TIRE O SEU RACISMO DO CAMINHO QUE EU QUERO PASSAR COM A MINHA COR. Georges Najjar Jr

segunda-feira, 30 de julho de 2012

RACISMO NO MUNDO: EUA: pastor proíbe casamento de negros por questões raciais


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Um casal do Mississippi, sudeste dos Estados Unidos, sofreu um duro golpe quando o pastor da igreja que frequentavam comunicou que o casamento não poderia ser celebrado no local por serem negros, informou o canal ABC.

O pastor Stan Weatherford afirmou à emissora que nunca havia sido celebrado um casamento de negros na Primeira Igreja Batista de Crystal Springs, no Mississippi, desde a inauguração do templo em 1883.

Ele afirmou que vários integrantes brancos da congregação foram contrários, de forma violenta, à celebração do casamento de Charles y Te'Andrea Wilson. Alguns o ameaçaram de demissão.

Weatherford, branco, ofereceu ao casal a possibilidade de celebrar o matrimônio em outra igreja, de maioria negra. "Minha filha de nove anos vai à igreja conosco. Como você vai dizer para a sua filha de nove anos que não podemos casar aqui porque, advinha querida, nós somos negros?", disse Charles Wilson ao canal WAPT-TV, uma filial da ABC.

Ele explicou que o casal pretendia passar a integrar a igreja depois do matrimônio, programado para 20 de julho. Após o veto, transferiram a cerimônia para outra igreja e se casaram no dia 21 de julho.

Vários moradores ficaram chocados com a decisão do pastor. "Esta igreja era a casa deles", disse Theresa Norwood, de 48 anos. "O que Jesus teria feito? Teria casado eles, sem nenhuma dúvida, porque isto é o correto. Todos somos filhos de Deus", completou.

Fonte: Terra

ESPORTE: Seedorf: 'Racismo é falta de educação e cultura'

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Ao LANCENET!, meia abordou problemas que afetam o mundo e mostrou ser craque também fora do campo
Raphael Bózeo, Rodrigo Lois, Tiago Pereira e Vinícius Perazzini
Logo no primeiro contato, ao abrir a porta, Seedorf fez questão de cumprimentar cada repórter com um abraço. E mesmo instalado em bela suíte de hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro, mostrou não se importar com status e se esparramou em uma poltrona. Foi assim, naturalmente humilde, que ele falou sobre questões como o racismo e a desigualdade social.


Seedorf nasceu no Suriname, pobre, e foi para a Holanda com três anos. Sofreu com dificuldades, porém se destacou ao aliar educação a um futebol de alto nível, movido por uma alegria natural do povo:
- No aspecto de como comemorar a vida, os brasileiros são exemplo. Muita gente é pobre, mas ri o tempo todo, com todos os problemas. E isso levei sempre em mim.



Entrevista Seedorf: 'Sou movido pelos sonhos'

