweto Spiritual Singers provou ser uma das performances mais importantes em sua carreira.
De acordo com o jornal Star, ela é atualmente considerado o principal artista solo feminina adulto contemporâneo na África do Sul. Ela já apareceu em campanhas publicitárias importantes e foi um embaixador para a Audi, Shield, Samsung, MTN e Blackberry. Ela já apareceu nas capas das revistas Estilo de Jo'burg, Fair Lady, True Love, Cabelo Preto Sophisticate, a Winkler, finitos, Sunday Times, Cape Times, da cidade de pulso, Jet Club e África do Sul Express.

Nina Simone006Eunice Waymon estava destinada a se transformar na primeira concertista negra de piano dos Estados Unidos, mas foi rejeitada no conservatório. Daquela decepção nasceu Nina Simone, uma das grandes divas do jazz, retratada com paixão por David Brun-Lambert em uma biografia.

Uma das grandes divas do jazz, artista morreu no sul da França em 2003
O livro conta a turbulenta existência da intérprete de "My Baby Just Cares for Me", desde seu início como menina prodígio em uma pequena cidade da Carolina do Norte, até sua morte no sul da França em 2003.
"Morrerei aos 70 anos, porque depois só há dor", tinha dito uma mulher que conheceu os extremos da glória e da miséria, da felicidade e da dor, que esteve submetida aos vaivéns da fama e marcada por uma personalidade cheia de arestas que seu biógrafo não escondeu.
Dura, combativa e caprichosa, Simone sempre suspeitou que a cor de sua pele tenha fechado as portas do conservatório musical da Filadélfia, cidade à qual tinha viajado desde o sul graças ao dinheiro arrecadado por sua comunidade, na qual sua mãe ocupava um lugar de destaque como reverenda batista.
Depois daquele fracasso, sobreviveu em Nova York com trabalhos precários, até que decidiu tentar a vida em Atlantic City. Conta Brun-Lambert que "em um bar úmido com o solo coberto de serragem para secar o álcool derramado" foi onde Eunice se transformou uma noite em Nina Simone. Nina por causa de um apelido pelo qual era chamada por um namorado latino, "Niña", e Simone como homenagem a Simone Signoret, atriz francesa.
A jovem era pianista, mas o proprietário do bar a obrigou a cantar como condição para manter o emprego. A filha da reverenda interpretava a cada noite um repertório que sua mãe sem duvidar teria condenado.
Acompanhada de seu piano foi modulando uma das vozes mais pessoais do século XX, com a qual nos anos 60 e 70 imortalizou temas como "Ain't Got No - I Got Life" ou "I Wish I Know How It Would Feel To Be Free", e gravou clássicos como "Here Comes The Sun", "Just Like a Woman" e "Suzanne".
Ela também pôs sua voz e suas composições ao serviço da igualdade dos negros, como quando gravou em 1963 "Mississipi Goddam" ("Maldito Mississipi") para denunciar a violência racista após saber que um jovem ciclista negro tinha morrido por uma surra de um grupo de brancos.

Era capaz de se comprometer com a justiça social até pôr em perigo sua carreira e sua própria vida, mas ao mesmo tempo tão avarenta que seus músicos recebiam um salário miserável.
Tudo é contado em sua biografia, que reconstrói a busca vital de uma artista que ansiava uma serenidade que nunca obteve e investiga as chaves da complicada personalidade de uma intérprete que colecionou decepções amorosas e brigou com o fisco de seu país e as empresas fonográficas de meio mundo. Ela conheceu a fama, mas também o esquecimento, que acabou no final dos anos 80 graças a um anúncio da Chanel Nº 5 que incluía sua versão de "My Baby Just Cares For Me".
Nina Simone a considerava uma das canções com a menor importância de sua carreira, mas o tema foi colocado nos primeiros postos das listas europeias, o que permitiu a sua intérprete retornar aos palcos na reta final de sua carreira. E depois, a "diva rebelde" cumpriu com seu obstinado objetivo de desaparecer deste mundo aos 70 anos, ao morrer enquanto dormia em Carry-le-Rouet, um balneário próximo a Marselha.

Criança indígena de 8 anos é queimada viva por madeireiros


indio-awa-guajaQuando a bestialidade emerge, fica difícil encontrar palavras para descrever qualquer pensamento ou sentimento que tenta compreender um acontecimento como esse. Na última semana uma criança de oito anos foi queimada viva por madeireiros em Arame, cidade da região central do Maranhão.

