TIRE O SEU RACISMO DO CAMINHO QUE EU QUERO PASSAR COM A MINHA COR. Georges Najjar Jr

terça-feira, 7 de agosto de 2012

AFROBRASILEIROS E SUAS LUTAS: Luiza Bairros: População negra já não aceita passivamente o racismo


Luiza Bairros
O aumento das manifestações de racismo registradas em situações do dia a dia é decorrente da insatisfação de uma minoria com o processo gradual de inclusão da população negra, atualmente em curso no Brasil. A análise é da ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros. "A presença das pessoas negras em lugares onde normalmente ou historicamente elas não frequentavam aumenta esse tipo de reação", afirmou ela, em entrevista ao programa Bom Dia Ministro.


"Muitas vezes as pessoas se chocam quando veem o racismo colocado explicitamente, mas é essa cara feia mesmo que ele tem. Há até bem pouco tempo, essas manifestações eram reprimidas, escondidas. Hoje, nenhuma mãe de criança negra aceita mais que sua filha ou seu filho seja discriminado sem denunciar isso", afirmou Bairros.

A ministra destacou o papel do Ministério Público, "sempre uma porta aberta para o acolhimento de denúncias". Ela lembrou que a Seppir tem uma Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial, que pode ser acessada por telefone (61- 2025-7000) também para receber reclamações sobre casos de racismo.

Mercado de trabalho

Apesar dos avanços conquistados pela população negra, Luiza Bairros lembra que as mulheres negras ainda têm sua presença no mercado de trabalho muito concentrada no trabalho doméstico: dos sete milhões de brasileiros ocupados no setor, seis milhões são mulheres, em sua maioria afodescendentes.

"Temos que fazer um investimento no combate a posturas discriminatórias no mercado de trabalho e em educação, para que os negros se coloquem em posição de disputar posições mais valorizadas", avalia a ministra. Atualmente, a diferença do rendimento médio entre negros e brancos se deve ao fato de a maioria dos trabalhadores negros estar inserida em ocupações cujo salário é menor.

A ministra acredita que o crescimento do acesso da população negra à universidade — condição importante para a alteração desse quadro — caminha de maneira satisfatória. "Temos um bom caminho andado, no que se refere às cotas no ensino superior no Brasil. O nosso trabalho, agora, tem sido estender o acesso também ao emprego. Esse processo tem começado pela reserva de vagas nos concursos públicos".

Fonte: PT no Senado

Divulgadas mais fotos de Ariadna nua com namorado em defesa de causa


A ex-BBB e o empresário italiano posaram para a campanha 'Educação X Racismo', que visa combater o preconceito.
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Foram divulgadas novas fotos do ensaio que a ex-BB Ariadna fez, nua, ao lado do namorado, o empresário italiano Gabriele Benedetti. Engajada na campanha social "Educação X Racismo", divulgada pela grife italiana Brasaimara, Ariadna tirou a roupa na luta contra o preconceito durante um ensaio fotográfico feito na Itália: "Precisamos de consciência para essa luta. Vemos muita injustiça, coisas pequenas que podem ser corrigidas antes de se tornarem grandes tragédias", disse.

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Na noite de ábado, 4, o ensaio foi apresentado em fotos gigantes na boate The Week, no Rio. O ensaio foi feito na Itália pelo fotógrafo mexicano Carlos Mendoza. Durante a noite, Ariadna usou o microfone para mandar uma mensagem. "Todos temos direito de amar e ser o que queremos". Gabriele completou: "Martin Luther King disse que 'o que assusta, não é a ruindade dos maldosos, mas o silêncio dos honestos'. Não temos que ficar calados, mas lutar e conquistar nossa liberdade". A ex-BBB Diana Balsi esteve presente.