Como você avalia as atuais condições gerais do Brasil?
É muito claro o crescimento do Brasil. São mais de dez anos que venho em férias, e se nota muitas coisas, pequenas e grandes. É clara a situação de um país muito unido, porque para você fazer esse crescimento o país tem que estar assim. Agora para mim é um prazer viver cada dia e ver com meus próprios olhos as evoluções, ver a vida dos brasileiros, de todas as classes.
O quanto você se parece no jeito com os brasileiros?
Não sei, vou deixar vocês falarem (risos)! Sempre me dei bem com os brasileiros. São parecidos os valores de vida, como a gente vê a vida. No aspecto de como comemorar a vida, os brasileiros são um grande exemplo para o mundo. Sempre tive muita admiração por esse aspecto. No meu país (Suriname) também é assim. Muita gente é pobre, mas ri o tempo todo, com todos os problemas que tem. O dinheironão faz felicidade, e isso é uma certeza.
Quando pensou em ter o seu projeto social?
Eu era muito jovem quando tive bem clara essa missão. É quase uma missão de vida. A maior felicidade para uma pessoa é ajudar o próximo. Não com dinheiro, mas com uma palavra, uma atenção, um abraço, um olhar. São pequenas coisas que podem mudar o dia de uma pessoa. Ou a vida de uma pessoa.
Ser um bom exemplo ajuda quanto nessa missão de atrair pessoas para o bem?
Especialmente as crianças, as novas gerações, precisam de um guia, de bons exemplos, de pessoas que podem ajudá-las a ficar na linha correta da vida. Nunca bebi, nunca fumei, em toda minha vida, porque sei que faz mal. Então eu não faço. Sei que tenho sorte de ter essa força mental, desde pequeno, para falar não. Não preciso beber para ficar feliz. Você pode beber suco ou água, como eu faço (risos), e ser feliz. Precisamos aumentar essa responsabilidade social que temos (jogadores), pois temos muita visibilidade.
A inspiração em Nelson Mandela mexeu de que forma contigo?
Ele fez um caminho muito duro. Não só ele, muitas outras pessoas por trás, que a gente conhece menos. Por exemplo, Desmond Tutu (saiba mais dele acima) falou para 2 mil jovens certa vez: “Vocês podem mudar esse mundo também. Vocês têm que lutar contra mil coisas. A facilidade para chegar na droga está perto, e você tem que ficar falando não, não quero”. Essas foram palavras que deram mais força para promover o que estou promovendo, Voltando ao Mandela, ele fez uma mudança em um país usando o esporte para unir. Ele significa para o mundo uma grande inspiração.
Mandela lutou pela igualdade étnica, mas ainda existem casos de racismo. Em 2011, um torcedor jogou uma banana em Roberto Carlos na Rússia. O que você faria?
A primeira coisa: banana é bom. Eu pegaria a banana e comeria. “É bom né?”. Todo mundo come banana, né? (risos). As pessoas precisam ser mais leves nessas coisas. Porque tem racismo no mundo, não tem como falar que não. Em alguns casos o racismo é falta de educação e cultura. O esporte, em geral, reflete os problemas do país. Eu sou bem escuro, mas não sofria racismo. Acho também que as pessoas olham o tipo de jogador, o comportamento dele. Se gostam, gostam. Se não gostam, vão procurar a parte mais débil para tentar fazer mal.
Você deixou o Suriname aos três anos. Então, como fez crescer um carinho tão grande pelo país?
Realmente, o relacionamento com o Suriname foi construído à distância. Depois, quando comecei a ganhar dinheiro, consegui voltar com frequência ao Suriname. Mas o amor ao país sempre esteve aí, e só foi crescendo com o tempo. Eu conheci o mundo todo, joguei em vários países, mas no Suriname seguiram todos os meu passos, o que estava fazendo. Você é quase um embaixador, sem saber. Então, o mínimo que posso fazer é dar amor para as coisas que faço pelo país.
É complicado ter tempo livre, mas o que vocês faz quando aparece uma brecha?
Gosto de esportes, em especial de ver atletismo. Também gosto muito de cinema, dos filmes com o Denzel Washington (ator). Gosto muito de desenho, amo. Gosto mais de desenho do que meus filhos gostam. Eu que levo eles para ver, porque gosto muito (risos). Procurando Nemo, Hulk e Homem-Aranha, adorei os três.
 Fonte: LANCENET!

ESPORTE: Olimpíadas 2012: Jogador suíço chama "atrasados mentais" aos rivais sul-coreanos

Michel Morganella
O futebolista suíço Michel Morganella qualificou os seus adversários da Coreia do Sul de "atrasados mentais", mandando-os, no twitter, para o "inferno", após a derrota 2-1 frente ao conjunto asiático nos Jogos Olímpicos Londres2012.

"Vou dar cabo de vocês coreanos. Vão todos para o inferno. Ahahahahahah atrasados mentais", escreveu o defesa lateral do Palermo, de Itália, na sua página naquela rede social.

O caso já está a ser analisado pelos helvéticos -- falta saber o que fará o Comité Olímpico Internacional (COI) -- e a porta-voz da equipa, Florence Horisberger, informou que o atleta "pediu desculpa e fechou a sua conta" no twitter.
Foi igualmente revelado que haverá uma reunião para discutir eventuais sanções ao futebolista de 23 anos.
Depois do empate 1-1 contra o Gabão, a Suíça perdeu 2-1 com a Coreia do Sul e com isso está obrigada a vencer o México para ainda ter esperanças de qualificação para os quartos de final.
Apesar dos repetidos avisos do COI quanto a intolerância face a manifestações de racismo, a semana passada registou-se a primeira "baixa", a grega Paraskevi Papachristou.
A helénica, que deveria competir em triplo salto, mas foi afastada da comitiva pelo comité olímpico grego, escreveu "com tantos africanos na Grécia, pelo menos os mosquitos do Nilo Ocidental vão comer comida caseira".
Fonte: RTP

sexta-feira, 27 de julho de 2012

OS GRANDES DEBATES: Morre o primeiro vereador negro eleito pela cidade de São Paulo, Eduardo de Oliveira.

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Um dos ícones na luta do Movimento Negro, Eduardo de Oliveira, é autor de um cântico à africanidade brasileira, o "Hino à Negritude", oficializado em 9 de setembro de 2009.
Poeta, fundador, presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB) e militante do movimento negro há mais de 60 anos, Eduardo Oliveira ,dedicou sua vida à causa da igualdade
Fundou o Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB) para garantir a interpretação da história negra brasileira como um conjunto de possibilidades , a capacidade de dialogar com as distâncias geográficas que a história oficial do segundo país mais negro do planeta, busca manter das nossas africanidades estruturais. De Zumbi ao Quilombo dos Palmares. Dos Palmares a poesia dos Orixás.
Começou sua história com a literatura brasileira faz mais de 50 anos, e é autor de diversos livros e de uma luta de décadas contra o racismo.