Enquanto a criança – da etnia awa-guajá – agonizava, os carrascos se divertiam com a cena.
O caso não vai ganhar capa da Veja ou da Folha de S. Paulo. Não vai aparecer no Jornal Nacional e não vai merecer um "isso é uma vergonha" do Boris Casoy.
Também não vai virar TT no Twitter ou viral no Facebook.
Não vai ser um tema de rodas de boteco, como o cãozinho que foi morto por uma enfermeira.
E, obviamente, não vai gerar qualquer passeata da turma do Cansei ou do Cansei 2 (a turma criada no suco de caranguejo que diz combater a corrupção usando máscara do Guy Fawkes e fazendo carinha de indignada na Avenida Paulista ou na Esplanada dos Ministérios).
Entretanto, se amanhã ou depois um índio der um tapa na cara de um fazendeiro ou madeireiro, em Arame ou em qualquer lugar do Brasil, não faltarão editoriais – em jornais, revistas, rádios, TVs e portais – para falar da "selvageria" e das tribos "não civilizadas" e da ameaça que elas representam para as pessoas de bem e para a democracia.

ONU cria operação para vítimas de violência no Sudão do Sul

A Organização das Nações Unidas lançou uma operação humanitária de emergência para enfrentar a crise suscitada pela violência entre etnias na região de Jonglei, no Sudão do Sul.
A operação pretende ajudar cerca de 50 mil pessoas que foram vítimas dos enfrentamentos tribais que aconteceram nos últimos dias em Jonglei, um dos dez estados que integram o país africano.
O plano é organizado pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), e nele participam o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Programa Alimentar Mundial (PAM), a Organização Internacional para Migrações (OIM) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).
Segundo comentaram em entrevista coletiva os porta-vozes destas instituições, o principal problema é chegar até as vítimas, já que a maioria, fugindo da violência, se refugiou em uma ampla região de floresta de difícil acesso.
Por essa mesma razão, a ONU não quis dar estimativas sobre o número de mortos, pela dificuldade de contabilizar os dados.
No entanto, os retornos começam a acontecer e cerca de 4,7 mil pessoas voltaram a suas casas, a maioria delas arrasada pelo fogo durante os enfrentamentos. Até o momento, foram retirados 46 feridos, embora este número possa se elevar nas próximas horas.
O PAM estima que poderá alimentar cerca de 7 mil pessoas nos próximos dias, mas adverte que dada a situação de insegurança alimentícia no país recém-criado, calcula-se que em 2012 deveria alimentar cerca de 2,7 milhões de pessoas.

Professor de Londrina vai processar policial por racismo em caixa eletrônico. LAMENTAVEL! Um professor sendo tratado como um vagabundo por um individuo sem a minima capacidade profissional para ser um representante da segurança pública.

O professor de História do Centro de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA), Valdecido Pereira da Silva, vai processar o policial civil Paulo Valério Kwiatkowski pelo crime de racismo, ocorrido no último dia 28 de dezembro em um supermercado na Rua Brasil, na região central de Londrina. A audiência já foi marcada para o dia 10 de fevereiro.
Segundo o relato do professor, ele estava na fila do caixa eletrônico dentro do estabelecimento, quando foi acusado pelo policial à paisana de tentar visualizar a senha da conta bancária. Em seguida, Kwiatkowski pronunciou palavras ofensivas e xingamentos racistas como "negro vagabundo". O desentendimento terminou com trocas de agressões físicas entre os envolvidos.
Ainda conforme Silva, quando ele utilizava o caixa eletrônico, o policial retornou ao local e com uma arma ameaçou a vítima de racismo e mandou o professor se deitar no chão. Kwiatkowski levou Silva em uma viatura até o 1º Distrito Policial, onde o policial registrou Termo Circunstanciado de Infração Penal, acusando o professor de agressão física.