 Fonte: Ego

Muitos americanos brancos ainda estão zangados com a eleição de Obama

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Robert Bernasconi veio a Portugal tentar perceber porque é que aqui se pensa pouco em raça. Nos Estados Unidos, onde o filósofo britânico vive há muito, preocupa-se com o que lhe parecem ser tentativas para "criar um novo racismo com objectivos políticos".
Nasceu em Newcastle, no Reino Unido, e ensinou durante 30 anos na Universidade de Essex antes de atravessar o Atlântico para aterrar na Universidade de Memphis. Conhecido pelo seu estudo das obras de Heidegger, Levinas, mas também Hegel ou Derrida, foi já nos Estados Unidos que começou a trabalhar as questões da raça. Hoje, Robert Bernasconi ensina na Universidade do Estado da Pensilvânia, onde desenvolve uma nova disciplina para estudar a raça e o racismo. Por que razão falhou a luta contra o racismo? foi o tema de uma das conferências que deu em Portugal, onde esteve a convite do Instituto de Filosofia da Universidade da Beira Interior.
Muitos portugueses pensam que há pouco ou nenhum racismo em Portugal. Como foi a recepção à sua conferência?
A principal razão para eu vir foi precisamente querer aprender mais sobre o que as pessoas em Portugal pensam sobre o racismo.
E aprendeu?
Espero ter aprendido. Há esta nova disciplina filosófica, que a minha universidade tem trabalhado, chamada Filosofia Crítica da Raça. Parte da tarefa é tentar obter uma imagem mais global de como a raça é vista. A cultura académica dominante é adoptar a perspectiva dos Estados Unidos. Para contrariar isso, quisemos saber como é que a raça é vista no Ruanda, depois na África do Sul, e esta é uma iniciativa de três anos que ficará concluída no próximo ano. Tenho pensado que a próxima parceria pode ser com o Brasil, mas outra possibilidade é Portugal. Há um aspecto interessante: os portugueses parecem pensar muito menos sobre raça do que pessoas noutras partes do mundo. Isso parece ter tido algum sucesso e nós queríamos perceber melhor se não pensar sobre a raça leva a menos racismo ou se é por haver menos racismo que as pessoas têm menos razões para pensar em raça.

ESPORTE: Olimpíadas 2012: Usain Bolt continua a ser o homem mais rápido do mundo - 9,63 segundos

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O atleta jamaicano Usain Bolt conquistou no domingo a medalha de ouro nos 100 metros rasos dos Jogos de Londres e tornou-se bicampeão da prova após o título conquistado há quatro anos em Pequim.
Bolt, o homem mais rápido do mundo, ganhou em grande estilo com a marca de 9,63 segundos, mas não conseguiu bater seu próprio recorde mundial, 9,58 segundos, obtido no campeonato mundial de 2009.
A brilhante performance prova que o jamaicano está recuperado de problemas no tendão da perna.
Seu compatriota Yohan Blake, campeão mundial, terminou em segundo lugar com o tempo de 9s75, enquanto o norte-americano Justin Gatlin foi o terceiro e ganhou o bronze ao cruzar em 9s70.
Os primeiros sete competidores terminaram a prova abaixo dos 10 segundos. Asafa Powell abandonou devido a uma lesão.
(Por Mitch Phillips)
Fonte: Reuters

RACISMO NO MUNDO: Em transmissão da Olimpíada, NBC é acusada de racismo e se desculpa

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EMISSORA NORTE-AMERICANA COLOCOU IMAGENS DE MACACO SALTANDO EM ANÉIS OLÍMPICOS LOGO APÓS NOTÍCIA SOBRE MEDALHA DE OURO DE GINASTA NEGRA EM LONDRES

A emissora norte-americana NBC se complicou nesta semana durante a transmissão dos Jogos Olímpicos de Londres. Depois de exibir a performance da atleta negra Gabby Douglas, primeira afroamericana a ganhar uma medalha de ouro em all-around, a soma de todas as quatro rotinas da ginástica rítmica, o canal colocou imagens de um macaco fazendo piruetas, algo que irritou o público.
Em redes sociais como o Twitter, vários usuários classificaram como racismo a maneira como a empresa colocou as imagens. A NBC, então, viu-se forçada a se desculpar publicamente. "Não era nossa intenção ofender", escreveu a companhia em um comunicado.
nbc
A controvérsia aconteceu quando Bob Costas, jornalista esportivo, analisou o desempenho de Gabby logo depois de ela ganhar o ouro em Londres. "Há algumas garotas afroamericanas nesta noite que estão dizendo a si mesmas: 'ei, eu gostaria de fazer isso'. Mais sobre Londres em um momento", disse antes de chamar os comerciais.

Em seguida, o primeiro comercial mostrou um macaquinho vestindo o uniforme das ginastas e pulando em anéis similares aos usados pelas atletas nos Jogos. Trata-se de uma propaganda de "Prática Animal", sitcom que a NBC está prestes a lançar nos Estados Unidos.
Época Negócios

VIOLÊNCIA RACIAL: Encontro promovido pelo Fórum Hip Hop e GT Juventude cria a Campanha Contra o Genocídio da Juventude Negra.