Em 13 de maio de 1958 lançou seu primeiro livro: "Além do Pó" -
Um homem de opiniões fortes e contundentes: "Dizem que o negro não existe, que não existe raça e que o povo não tem mais referência racial, mas até pouco tempo tinha, para ser escravo, para trabalhar muito, para ficar na senzala, era a raça que servia, eram os filhos do continente negro"- dizia Oliveira.
Ou: "Eu sempre falo que o negro, não só no Brasil, mas no mundo, é sempre uma afirmação de um crime perpetrado contra a Humanidade. Cada rosto negro é um corpo de delito. É a prova de uma perversidade feita por um grupo sobre outro grupo".
Foi um crítico feroz das declarações do agora cassado, senador Demóstenes Torres do Partido dos Democratas (DEM), durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), dias 3 e 4 de março, quando este afirmou que : "As mulheres negras do Brasil escravocrata é que seduziam e gostavam de se deitar com seus senhores, não havia estupro, pois elas consentiam em se relacionar sexualmente com os "sinhozinhos"! ".
Exerceu sua cidadania de forma legitima no trabalho de resgatar o negro e sua ancestral herança africana.
O historiador americano Thomas Skidmore afirmou: "Somente entendi o problema racial brasileiro quando conheci o professor Eduardo de Oliveira".
O professor Eduardo de Oliveira que foi o primeiro vereador negro eleito, pela cidade de São Paulo , em 1963, morreu hoje, 12 de julho de 2012, aos 86 anos, em São Paulo.
 Fonte: Cada Minuto

RACISMO NO BRASIL: Mulher acusa proprietário de casa lotérica de racismo

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O proprietário de uma casa lotérica, localizado no bairro Jardim das Imbuias, zona sul da capital paulista, foi detido e levado à delegacia na tarde desta quarta-feira (25) por suspeita de racismo. A denúncia foi feita por uma cliente que alega ter sido chamada de "macaca preta" durante uma discussão com ele.
A balconista Arlete Aparecida de Moraes, 28 anos, contou que chegou à casa lotérica por volta das 13h45. Ela queria efetuar um saque sem o cartão e foi informada que não poderia. Em seguida, uma amiga dela perguntou sobre o PIS e o dono respondeu de forma grosseira, segunda ela.
Depois disso, foi iniciada uma discussão e troca de ofensa. Foi nesta hora que, de acordo com Arlete, sofreu um ato de racismo.
A balconista ligou para a Polícia Militar e todos foram levados à Central de Flagrantes do 101º Distrito Policial, no Jardim das Imbuias. O delegado não decidiu se vai manter o dono da casa lotérica preso.
 Fonte R7

ÁFRICA E SUAS LUTAS: Camaronês entra clandestinamente em navio e é lançado em alto mar. LAMENTÁVEL E ABSURDO!

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Um camaronês entrou clandestinamente em um navio de bandeira maltesa e tripulação turca pelo porto de Douala, no Camarões, e após ser descoberto foi lançado em alto mar a 8 milhas náuticas (14,8 km) da costa brasileira. A informação foi confirmada pela Procuradoria da República do Paraná nesta quinta-feira.
A vítima permaneceu à deriva em um pallet, uma estrutura de madeira usada no transporte de cargas, por cerca de 11 horas, até ser resgatado por um navio que vinha do Chile.
Em depoimento ao Ministério Público Federal, o homem afirmou que foi agredido e humilhado, além de ter sido privado de dormir e mantido em uma pequena cabine, antes de ser obrigado a sair do navio. O MPF de Paranaguá (PR) e a Polícia Federal estão investigando o caso, já que o fato teria ocorrido no território marítimo brasileiro, e tratam como crimes de racismo, tortura e tentativa de homicídio.
De acordo com o relato do africano, ele permaneceu escondido por oito dias até que sua comida e água acabassem. Quando foi descoberto, disse que levou chutes no peito e tapas no rosto, chegando a ficar desacordado. Em estado fragilizado, teria sido levado a uma cabine de 2 m por 3 m. Segundo o cidadão camaronês, um dos agressores lhe disse que "não gostava de preto" e que para ele "todos são animais".
Ao longo da viagem, conta, ele recebia duas refeições por dia e, à noite, alguns tripulantes batiam na porta e na janela para evitar que ele dormisse. Depois de 11 dias no navio, por volta das 19h, o camaronês recebeu uma lanterna e 150 euros da tripulação e foi obrigado a abandonar a embarcação.
Em um primeiro momento, a tripulação do navio negou que tivesse ocorrido qualquer episódio envolvendo um clandestino a bordo. No entanto, em buscas e apreensões realizadas a pedido do MPF e autorizadas pela Justiça, foram identificados vários elementos que comprovariam a presença do camaronês no navio, tais como a compatibilidade da descrição de detalhes do interior da embarcação e, a mais contundente, a apreensão de uma foto que a vítima escondeu com objetivo de comprovar sua permanência no local.
Liberdade vigiada
Para dar continuidade às investigações, toda a tripulação do navio está proibida de deixar Paranaguá, sob a vigilância da agência marítima. Esta liberdade vigiada foi solicitada pela Polícia Federal, com parecer favorável do MPF.
 Fonte: Terra