Questionário - Racismo no Carnaval de Salvador


carnaval de salvadorO projeto de pesquisa ora iniciado objetiva estudar a incidência de manifestações do racismo no carnaval de Salvador, manifestação cultural que mobiliza uma significativa parcela da população da cidade, recebe investimentos públicos e privados de milhões de reais e tem, por isso mesmo, um importante impacto na economia, na sociedade e na vida cultural da capital baiana.
O objetivo principal é identificar situações e motivações condicionadas, social e politicamente, que propiciam o surgimento e a tolerância de circunstâncias potencializadoras de manifestações de racismo que se verificam no processo de concepção, gestão e realização da festa.
Com a obtenção das informações constantes deste questionário, a equipe de pesquisadores poderá atualizar os estudos concernentes ao racismo, desenvolver novos parâmetros para se pensar e analisar a incidência desse fenômeno e, disponibilizar informações sistematizadas que possam subsidiar - seja no âmbito municipal ou estadual - a elaboração de políticas públicas que busquem atender as demandas atinentes à solução dos problemas relacionados ao racismo.

Criança negra é retirada de restaurante ao ser confundida como pedinte

Criança negra é retirada de restaurante ao ser confundida como pedinte

minino comendo foto ilustrativaNeste final de ano pude testemunhar e viver a vergonha dessa praga do rascismo aqui em nossa multicultural São Paulo. E com pessoas próximas e queridas. Não dá para ficar calado e deixar apenas o inquérito policial que abrimos tomar conta dos desdobramentos desse episódio lamentável e sórdido.
Na sexta feira, 30, nossos primos, espanhóis, e seu pequeno filho de 6 anos foram a um restaurante, no bairro Paraíso (ironia?) para almoçar. O garoto quis esperar na mesa, sentado, enquanto os pais faziam os pratos no buffet, a alguns metros de distância. A mãe, entre uma colherada e outra, olhava para o pequeno que esperava na mesa. De repente, ao olhar de novo, o menino não mais estava lá. Tinha sumido.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Primeiro aluno de Medicina a entrar por cotas na Ufba recebe diploma


Em uma casa azul na Ladeira Manoel Faustino - mesmo nome de um dos líderes negros da Revolta dos Alfaiates, que em 2011  se tornou Herói da Pátria – Ícaro Luis Vidal, 24 anos, se apronta para o grande dia de sua vida. À noite, o primeiro estudante a ingressar pelo sistema de cotas no curso de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba) se forma.
As trancinhas que a cabeleireira faz em seu black power têm dois motivos: um é poder vestir o capelo de formatura (chapéu usado na solenidade). O outro é a pressão de sua mãe, Raimunda Vidal dos Santos, 47, que acha que assim o filho fica mais bonito para a festa, realizada ontem à noite, no Centro de Convenções.
Ícaro começou o curso em 2005, quando a Ufba implantou o sistema de cotas. Hoje, a instituição reserva 2% das vagas para índio-descendentes e 43% para alunos que tenham todo o ensino médio em escolas públicas. Desses, 85% são para estudantes que se declararam pardos ou pretos.
Ao fim do 3º ano no Colégio da Polícia Militar, conciliado com o cursinho, Ícaro já tinha passado no meio do ano em Direito na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). “Assim, eu fiz a prova mais tranquilo”. Amiga de infância, Inês Costal, 24, lembra dele como aluno aplicado. “Sempre foi brilhante, era o CDF”, relata.

Orgulho
Ícaro atribui o desempenho à sua criação. “Ele nunca me deu trabalho, mas sempre cobrei. A média do colégio era 8, mas eu exigia  9”, lembra a mãe. O rigor deu resultado. “Tenho orgulho dos meus filhos”, afirma ela, incluindo a filha Ísis Carine dos Santos, 25, que mês que vem se forma em Engenharia Química, também na Ufba.
Ontem, na formatura, dona Raimunda via o sonho realizado e vibrava num longo rosa. “Dever cumprido. Agora vou cuidar de mim”, diz ela, que este ano vai tentar cursar Pedagogia. “Espero conseguir uma vaga pelo Enem”, torce.
Ícaro divide com ela e com Ísis uma casa na Liberdade. O pai, que mora em Feira de Santana, também veio para a formatura. Uma outra irmã mora em Conceição de Feira.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ilê Ayiê escolhe música do carnaval o sábado



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No primeiro sábado do ano, dia 7, o bloco afro Ilê Aiyê irá escolher a sua música tema para o Carnaval 2012 de Salvador.