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Na última quarta feira, dia 18 de julho, mais de 130 pessoas de diversas organizações estiveram presentes no encontro que discutiu a Campanha Contra o Genocídio da Juventude Negra. A iniciativa, nascida da parceria entre o Forum Hip Hop e o Gt Juventude da Rede Nossa São Paulo, tem por objetivo exigir uma mudança profunda na politica pública de segurança que vem vitimando jovens da periferia de São Paulo e de cidades próximas, em sua grande maioria, negros, e busca organizar uma campanha que consiga traduzir a grande mobilização que este tema tem entre organizações e jovens.
O encontro contou com a participação da defensora pública Daniela Albuquerque, do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública de São Paulo, do defensor público Diego de Medeiros, do Núcleo de Infância e Juventude, e José Filho, representante da Pastoral Carcerária e da Rede de Justiça Criminal.
Segundo a defensora Daniela Albuquerque a violência policial está enraizada na corporação e o Estado tem atingido números muito altos sem haver a devida apuração. "São Paulo mantém um média oficial que gira em torno de 500 a 600 mortes cometidas por policiais anualmente, número maior que o total de mortes oficiais cometidas por agentes do Estado durante todo o período da ditadura, isso no Brasil." Para a defensora há fortes evidências de que a própria polícia desenvolveu meios de mascarar as execuções promovidas por policiais. "A polícia altera a cena do crime, não faz perícia muitas vezes, coloca a vítima na viatura já morta para caracterizar um falso socorro e, pior, muitas vezes não recolhe nem as digitais para identificar a vítima".
José Filho José citou o fato de São Paulo ser o estado na América Latina que mais encarcera pessoas. "São Paulo têm cerca de 190 mil presos. Se continuarmos no atual ritmo de crescimento, no final de 2013 vamos ultrapassar a população carcerária do México", frisou.
Ele também apresentou dados produzidos pela Rede de Justiça Criminal. Segundo uma pesquisa realizada com presos do Centro de Detenção de Pinheiros, 70% dos entrevistados homens relataram ter sofrido violência no momento da prisão. No caso daqueles que foram presos pela GCM (Guarda Civil Metropolitana), os abusos chegam a 100%. "Se você fica na frente do Centro de Detenção Provisória de Pinheiros (CDP), vê uma multidão que chega toda arrebentada e ninguém questiona nada." Uma pesquisa do NEV-USP (Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo) identificou ainda que 74% dos processos judiciais possuem apenas policiais militares como testemunhas. "Existe um conivência do poder judiciário com essa situação, eles aceitam a entrada franqueada [entrada do policial na residência autorizado pelo morador] sem questioná-la, não mandam os órgãos oficiais se explicarem sobre abusos físicos visíveis, condenam com base no testemunho somente do policial e os autos de investigação são precários", criticou.
Diego Medeiros pontou que o tema esteve ausente da Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente, lembrando a importância de que se discuta as medidas socioeducativas.
Além deles, uma série de organizações se manifestaram e contribuíram com propostas para a criação de uma campanha e a realização de uma audiência na Assembleia para pressionar o governo do Estado de São Paulo. Entre elas: Educafro, Pastoral da Juventude, InstitutoPaulista de Juventude, Centro de Estudos Africanos da USP, Fórum Nacional de Juventudes, Núcleo Cultural Força Ativa, Cedeca Sapopemba, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra.
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Principais encaminhamentos:
Será criada a Campanha Contra o Genocídio da Juventude Negra, com a formação de uma comissão que auxiliará a organização das próximas ações. A comissão estará aberta para a participação, tendo seu primeiro encontro no dia 1º de agosto, 18:30, na Ação Educativa (Rua General Jardim, 660).
Será feita uma audiência pública, preferencialmente em outubro, na Assembleia Legislativa (com uma segunda proposta de fazer em local de acesso mais fácil) e a Campanha fará encontros descentralizados nas 4 ou 5 regiões da cidade para ampliar a adesão. A Campanha será lançada oficialmente na semana do dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

NELSON MANDELA: Escultura homenageia líder político Nelson Mandela

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peça de concreto reproduz o rosto do símbolo da luta contra o apartheid
Símbolo da resistência contra o regime do apartheid, o líder político sul-africano Nelson Mandela, 94 anos, foi homenageado neste sábado (4) com uma escultura de aço e concreto que reproduz seu rosto.
A efígie foi instalada na cidade de Howick, zona rural da África do Sul, no lugar exato onde Mandela foi preso há 50 anos, pouco depois de fundar o braço armado do Congresso Nacional Africano (CNA).
Fonte: IBahia

CULTURA: Salve, a Dama do Samba!