VIOLÊNCIA RACIAL & POLICIAL


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Após 22 meses da violência racista, sexista e homofóbica cometida pela Polícia Militar da Bahia, quando invadiram o Projeto de Reforma Agraria Dom Helder Camara ,no dia 23 de outubro de 2010.Nesse episodio torturaram e injuriaram de forma vil a Yalorixa e coordenadora do P.A. Bernadete Souza Ferreira.
Neste dia 30 de Julho de 2012 às 14 hora, a Yalorixa Bernadete estara respondendo intimação do tribunal especial, no Forum em Ilhéus.
Ela estará acopanhada de comitiva formada por:

Movimento Negro Unificado, Associação Coletivista Dom Helder Camara, Ylê Axé Odé Omi Ewá, Associação de Moradores da Vila Cachoeira.
Estamos buscando contato com a AATR para assistencia juridica e convidando a todos e todas a acompanhar em estado de ALERTA NEGRO.
 Fonte: Alerta Negro

RACISMO NO BRASIL: Mulher acusada de racismo contra menina de 4 anos será indiciada por injúria

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A mulher de 53 anos que teria cometido o crime de discriminação e racismo contra uma menina negra de 4 anos, que dançou quadrilha com o neto, um garoto branco de 5 anos, deverá ser indicada por injúria qualificada. A pena prevista nesses casos pode variar de um a três anos de prisão. Pelo fato de ser ré primária, no entanto, a punição deverá ser convertida em prestação de serviços ou pagamento de cestas básicas. Nesta quarta-feira (25), às 10 horas, mais uma professora que presenciou as ofensas vai prestar depoimento e deve confirmar a denúncia de racismo contra a menina. A informação é do delegado Juarez Gomes, da 4ª Delegacia de Contagem.
Conforme a Polícia Civil, um inquérito foi insataurado para investigar o suposto crime de discriminação e racismo, que teria ocorrido durante uma festa junina, realizada no último dia 7, na escola infantil Emília.
Na festa, a menina D., negra, estava vestida de noiva e dançou quadrilha com o coleguinha C., um garoto branco. Nenhum incidente ocorreu na festa. No entanto, segundo o delegado, três dias depois, a avó do menino, Maria Pereira Campos da Silva, a "Mariinha", de 53 anos, teria invadido a escola em buscas de explicações de quem teria deixado o neto dançar com a "menina preta horrorosa". Essas palavras teriam sido ditas em frente à menina e outros dez coleguinhas. Muito assustada com o comportamento da mulher, a menina passou mal e chegou a vomitar.
A professora Cristina Pereira Aragão, de 34 anos, que assistiu a tudo horrorizada, exigiu providências da diretoria, sem sucesso. Inconformada, ela pediu demissão e relatou tudo à mãe da menina, a atendente de marketing Fátima Viana Souza, de 41 anos. Juntas, elas foram à polícia e denunciaram o caso. O delegado disse que a acusada já prestou depoimento e negou as acusações.
Na terça-feira, o Hoje em Dia esteve na casa da menina, que demonstra estar superando o incidente. "Eu mesma já fui vítima de racismo, mas, com uma criança, é muita covardia, Isso não pode ficar impune e vou até o fim", afirmou Fátima. Procurada em sua casa, "Mariinha" não foi encontrada.
 Fonte: Hoje em dia

Anemia falciforme pode causar morte súbita em atletas negros

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Condição coloca em risco, sobretudo, jogadores de futebol afro-americanos de 19 a 23 anos durante os treinos
Estudo recente conduzido por pesquisadores dos Estados Unidos confirma que anemia falciforme pode causar morte súbita em atletas negros. Resultados ratificam pesquisas anteriores que relacionam a condição à morte cardíaca súbita entre jovens atletas afro-americanos do sexo masculino. A relação foi inicialmente observada em recrutas militares negros, há 25 anos.
O traço falciforme, para o qual todos os afro-americanos dos Estados Unidos são testados no nascimento, ocorre em cerca de 8% da população. A Minneapolis Heart Institute Foundation mantém um banco de dados forense de 32 anos, o U.S. Sudden Death in Athletes Registry, que contém registros da frequência, epidemiologia e perfil clínico de mortes relacionadas ao traço falciforme em uma grande população de atletas competitivos.
Resultados desse programa de registro mostra que existe "uma prova convincente de uma relação causal entre o traço falciforme e as mortes de jovens atletas negros que participam de competições, especialmente jogadores de futebol", diz o autor sênior do estudo Barry J. Maron, da Minneapolis Heart Institute Foundation.
Das 2.462 mortes de atletas registradas na U.S. Sudden Death in Athletes Registry, 23 ocorreram em associação com o traço falciforme (12 a 22 anos) - sendo que 21 entre homens e todos afro-americanos. As mortes ocorreram com mais frequência entre atletas de 19 a 23 anos, durante treinos de futebol. Exposição a altas temperaturas ambientais também apresentou relação com as mortes.
"O registro foi iniciado primeiramente por Maron para ajudar a comunidade médica entender por que atletas entram em colapso em campo" , explica o autor do estudo Kevin M. Harris. "Nós decidimos avaliar a conexão entre o traço falciforme e a morte súbita dentro de nosso grande registro. Como resultado, desenvolvemos a primeira série considerável de atletas competitivos, nos quais o traço falciforme foi associado com outra forma inexplicável de colapso súbito inesperado e morte."
Maron, que tem avaliado relatos de mortes cardiovasculares entre jovens atletas por aproximadamente 35 anos, está surpreso com o nível de ceticismo que tem testemunhado sobre o fato de o traço falciforme ser considerado causa de morte súbita entre jovens atletas negros, mesmo entre a comunidade médico-científica.
No estudo, os pesquisadores concluíram que o traço falciforme "pode ?? ser associado em grande parte ao colapso imprevisível e repentino e a morte, com aparente predileção por afro-americanos jogadores de futebol de faculdade acometidos durante o treino. Entender os riscos, os mecanismos e os eventos disparadores do traço falciforme pode permitir alterações que salvarão vidas com métodos de treinamento a serem implementados."
" A fim de implementar alterações que salvem vidas em tais métodos de treinamento, especialmente devido à natureza imprevisível dos acontecimentos relacionados ao traço falciforme, é preciso haver uma maior compreensão e aceitação desta conexão letal. Não reconhecer esta ligação entre o traço falciforme e a morte súbita cria a possibilidade de falhas na proteção dos atletas" , conclui Maron.
 Fonte: iSaúde

