Dois adolescentes, moradores de Vitorino Freire/MA, denunciaram às corregedorias do Ministério Público e da Polícia Civil que foram presos e espancados por policiais civis e pelo delegado daquele município. Eles teriam sido perseguidos, depois de serem considerados suspeitos de ter realizado um assalto a um estabelecimento comercial naquela cidade. O fato aconteceu na última quinta-feira (1º).
De acordo com um dos adolescentes, de 16 anos, ele havia se dirigido ao lava a jato onde seu amigo de 17 anos trabalha, no centro da cidade, para que os dois saíssem à procura de uma lan house. Durante a procura, eles passaram em frente à delegacia duas vezes e suas roupas teriam chamado a atenção de um dos policiais civis, que teria relatado ao delegado que dois homens com camisas, nas cores descritas pela vítima do assalto, haviam acabado de passar.
A equipe, que seria composta por três policiais civis, um deles identificados apenas como Portela, e mais o delegado Samuel Antônio Morita Nocka, teria saído em perseguição aos dois jovens, que ocupavam uma motocicleta Bis de cor vermelha, pertencente à família de um deles. A abordagem, segundo o relato dos adolescentes, teria acontecido já nas proximidades do lava a jato, onde o rapaz de 17 anos trabalharia.
Segundo os adolescentes, a maneira como os policiais realizaram a abordagem fez com que eles temessem parar o veículo e, logo em seguida, saísse em fuga. 'Eles foram logo apontando as armas e gritando para pararmos', afirmou o jovem de 17 anos.
Na perseguição, os civis teriam disparado contra os dois rapazes e, em um determinado ponto, usando a viatura, trancaram a moto usada pelos jovens, fazendo com que eles caíssem do veículo. Em seguida, teriam dado início ao espancamento. Conforme o relato dos dois adolescentes, à medida que eram insultados, com palavras de baixo calão, sem vergonha e negros safados, os policiais os agrediam a chutes e coronhadas. Segundo eles, o próprio delegado teria iniciado a violência.