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Por: Raymondh Junior
 Filha de um violinista do Bloco dos Africanos e de uma pastora do Rancho Flor de Abacate, Dona Ivone Lara começou a aprender música no colégio Orsina da Fonseca, na Tijuca, onde estudou como interna após a morte dos pais. Foi aluna de Lucília Villa-Lobos, esposa do grande mastro.
Prima de Mestre Fuleiro, começou a frequentar as rodas de samba da escola Prazer da Serrinha e, posteriormente, do Império Serrano. Ali passou a compor seus primeiros sambas de terreiro, enquanto vivia profissionalmente como enfermeira e assistente social (trabalhou no Serviço Nacional de Doenças Mentais, com a Dra. Nise da Silveira).
Ingressou na ala dos compositores do Império Serrano em 1965, ano em que compôs, com Bacalhau e Silas de Oliveira, "Os Cinco Bailes da História do Rio". Foi a primeira mulher a vencer um concurso de samba de enredo numa das grandes escolas do carnaval carioca.
A carreira de Dona Ivone Lara permite listá-la como uma das mais expressivas figuras da história da música brasileira. Melodista de rara inspiração, é autora de uma série de grandes sambas, vários deles gravados por nomes expressivos da canção popular.
A sua produção como compositora de sambas de enredo é pequena. Ao compor, porém, o clássico "Os Cinco Bailes da História do Rio", entrou para a história do gênero como co-autora de um dos sambas mais lindos e completos, segundo a crítica especializada.
Vida Longa à Dama do Samba!
Axé!
 Fonte: SRZD

ESPORTE: Técnico de Zanetti agradece apoio dos pais

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Marcos Gotto lembra as dificuldades da preparação com a ajuda de associação de pais de São Caetano
Arthur Zanetti colocou seu nome da história do esporte brasileiro ao ganhar o ouro nas argolas, primeira medalha do país na ginástica. Com isso, ganha o status de herói nacional com uma conquista apontada como possível, apesar da maior atenção sobre os badalados Diego Hypólito e Daiane dos Santos. E a vitória olímpica desta segunda-feira veio com um apoio inusitado no esporte de alto rendimento: os pais.
O atleta campeão nas argolas, de 22 anos, é treinado desde os 8 por Marcos Gotto, do clube Serc São Caetano, entidade mantida pela Associação de Pais e Mestres da Ginástica, a Agith, no ABC paulista. O pai de Zanetti, Archimedes, chega a fabricar equipamentos para os treinos do filho, baseado em fotos feitas por Gotto em competições no exterior.
Após a conquista, Gotto ressaltou as dificuldades e fez questão de lembrar do trabalho em São Caetano do Sul. "Quero agradecer a todos os pais, pelo incentivo, por tudo que foi feito para chegar a uma medalha olímpica", disse o treinador em entrevista à Rádio Bandeirantes.
Zanetti conquistou a medalha de ouro ao somar 15.900 pontos e bater o chinês Yibing Chen, favorito, que teve 15.800 e levou a prata. O bronze ficou com o italiano Matteo Morandi, que conseguiu 15.733 pontos.
Fonte: Band Sports

RACISMO NO ESPORTE: Em vitória do City, francês recebe bananas e reclama de racismo