RACISMO NO MUNDO: Imprensa grega liga atleta expulsa por racismo a partido neonazista

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 Expulsa da Olimpíada de Londres depois de proferir comentários considerados racistas no Twitter, a saltadora grega Paraskevi Papahristou se tornou o principal assunto no país helênico. A mídia da Grécia, a fim de encontrar uma justificativa pelas mensagens escritas pela atleta na rede social, encontrou argumentos que a ligam com o partido de neonazista Aurora Dourada, famoso no país pela postura de extrema direita.
A BBC, tomando por base a imprensa grega, noticiou que Papahristou possui comunicação direta, especialmente por intermédio do Twitter, com Ilias Kasidiaris, representante e porta-voz da Aurora Dourada, além de contrário à política de imigração do país - o político ainda virou notícia há um mês por agredir a deputada comunista Rena Dorou, em um debate realizado antes das últimas eleições parlamentares (veja vídeo ao lado).
Papahristou, durante a época das eleições, utilizou o Twitter e o Facebook para promover vídeos sobre a Aurora Dourada. Ainda nas redes sociais, a triplista grega expulsa da competição se comunicava com o polêmico político de extrema direita. "Que você tenha muitos anos felizes, siga sempre forte e verdadeiro", escreveu a atleta.
Já na Grécia depois da exclusão dos Jogos, segundo informação do Comitê Olímpico Grego, Papahristou utilizou as redes sociais para se desculpar da polêmica mensagem sobre os imigrantes africanos. "Gostaria de expressar minhas desculpas pela piada de péssimo gosto que publiquei em minha conta pessoal no Twitter. Estou muito arrependida e envergonhada com o que desencadeou, nunca quis ofender ninguém ou ferir os direitos humanos."
Fonte: Terra

RACISMO NO MUNDO: Sueco racista é condenado por dois assassinatos


O criminoso deverá ser cumprir pena perpétua
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Um sueco de 40 anos, Peter Mangs, foi declarado culpado nesta terça-feira (24) por assassinar duas pessoas por motivos racistas, anunciou o tribunal de Malmö (sudoeste), que decidirá posteriormente sua sentença.
Mangs foi declarado culpado por dois dos três crimes dos quais era acusado: o de Kooros Effatian, um imigrante iraniano de 66 anos assassinado em junho de 2003, e o de Trez West Persson, um sueco de 20 anos, assassinado a tiros em outubro de 2009, quando se encontrava num carro junto a um amigo de origem albanesa.
No entanto, o acusado foi absolvido do assassinato de Firas al-Sharia, de 23 anos, que o porta-voz do tribunal não informou se era iraquiano ou sueco de origem iraquiana.
Mangs também foi condenado por quatro das doze tentativas de assassinato de que foi acusado, por ter apontado uma arma automática contra pessoas em suas casas, locais de trabalho, em seus carros ou espaços públicos, assim como por três agressões.
Até sua prisão, em novembro de 2010, Mangs criou temor em Malmö, a terceira cidade mais povoada da Suécia, durante uma série de tiroteios que se iniciaram em 2009 e estavam dirigidos sistematicamente contra imigrantes ou pessoas de origem estrangeira.
O acusado negou 19 das 20 acusações, reconhecendo apenas um ato de vandalismo. Indagado sobre as razões pelas quais admitiu ante amigos ser autor dos assassinatos, respondeu que era era uma questão de "humor".
 Fonte: R7

Michelle Obama recomenda aos atletas dos EUA: "Divirtam-se, mas vençam"