Nesta, que é a 38ª edição do Festival de Música Negra, as músicas candidatas são inspiradas no tema "Negros do Sul".
O evento será realizado na senzala do Barro Preto, na Liberdade, e vai contar com shows de Claudia Costa e Roberto Mendes.
Deusa do Ébano
Termina nesta segunda-feira, dia 2, as inscrições para o concurso rainha do Ilê Ayiê, para o bloco afro.
Podem concorrer mulheres negras moradoras de qualquer bairro, com idade entre 18 e 30 anos. É preciso saber dançar e conhecer a história do grupo.
A Deusa do Ébano desfila com destaque durante o Carnaval e representa a entidade em eventos sociais.

Fonte: Band

Atacante Sammy Ameobi sofreu ofensas racistas
A intolerância de parte dos torcedores do futebol europeu segue fazendo vítimas. Na última terça-feira, o atacante Sammy Ameobi, do Newcastle, foi agredido com ofensas racistas através de sua conta no Twitter por dois adolescentes ingleses, que, segundo informa a página do jornal inglês Daily Mail, acabaram identificados e presos pela polícia.

Ao postar uma foto na página na rede social, com um par de chuteiras pretas nas mãos e a legenda "sempre haverá um lugar em meu coração para as totalmente pretas", o jogador, nascido na Nigéria, recebeu por parte dos agressores o comentário: "sua mão é quase da mesma cor, negro".
Após o ocorrido, os seguidores do atleta foram identificados e detidos pela polícia da Northumbria, que através de um porta voz esclareceu o ocorrido, dizendo que os dois jovens de 17 anos foram presos por suspeita de comunicação má intencionada.


elizabeth okoro gana
Uma campanha realizada por uma africana no site de relacionamentos Facebook, relatando um suposto episódio de racismo em um restaurante, gerou comoção em Gana.
Elizabeth Okoro, 26 anos, se disse chocada por ouvir do gerente do restaurante de frutos do mar The Atlantic Lobsters and Dolphins, na capital de Gana, Acra, que o local era "apenas para brancos".
"Meu amigo espanhol começou a preencher o cadastro de clientes e, naquele momento, eu disse: 'Com licença, eu também gostaria de entrar para este clube', e ele respondeu: 'Não, desculpe, é só para brancos'", disse Okoro à BBC.
Restaurante acabou fechado pelas autoridades de turismo de Gana.
"Eu não estou parafraseando, eu não interpretei mal, não foi um erro de tradução... foi uma declaração precisa", disse ela.

nonno paolo panelaco contra o racismo
O suposto caso de racismo em uma pizzaria em São Paulo vai ganhar uma manifestação no próximo sábado. Internautas se indignaram com a história do garoto etíope de 6 anos adotado por um casal espanhol que teria sido expulso da Pizzaria Nonno Paolo, na zona sul da cidade, ao ser tratado como um menino de rua, no dia 30 de dezembro.
O evento já criado no Facebook convida internautas para um "panelaço" em frente ao estabelecimento, às 14h. "Levem suas panelas e vamos fazer barulho!", convidam os organizadores.
De acordo com a descrição do evento, que até a tarde desta quinta-feira já tinha mais de 200 pessoas confirmadas, o objetivo da manifestação é alertar que "o racismo faz parte do cotidiano". "(O racismo) deve ser uma vergonha aberta e servir de lição para que em nenhuma instância deva ser cometido qualquer tipo de crime discriminatório racial ou social", descrevem.

Fonte: Terra

HAITIANO - Em fuga para o Brasil, haitianos são vítimas de espancamentos, estupros e mortes no Peru e Bolívia


criancas haitianas
Os imigrantes haitianos que buscam refúgio em massa no Acre estão sendo vítimas de extorsão, roubo, estupros e mortes quando percorrem territórios do Peru e da Bolívia.

Relatório enviado ao ouvidor Carlos Alberto de Souza e Silva Júnior, da Secretaria Especial de Políticas da Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), denuncia que as mulheres haitianas são separadas dos homens e bolinadas.
De acordo com o relatório, assinado por Lúcia Maria Ribeiro de Lima, Coordenadora Geral do Comitê Gestor de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ligado ao governo do Acre e à prefeitura de Rio Branco, a capital do Estado, algumas mulheres foram vítimas de tentativa de estupro e outras foram estupradas por taxistas peruanos e bolivianos.
O documento assinala que nas últimas duas semanas se intensificaram os relatos de haitianos assassinados no trajeto até o Brasil.
Os haitianos que não possuem dinheiro ou bem de valor são amarrados, surrados e colocados nas margens das estradas de barro e com pouca movimentação.