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A vitória do Manchester City sobre o Limerick, da Irlanda, foi marcada por um episódio de racismo, no domingo. Gael Clichy, lateral francês, teria sido provocado por fãs da equipe irlandesa que atiraram bananas em direção ao gramado. A partida acabou com vitória do City por 4 a 0.
Por meio de seu Twitter, o francês mostrou irritação com o fato. "Tão triste ver bananas sendo jogadas no campo durante nosso jogo. E ainda sabendo que há pessoas morrendo de fome no mundo. Sem palavras", reclamou o francês.
Por meio de um comunicado oficial, a equipe irlandesa prometeu investigar os responsáveis pelos atos racistas. "O Limerick e o estádio Thomond Park irão ver as fitas de segurança do campo e identificar o indivíduo que jogou objetos ofensivos no gramado. O identificado será banido de ir a jogos do clube e o caso será passado à polícia".
Liga Europa
O Terra irá exibir ao vivo via internet para o Brasil todas as partidas da Liga Europa da Uefa nas temporadas de 2012/2013, 2013/2014 e 2014/2015, sendo o único meio de comunicação do País a transmitir ao vivo os 205 jogos da competição. As transmissões serão disponibilizadas em alta definição (HD) e padrão standard, inclusive para tablets e smartphones.

 Fonte: Terra

ESPORTE: Olimpíadas 2012: Ginasta americana refuta polêmica sobre cabelo: 'eu fiz história'


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A polêmica em torno do cabelo da americana Gabby Douglas após a conquista do individual geral da ginástica artística nos Jogos Olímpicos de Londres não afetou a atleta. Ao invés de se ater às críticas que recebeu por parte das americanas, principalmente mulheres, nas redes sociais, ela preferiu exaltar seu feito: o de primeira negra na história das Olimpíadas a levar a medalha dourada no individual geral da ginástica artística.
Em entrevista ao jornal americano USA Today, Douglas disse desconhecer de onde vem toda essa polêmica. Sem ligar para o que dizem de sua aparência, afirmou que simplesmente colocou um pouco de gel, prendeu o cabelo e o jogou para trás. A atleta ainda perguntou se estavam brincando com ela, já que acabou de fazer história e a discussão gira em torno do seu cabelo.
Os comentários sobre o cabelo de Gabby Douglas ganharam o Twitter e o Facebook logo após o ouro da ginasta, na última quinta-feira. Nos Estados Unidos, a aparência do cabelo costuma ter grande importância para as mulheres negras, sendo seu estado uma questão racial importante. Em postagens, algumas pessoas reclamavam que, com o cabelo supostamente feio, a atleta não representou bem o país nem a comunidade afro-americana.
Sem medo de ser julgada, a ginasta disse que todos são lindos de dentro para fora. Ela ainda complementou que as pessoas deveriam parar de se preocupar com coisas como a aparência do cabelo e avisou que não vai mudar nada por causa das mensagens.
Gabby Douglas ainda voltará a se apresentar duas vezes na ginástica artística em Londres. Nesta segunda, a americana compete nas barras assimétricas, enquanto na terça compete na trave olímpica. A atleta também alertou que, portanto, os comentários têm que acabar.
 Fonte: Terra

RACISMO NO MUNDO: Pais são presos após espancar filha por ter namorado negro

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Eles disseram que a jovem estava envergonhando a família
David e Frances Champion agrediram a filha Jane, de 17 anos, após descobrir que ela estava namorando um jovem negro. O pai, de 50 anos, foi condenado a um ano de prisão, e a mãe, de 47 anos, passará nove meses presa pelas agressões e por insultos racistas a Aflonce Ncube, namorado da menina.
A primeira vez que David bateu em sua filha foi quando ele e sua mulher flagraram a filha despida ao lado do namorado, quando voltavam para a sua casa em St Thomas, subúrbio de Swansea, na Inglaterra. O pai começou insultar Ncube com palavras racistas, enquanto chutava o jovem, e o colocava para fora de sua casa. Depois, agarrou Jane pelos cabelos e bateu nela, dizendo que ela estava "envergonhando a família".
Segundo o jornal Daily Mail, um mês depois, David Champion perguntou para a filha, em um pub, se ela continuava a se encontrar com Ncube. De acordo com relatos da Corte de Swansea Crown, quando a jovem disse que sim, o pai deu um soco em seu rosto.
Conheça os países mais preconceituosos do continente europeu
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"Ela já estava sentindo muita dor em seu olho esquerdo, mas, mesmo assim, seu pai a segurou pelo pescoço e continuou batendo nela", disse a procuradora, Nicola Powell.