Michelle Obama, primeira dama dos Estados Unidos, encontrou-se com atletas

  • Michelle Obama, primeira dama dos Estados Unidos, encontrou-se com atletas


A primeira-dama dos Estados Unidos Michelle Obama realizou o papel de seu marido, o presidente Barack Obama, ao ir até a sede dos atletas norte-americanos na Vila Olímpica de Londres-2012. Ela falou com alguns dos esportistas do time olímpico dos EUA rapidamente, e, dentre outras coisas, recomendou a eles que “curtissem a estadia nos Jogos, mas que “vencessem as suas disputas”.
Com um calendário apertado na capital do Reino Unido, Michelle Obama posou com atletas, cumprimentou membros das comissões técnicas, e, demonstrando espírito olímpico e empolgação, afirmou estar na torcida pelos atletas, pedindo que eles aproveitem o clima da Vila Olímpica, mas que também tenham responsabilidade.
“Tentem se divertir. Tentem respirar um pouco (da disputa). Mas também tentem vencer, certo?”, recomendou a primeira-dama dos Estados Unidos.
A indicação não é para menos. Michelle tem uma história parcialmente ligada aos Jogos Olímpicos: seu pai foi atleta, mas acabou contraindo uma esclerose múltipla quando estava na melhor fase de sua vida. A esposa de Barack Obama contou a história para os atletas, a fim de incentivá-los para o começo da Olimpíada – cujas competições, exceto o futebol, começam neste sábado (28).
“Ele manteve a sua paixão pelo esporte (mesmo com a doença)”, afirmou Michelle Obama. “E a Olimpíada foi uma ocasião especial para ele assistir atletas incríveis de todas as modalidades competirem no cenário mundial. Então, os jogos afetaram sim a nossa pequena casa, ao sul de Chicago. Todos os anos esses Jogos trazem emoção, orgulho e admiração de milhões de pessoas em todo o mundo. E isso deve significar bastante para vocês”, discursou.
Não é a primeira vez que uma primeira-dama norte-americana vai à Vila Olímpica incentivar os atletas de seu país. Em 1994, nos Jogos Olímpicos de Inverno, Hillary Clinton (na época, esposa de Bill Clinton) foi à Lillehammer, na Noruega. Laura Bush, mulher de George W. Bush, repetiu o feito nos Jogos de Inverno de Turim-2006, na Itália.
FONTE: uol esporte

ESPORTE: Mulheres árabes comemoram crescimento no esporte: "Não haverá mais barreiras"


Noor Al Malki, dos 100 m, será uma das primeiras mulheres do Qatar em Jogos Olímpicos
Os Jogos Olímpicos de Londres serão históricos para mulheres árabes. Únicos países que nunca tiveram mulheres na delegação, Qatar, Brunei e Arábia Saudita irão contar com a presença feminina nas Olimpíadas que começam nesta sexta. O fato inédito é comemorado até mesmo por atletas árabes que não irão aos Jogos.

“Nós somos pioneiras. Nós vamos abrir portas”, diz Mayson Mamoun, capitã da equipe saudita de basquete. O time do país só pode treinar em locais privados, o que fez com que a outra capitã, Maysan Al Sowayigh, convencesse seus pais a transformar o quintal de sua casa em uma quadra.
 
Ainda no início e sem vaga para os Jogos, a equipe tenta fazer com que os pais deixem suas filhas treinarem. A missão não é fácil, já que o esporte feminino é proibido em escolas públicas.
 
Em documentário sobre mulheres árabes no esporte, com exibições gratuitas no centro de Londres, Mamoun fala do sonho em ver sauditas jogando “publicamente” e das proibições de frequentarem clubes no país. “Eu acho que isso não vai durar para sempre”, diz. As gravações foram feitas antes que a Arábia Saudita anunciasse ainédita participação de duas mulheres nos Jogos de Londres.
 
O Qatar é outro país que tenta expandir a prática de esportes e irá exibir o documentário em Doha ainda este ano. No início da preparação para sediar as Olimpíadas de 2024, o Qatar terá uma delegação feminina pela primeira vez, com quatro atletas.
 
Uma delas é a jovem Noor Al Malki, de 17 anos, que disputa os 100 metros no atletismo. Malki, que corre com os cabelos cobertos, conta que no início tinha vergonha por não usar o tradicional véu islâmico, mas com o tempo foi encorajada pelos irmãos. “Eles diziam apenas para eu ser forte”. Além da futura realização das Olimpíadas, o Qatar sediou os Jogos Asiáticos em 2006, o que gerou os primeiros incentivos às mulheres esportistas.