O Racismo no futebol e a coragem de Evra


evra
por Fernando Graziani

No final do ano passado a Federação Inglesa de Futebol anunciou depois de quase dois meses de investigações a suspensão por oito jogos do atacante Luis Suárez, do Liverpool. A acusação foi de racismo e partiu de Patrice Evra, francês que atua no Manchester United, logo depois de partida do dia 15 de outubro de 2011. Evra afirmou ter sido xingado com teor racista pelo menos por dez vezes durante o jogo pelo uruguaio.
A punição é absolutamente exemplar e ocorre poucos dias depois do presidente da Fifa, Joseph Blatter, ter afirmado de forma patética que o racismo não existe no futebol. De acordo com o dirigente, que precisou pedir desculpas posteriormente diante da repercussão negativa que tiveram suas palavras, eventuais ofensas dentro de campo podem ser resolvidas com um simples aperto de mão após o apito final do árbitro.
Além de exemplar, a suspensão de Suárez é emblemática. O futebol e suas relações no mundo todo são reflexos naturais de uma sociedade sabidamente cheia de preconceitos (em todas as suas variações possíveis) e hipocrisia. Convivemos com o racismo diariamente e quando punições são atribuídas com apuração e provas é necessário dar o devido valor e reconhecer méritos. Claro que estamos falando de esporte, de disputa e de necessidade de ser superior em um jogo, mas jamais ofensas deste nível devem fazer parte de táticas vitoriosas ou solucionadas apenas com um aperto de mão.
No meio de tantos fatos lamentáveis no episódio (de acordo com o relatório da Federação Inglesa citado pelo jornal Marca, da Espanha, Suárez disse, entre outras coisas: "Te pego porque é negro" e "Não falo com negros"), vale destacar dois exemplos. O primeiro é do jogador Evra, extremamente corajoso e digno ao relatar para o mundo ter sofrido uma ofensa cruel. O segundo é o da Federação Inglesa, com sua conduta severa.
Os investigadores elaboraram um relatório de 115 páginas sobre o episódio, documento que está sendo chamado de devastador porque tanto serviu como base do julgamento da comissão regulamentária inglesa, como agora coloca em risco até a possibilidade do Liverpool recorrer da punição ao seu jogador.

Fonte: O Povo

Racismo no Futebol - Suarez pede desculpa por chamar Evra de negro


Evra-Suarez
Luis Suarez pediu desculpa depois do caso de insultos racistas a Patrice Evra no jogo entre o Liverpool e o Manchester United. A Federação Inglesa (FA) suspendeu o jogador uruguaio por oito jogos e aplicou-lhe ainda uma multa no valor de 48 mil euros depois das queixas de Evra, que afirmou ter sido chamado «negro» várias vezes durante o jogo.

Apesar de negar essas acusações, Suarez admitiu agora em comunicado que utilizou esse termo no jogo decorrido em Outubro: «Admiti à federação que disse a palavra em espanhol uma vez, e apenas uma vez, e disse aos seus membros que nunca mais iria utilizar essa palavra num campo de futebol em Inglaterra.»
Face a isto o avançado do Liverpool que se transferiu do Ajax por uma verba a rondar os 26 milhões de euros pediu agora desculpa. «Nunca, nunca usei essa palavra com sentido discriminatório, mas se ofendi alguém quero pedir desculpa por isso», revelou o jogador em comunicado, defendendo que não usou o termo de forma discriminatória.
O Liverpool continua a defender o seu jogador e tem dúvidas na forma com decorreu o processo afirmando mesmo que a FA seguiu este caso de forma «subjectiva». «Vamos apoiá-lo. Trata-se de gente que, ao não conseguir travá-lo no terreno de jogo, se esforça por arranjar outros meios para o parar», disse o treinador do Liverpool, Dalglish, reforçando os argumentos com uma revelação: «A mulher de Suarez chama-lhe negro e acho que ele não se ofende com isso.»
 Fonte: Mais Futebol

Lista suja do trabalho escravo tem número recorde de infratores


trabalho escravo no brasil
Cinquenta e duas empresas e pessoas físicas foram incluídas pelo Ministério do Trabalho e Emprego na lista suja do trabalho escravo, que passa a contar com 294 nomes. Dois foram retirados por terem comprovado o cumprimento de todos os requisitos para a exclusão do nome. O número é recorde para a lista, que começou a ser feita em 2004 pelo ministério.