Segundo relatos à Corte, a mãe de Jane foi complacente com o pai da jovem e disse que ela "mereceu" o que aconteceu. "Foi culpa sua", disse a mãe para a menina. Frances Champion também bateu na filha, deixando o seu rosto inchado e sérios ferimentos em sua cabeça.
Como se não bastassem as agressões a Jane, os pais foram até o restaurante, onde Nucbe trabalhava como garçom, e começaram a insultar o rapaz de forma racista. O casal foi retirado do estabelecimento, mas continuou a gritar pela janela.
A defesa do casal Champion afirma que a atitude de David e Frances foi "inaceitável", mas que a mãe mostrou-se arrependida.
"Ela está com remorso e sua filha enviou uma mensagem para ela após o anuncio da Corte, desejando que Frances fique bem", disse Georgina Buckley, advogada de Frances.
Fonte: R7

SERVIÇO: CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais


Oficina enfoca olhar fotográfico sobre as religiões afro-brasileiras
As inscrições vão até o dia 24 de agosto


De 27 a 31 de agosto, Salvador recebe a oficina Processos do Silêncio, oferecida pela fotógrafa e pesquisadora Denise Camargo. Com foco na fotografia, as aulas trazem uma abordagem criativa e dialógica para a produção de imagens que tratam do universo religioso afro-brasileiro, discute aspectos teóricos e as possibilidades artísticas e sociais do conteúdo visual na valorização da cultura negra. A oficina é gratuita e será realizada no CEAO, dias 27, 28, 29 e 31 (das 14h às 18h). No dia 30, das 19h às 21h, ocorre um encontro aberto com palestrantes convidados, que será transmitido ao vivo no site http://www.oju.net.br/e poderá contar com a participação do público via Twitter, enviando perguntas para@ojunet.

Processos do Silêncio é um projeto contemplado com o II Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras, com patrocínio do Ministério da Cultura, Petrobras, CADON e parceria do CEAO/UFBA. Fabiane Beneti (Empresa Livre) assina a produção executiva.
As aulas terão como base o processo de criação de imagens para o caderno E o silêncio nagô calou em mim, integrante da tese de doutorado Imagética do Candomblé: uma criação no espaço mítico-ritual (Unicamp, 2010), defendida por Denise. O trabalho gerou também uma instalação fotográfica, contemplada com o I Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras, no mesmo ano. Nesta oficina, será abordada a análise de obras dos fotógrafos Pierre Verger, José Medeiros e Mário Cravo Neto, tendo como base as teorias de filósofos e historiadores como Pierre Francastel, Vilém Flusser e Raul Beceyro.
Para Denise, a experiência de matriz ancestral africana circunscreve marcas diversas na cultura, tanto para adeptos das religiões, quanto para a formação da identidade brasileira. Ainda assim, muitas vezes, é tratada de forma estereotipada pelas imagens fotográficas. Com este projeto, a fotógrafa pretende discutir a construção de visualidades capazes de ampliar o conhecimento sobre a cultura negra, rompendo com as visões equivocadas difundidas sobre esse universo. "Isso atinge em especial os terreiros, muito silenciados pelas repressões sofridas e pelo culto aos segredos míticos – elemento responsável pelo caráter ‘mágico’ de preconceitos e temores que se criou em torno de deles”, afirma.
A oficina é destinada a fotógrafos e artistas, educadores, mediadores culturais, abrangendo especialmente professores da rede pública, estudantes de diversas áreas, membros das comunidades de terreiros, e interessados em geral. "O pré-requisito para participação é que as pessoas se comprometam a multiplicar o conhecimento em suas instituições, comunidades, núcleos artísticos, escolas, universidades etc, para ampliar o alcance do projeto”, convida Denise.
O que: Oficina Processos do Silêncio (Fotografia)

Quando: 27 a 31 de agosto de 2012
Horários:  Dias 27, 28, 29 e 31, das 14h às 18h. Dia 30, das 19h às 21h.
Onde: CEAO – Centro de Estudos Afro-Orientais
Endereço: Praça Inocêncio Galvão, 42 – Largo 2 de Julho, Salvador/BA
Informações e inscrições: http://processosdosilencio.wordpress.com/
Valor: Gratuito

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

ESPORTE: Judoca saudita luta com véu e faz história, mas perde e causa alvoroço após a luta

Judoca saudita Wojdan Ali Seraj Abdulrahim Shaherkani quebrou um tabu mas foi derrotada em 1min22s
  • Judoca saudita Wojdan Ali Seraj Abdulrahim Shaherkani quebrou um tabu mas foi derrotada em 1min22s










A judoca saudita Wojdan Ali Seraj Abdulrahim Shaherkani, de apenas 16 anos, tornou-se a primeira mulher de seu país a competir nos Jogos Olímpicos nesta sexta-feira, mas sua participação durou pouco. Em sua estreia contra a portorriquenha Melissa Mojica, ela tomou um ippon com apenas 1min22s de luta.
Wojdan praticava judô escondida em seu país, mas acabou ganhando uma autorização especial para ir aos Jogos. Mas ela só aceitou lutar se pudesse usar um hijab, véu usado para cobrir a cabeça.