FONTE: uol esporte

quinta-feira, 26 de julho de 2012

SERVIÇO: Ação em camisa do Vitória aumenta doações de sangue em quase 50% Clube de Salvador mudou as cores do uniforme para incentivar doações para o Hemoba (Hemocentro da Bahia)


No dia 30 de junho, o Vitória entrou em campo contra o Avaí com um uniforme diferente. Sem as tradicionais listras vermelhas, o time usava uma camisa preta e branca, mas por uma boa causa. Visando chamar a atenção para o baixo estoque dos banco de sangue do estado, o time iniciou a campanha "Meu Sangue é Rubro Negro" em busca de doações e obteve sucesso. Desde o início da ação, o Hemoba (Hemocentro da Bahia) já percebeu um aumento de 46% nas doações.
"Antes, os posto do Hemoba retiravam uma média de 100 bolsas de sangue por dia. Após o início da ação, o número cresceu para uma média de 150 bolsas diárias", comemora Adilson Baptista, diretor de marketing do Vitória.
Gradativamente, as listras vermelhas da camisa do Vitória foram retornando, conforme as doações eram feitas no Hemoba. Para Baptista, a campanha serviu para mostrar à sociedade a necessidade de doar sangue.


"Nossa ação foi um sucesso e conseguiu passar a mensagem principal, mostrando como é importante doar sangue, independente do time. O nosso maior objetivo é fazer com que ela dure mesmo após o término desse período. É preciso que as pessoas continuem doando", afirmou.
A previsão para o término da campanha é no dia 14 de agosto, em jogo contra o Guaratinguetá, quando a equipe finalmente voltará a ter as faixas vermelhas estampadas na camisa.
O Vitória é o atual vice-líder da Série B do Campeonato Brasileiro, com 28 pontos em 12 partidas disputadas.
FONTE: IG

ESPORTE: Zidane elogia Usain Bolt e diz que jamaicano é um "dream team" por si só


O ex-jogador francês Zinédine Zidane disse nesta quinta-feira que o velocista jamaicano Usain Bolt, campeão olímpico dos 100, 200 e 4x100 metros, é um "dream team" por si só e que gostaria de vê-lo em ação na Olimpíada de Londres.



O ex-jogador, eleito três vezes pela Fifa o melhor do mundo, disse: "é quase o 'dream team'. Iniciou uma nova era. Bate todos os recordes"."Embora não dure mais que dez segundos, até menos, eu veria os 100 metros com Usain Bolt. É a corrida que não se deve perder", declarou Zidane ao diário esportivo francês "L'Équipe".

"Mas o que mais me surpreende é que (Bolt) é tudo, menos sério. Chega a fazer tolices e brincadeiras dois minutos antes de correr. Assim é a nova geração", acrescentou Zidane.
Na entrevista ao diário francês, o ex-jogador assegura que o atletismo é o esporte rei da Olimpíada, embora também lembre com nostalgia a seleção de basquete dos Estados Unidos nos Jogos de Barcelona, em 1992.Velocista Usain Bolt é a grande estrela do atletismo nos Jogos de Londres
"Todos víamos o 'dream team' porque era uma equipe diferente", lembrou o ex-craque, que elogiou especialmente Michael Jordan, a quem chamou de "extraterrestre". 
"Em 1998, quando me elegeram campeão dos campeões do mundo do 'L'Équipe', na frente dele, me deu um pouco de vergonha", contou Zidane.
FONTE: uol esporte

Cortada dos Jogos por racismo. Escreveu ela através do Twitter. “Com tantos africanos na Grécia... os mosquitos que vêm do oeste do (rio) Nilo pelo menos vão comer comida caseira”


Excluída da delegação grega que disputará as Olimpíadas, Voula Paraskevi Papachristou se defendeu das acusações de racismo e reclamou da punição dada pelo Comitê Olímpico Grego. Abalada com a decisão, a atleta do salto triplo considerou  a medida excessiva e aproveitou para criticar os dirigentes locais.


“Eu não consegui dormir e, para ser honesta, ainda estou tentando entender o que aconteceu”, disse Papachristou. “Estou tentando permanecer calma, pois senão poderia perder a cabeça. Sou muito grata ao meu técnico, à minha famíia e a todas as pessoas que me deram apoio”.

Papachristou, que se desculpou na última quarta-feira pelas mensagens ofensivas no Twitter, afirmou que considera excessiva a punição recebida e lamentou a decisão tomada pelo Comitê Olímpico Grego.
“Após tantos anos de dores e sacrifícios para tentar participar de minha primeira Olimpíada, estou muito chateada e decepcionada. Mas o que mais me chateou foi a reação excessiva e a velocidade da decisão disciplinar”, disse a atleta.
Com 23 anos, a triplista é considerada uma das musas do esporte grego e se planejava para embarcar rumo a Londres na próxima semana. Sua melhor marca na temporada foi de 14,58 m, números bem distantes dos principais nomes das modalidades.
“Não sei se eles querem me fazer de exemplo por causa de meu perfil, isso é para outros julgarem. Mas eu acredito que eles usaram o máximo poder disciplinar contra mim”, lamentou Papachristou.