O levantamento, um cadastro de pessoas físicas e jurídicas flagradas explorando mão de obra escrava, foi criado para coibir a prática no país.
Os nomes que passam a fazer parte da lista ficam impedidos de obter empréstimos em bancos oficiais e entram na lista das empresas integrantes da cadeia produtiva do trabalho escravo no Brasil. O cadastro é usado pelas indústrias, pelo varejo e por exportadores para a aplicação de restrições e para não permitir a comercialização dos produtos oriundos do trabalho escravo.
A lista é atualizada a cada seis meses e os nomes são mantidos por dois anos. Se o empregador não for flagrado novamente e pagar os salários dos trabalhadores, o registro é excluído. A inclusão do nome ocorre após decisão administrativa, com base no auto de infração feito pela fiscalização do trabalho, em que tenham sido identificados trabalhadores submetidos ao trabalho escravo.
Fonte: R7

VIOLÊNCIA RACIAL - Inocente - Agente de saúde Michel Silveira está preso em SP ha 2 meses por ter sido 'identificado' como ladrão


A Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde do Brasil – MNAS, manifesta solidariedade ao trabalhador preso injustamente e a todos os seus familiares e amigos. Conforme reportagem vinculado pela Rede Globo de Televisão, o agente de saúde da Prefeitura de São Paulo, Michel Silveira, de 26 anos, foi preso injustamente e passou a festa de fim de ano encarcerado, longe da família. "Você não espera uma coisa dessa pra o seu filho. Pra um filho bom, não", fala a mãe do preso, Eliane. A prisão ocorreu a mais de dois meses.
O agente de saúde foi visto na rua pela vítima de um assalto, que procurou a polícia e disse que ele era o autor do crime. Contudo, no dia do roubo, Michel Silveira, estava trabalhando no subúrbio de São Paulo. As gravações da câmeras de segurança do posto de saúde onde ele trabalha comprova a impossibilidade de ter sido ele o autor do roubo. No dia da ocorrência Michel participou de um curso com outros colegas de trabalho.
"Ele estava com a gente no ambiente fechado. Todo mundo é testemunha que ele estava presente no evento," comentou o colega de trabalho, Rogéria Vasconcelos.
Em análise aos fatos, identificou-se uma serie de falhas no inquérito policial. A prisão foi considerada em flagrante nove dias depois do assalto. A justiça negou os pedidos de liberdade para Michel nessa fase do processo em que cabe o remédio processual Habeas Corpus. Segundo a reportagem, no último pedido de liberdade, o desembargador Camilo Léllis justificou que não há ilegalidade na prisão. Em consequência do recesso do judiciário o mérito do habeas corpus somente será analisado na próxima semana.
Apesar de todas as evidências, por que o agente ainda continua preso?

Homofobia: Professor da UFT é assassinado com facada em Tocantinópolis


O professor da UFT, Cleides Antônio Amorim, foi assassinado com uma facada na cidade de Tocantinópolis. Segundo as informações da PM, o crime teria motivação homofóbica já que antes do crime, no momento da discussão, Gilberto Afonso de Sousa teria deixado claro que não gostava de homossexuais. O professor morreu na hora e Sousa está foragido. O presidente do Grupo Ipê Amarelo, Renilson Cruz, em entrevista ao Site Roberta Tum se mostrou indignado com o crime que considerou covarde e preconceituoso. A UFT também lamentou a morte do professor.
Na madrugada de hoje, 5, o professor da Universidade Federal do Tocantins, Campus de Tocantinópolis, Cleides Antônio Amorim, foi assassinado com uma facada embaixo do peito esquerdo. Segundo informações da Polícia Militar do município, a homofobia teria motivado o crime, já que testemunhas contaram que na ocasião o assassino alegou que não gostava de homossexuais.
O tenente José Ribamar Maciel Martins contou ao Site Roberta Tum que o professor estava acompanhado de dois amigos e bebiam num bar quando logo em seguida chegou Gilberto Afonso de Sousa que sentou com uma mulher e dois homens, sem ser convidado e na mesa ao lado estava Amorim. De acordo com as informações, Sousa chegou ao local embriagado e começou a gritar "nessa mesa só tem viado" se referindo a mesa do professor.