JUDOCA CAUSA ALVOROÇO

  • UOL
    Representantes da saudita usam discurso ensaiado para reproduzir as declarações da atleta
Ela ganhou a permissão do COI e da Federação Internacional de Judô para usar um véu especial, apesar dos temores de que o acessório poderia causar um estrangulamento. Mas ela mostrou fragilidade técnica no tatame. Faixa azul nos pesos pesados, ela não teve desenvoltura diante da portorriquenha e foi presa fácil.


Depois da luta, um batalhão de jornalistas de todo o mundo esperava pela judoca na zona mista. Os voluntários tinham dificuldade para organizar o local.



Sempre acompanhada por umrepresentante do comitê saudita, a judoca olhava assustada para câmeras e microfones e falava muito pouco e baixo para seu interlocutor fazer a tradução em inglês.



A fala do representante tinha ar de discurso ensaiado já antecipadamente, pois era visivelmente mais longa do que o que judoca dizia para ele.



"Ela disse que está muito feliz e orgulhosa de poder representar seu país. Nós estamos muito orgulhosos por ela poder atingir este nível em Jogos Olímpicos. Ela foi muito bem, mas infelizmente não foi possível brigar por uma medalha. Esperamos que no futuro ela possa se aprimorar", falou.



Algoz da saudita, Melissa Mojica, de Porto Rico, disse que não falou nada para sua rival antes e depois da luta e não quis entrar em uma discussão religiosa. "Não me importo com religião, não ligo para isso. Não conversamos nada."


FONTE:UOL 

População indígena vítima de racismo

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Índios mapuche, da região chilena de Araucania, continuam a ser alvo de atos de racismo e repressão por parte das forças militares. Soldados estão a usar armas de fogo contra a população e a fazer detenções, até de menores
A população mapuche, que habita na região de Araucania, a 680 quilómetros de Santiago, no Chile, continua a sofrer atos de racismo e repressão, depois de ter sido obrigada a abandonar as suas terras de origem, informou esta quarta-feira a agência Fides. A violência tem vindo a aumentar e, nas últimas semanas, registaram-se várias detenções e muitos feridos, entre eles algumas crianças.
Segundo testemunhos recolhidos pela agência noticiosa, recentemente, as forças militares atiraram com armas de fogo e granadas de gás lacrimogénio sobre a comunidade mapuche de Temucuicui. Nos confrontos foram detidas 12 pessoas, três das quais menores, que denunciaram ter sido vítimas de todo tipo de violência física e de abusos sexuais por parte dos soldados.
De acordo com a Fundação Anide, entre 2001 e 2011, várias crianças mapuche entre os nove meses e 16 anos, foram alvo de projéteis, sufocamento com gás lacrimogênio, perseguições, agressões e torturas, entre outros maus-tratos humilhantes por parte dos militares. A violência contra os menores está a tornar-se habitual, já que a cada confronto pelo menos três ou quatro ficam feridos, apesar de o Chile ter assinado vários tratados internacionais para a tutela dos Direitos Humanos e da infância.