terça-feira, 24 de julho de 2012

CULTURA: ENTREVISTA COM O CANTOR RUI SILVA Jr

Rui Luis da silva Júnior vulgo Rucas, filho de Angelina da Veiga Vulgo "Mina " e de Ex-músico" Baterista" Rui Luís da Silva Vulgo "Rui Silva" que teve a sua passagem nos agrupamentos Cobiana Djazz ,Tchifri Preto, e Tabanka Djazz . Nasceu em Bissau no dia 13 de Janeiro de 1986, engressou na musica no ano de 1998 No ano de 2009 viajou para Brasil concretamente para estado de Ceará-Fortaleza onde reside atualmente, formando no Curso de Analise e desenvolvimento de Software na Faculdade de integrada do ceará ( F.I.C), no ano de 2010 fundou juntamente com seus quatro conterârios o Agrupamento G.Connection onde gravaram um Cd denominado" Guiné misti paz". Gravou seu primeiro Cd a solo denominado Nó Storia que contou com 12 Faixa Musicais, Um Cd totalmente Zouk e Kizomba que tem participação de Brasileiros e Varios estudantes Africanos Que se encontram residido na República Federativa do Brasil. Rucas é produtor , compositor e Cantor de diferentes estilos musicais concretamente hip-hip, zouk, Kizomba , Gumbé, Dekalé e entre outros.


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FONTE: abaixoracismo.blogspot.com
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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Homicídio de jovens cresce 346% em 30 anos

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Total também inclui crianças; acidentes de trânsito, principalmente com motos, preocupam na faixa de 14 a 18 anos
Por: Bruno Paes Manso - O Estado de S.Paulo
De um lado, avanços em pesquisas e mais investimentos em saúde nos últimos 30 anos diminuíram os riscos de crianças e adolescentes morrerem de doenças e causas naturais no País. De outro, o Brasil ficou mais violento para essa faixa da população no mesmo período.
Entre 1980 e 2010, o total de mortes de pessoas entre 0 e 19 anos por doenças e causas naturais passou de 387 casos em cada 100 mil pessoas para 88,5 por 100 mil, queda de 77%. Por outro lado, cresceu o total de crianças e de adolescente que morrem pelas chamadas causas externas, que incluem homicídios, suicídios, acidentes de trânsito e de outros tipos. As vítimas de causas externas, que somavam 27,9 casos por 100 mil habitantes em 1980, alcançaram 31,9 casos por 100 mil em 2010, aumento de 14,3%.
Em 30 anos, 55 crianças e adolescentes morreram diariamente por homicídios, suicídios e acidentes, total suficiente para colocar o Brasil nos primeiros lugares no ranking de países mais violentos para crianças e jovens no mundo. É o quarto onde mais se mata e o 12.° onde mais se morre por acidentes de trânsito.
A piora no quadro de mortes por causas externas foi puxada pelos homicídios, que cresceram 346,4% em 30 anos. Em 1980, morreram assassinadas 3,1 crianças e adolescentes em cada 100 mil, total que alcançou 13,8 casos por 100 mil em 2010. Também aumentou o total de suicídios (38%) e de acidentes de trânsito (7%).
Os dados são do Mapa da Violência 2012 - Crianças e Adolescentes do Brasil, estudo feito pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-americanos e pela Flacso Brasil. "Esses dados ajudam a revelar certos aspectos do Brasil que às vezes passam despercebidos. O fato de no Brasil se matar 130 vezes mais crianças e adolescentes do que no Egito revela que algo está errado", diz o pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz, que coordenou a pesquisa.
Situação em SP. Em 2010, São Paulo foi a capital brasileira com menor número de assassinatos de jovens e crianças, com 5,3 homicídios por 100 mil habitantes. No trânsito, entre as 27 Unidades da Federação, o Estado paulista ficou em 22.º lugar, entre os menos violentos para essa faixa etária.
No caso dos acidentes de trânsito, o estudo revelou peculiaridades interessantes. Na última década, diminuiu o total de mortes entre crianças de 2 a 13 anos. Nos extremos, porém, tanto entre bebês de 0 a 1 ano quanto entre adolescentes de 14 a 19, aumentou o número de vítimas.
Para os jovens, esse aumento ocorreu principalmente por causa do crescimento da venda e uso das motocicletas, que representaram 39% das mortes em acidentes de trânsito, à frente do automóvel (19,3%) e pedestres (12%). "É uma idade complicada. Chamamos o jovem de 14 a 18 anos que dirige de ''aventurista'', aquele que pega a moto e a bicicleta e mergulha no meio do trânsito sem pensar muito nas consequências", explica Dirceu Rodrigues Alves Júnior, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).
Violência sexual. O estudo também tentou identificar os atendimentos feitos no Sistema Único de Saúde (SUS) de jovens e adolescentes vítimas de violência física e de abuso sexual.
A fatia com maior quantidade de vítimas compreende crianças de 1 a 4 anos. Em 2011, foram atendidas no Brasil vítimas de agressão 6.132 crianças, enquanto 1.607 jovens entre 15 e 19 anos foram parar nos hospitais por causa de violência física. "Nos casos de violência há ainda as cifras negras, casos que acabamos não conhecendo porque a vítima fica constrangida em pedir ajuda", diz Waiselfisz.
 Fonte: Estadão