Nota de repúdio à publicidade sexista da Prudence

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A Marcha Mundial das Mulheres repudia o anúncio da empresa Preservativos Prudence, pertencente à campanha "Dieta do Sexo", por apologia ao estupro.
A publicidade foi colocada na página da Prudence no Facebook no dia 16 de julho, e só hoje (30/07/12) retirada de circulação. Tal anúncio refere-se a uma "Dieta do Sexo", mostrando quantas calorias é possível perder praticando diferentes atos sexuais. Entre os atos citados, há dois polêmicos: "Tirando a roupa dela sem o consentimento dela: 190 cal" e "Abrindo o sutiã com uma mão,apanhando dela: 208 cal".
Apesar da alegação de ambiguidade, o primeiro item não deixa dúvidas, pois menciona explicitamente se tratar de uma relação sexual não-consentida, e sexo sem consentimento é estupro. Pior que isso: a empresa sugere que sexo forçado (estupro) vale mais, pois gastam-se 190 calorias, do que sexo com consentimento (10 calorias).
Veicular este tipo de publicidade, sobretudo em um contexto em que a violência contra as mulheres é uma realidade alarmante, éinaceitável. Segundo dados da Fundação Perseu Abramo, a cada 2 minutos, 5 mulheres são espancadas no Brasil. Uma em cada dez mulheres (10%) já foi de fato espancada ao menos uma vez na vida. Segundo dado do Instituto Sangari (2012), de 1980 a 2010, foram assassinadas no país perto de 91 mil mulheres; 43,5 mil só na última década.
Sobre a alegação de que "estuprador não usa camisinha", basta lembrar que, em mais de 80% dos casos de violência denunciados pelas mulheres, o responsável é o próprio parceiro (marido ou namorado). De acordo com estudo do Centro Brasileiro de Estudos Latino-americanos e da Flacso Brasil, em 2011, 10.425 pessoas foram atendidas em hospitais vítimas de violência sexual. Em 23% dos casos, pais e padrastos foram os responsáveis pelo abuso.
Em um primeiro momento, a Preservativos Prudence buscou, no espaço de comentários da imagem no Facebook, justificar a situação. Disse ser contrária à violência, alegando que a propaganda não faz apologia a estupro, mas sim à "conquista". Ou seja, de acordo com a empresa, fazer sexo sem o consentimento da mulher é conquistá-la. Na tentativa de consertar a situação, só conseguiu piorá-la. Ao invés de reconhecer que a propaganda faz apologia a um crime, colocou esse tipo de agressão como algo normal, banal, uma mera "conquista". Há de se lembrar que a minimização do estupro é uma das causas pelas quais as vítimas não têm apoio, e muitas vezes nem conseguem efetivar uma denúncia. Quando tomam a iniciativa de denunciar o agressor, é comum ainda serem responsabilizadas pela própria agressão devido a seu "comportamento permissivo".
Em seguida, a empresa, afirmou, novamente, no Facebook, não defender a prática do estupro, alegando que essa "piada" já havia sido divulgada antes, em vários blogs, em uma clara tentativa de tirar dos próprios ombros a responsabilidade pela veiculação de uma propaganda que banaliza a situação de estupro, e que, assim, contribui para a manutenção de uma realidade perversa para as mulheres.
Em momento algum houve reconhecimento do fato. Em nenhum dos pronunciamentos da Preservativos Prudence foi dito que sexo sem consentimento é estupro. Apenas foram emitidas afirmações vagas de que a empresa é contra a violência sexual e a favor do uso de camisinha em todas as relações.
Nós, da Marcha Mundial das Mulheres, estamos ao lado das mulheres que vivenciam a violência, todos os dias, no Brasil, portanto, exigimos que haja uma retratação pública por parte da empresa, em que ela reconheça que o conteúdo da propaganda faz apologia ao estupro. Exigimos que a Preservativos Prudence invista em uma campanha cidadã de combate à violência contra as mulheres. Exigimos, também, que sejam tomadas as devidas providências legais com relação ao conteúdo veiculado.
A violência contra a mulher não é o mundo que a gente quer!
Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!
Fonte: Marcha Mundial das Mulheres

Pessoas com Anemia Falciforme têm direito a transporte gratuito no DF

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Por Daiane Souza
Já está em vigor a Lei 4887/2012 que garante a gratuidade nos serviços de transporte público, coletivo e metrô à pessoas com Anemia Falciforme. O documento que altera o dispositivo da Lei nº 4.317/2009 foi publicado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal no Diário Oficial desta segunda-feira (30). As pessoas com direito ao benefício devem apresentar laudos médicos para cadastramento e recebimento do Passe Livre.
Segundo a Política Distrital para a Integração da Pessoa com Deficiência, 77 mil pessoas utilizam o Passe Livre atualmente no DF, das quais 40 mil se deslocam por meio dele com frequência. A nova Lei beneficia pessoas com anemias congênitas (falciforme e talassemia), acometidos por insuficiência renal crônica, cardíacos crônicos, portadores de câncer, de vírus HIV e de anemias coagulatórias congênitas (hemofilia), porém não há estimativas de quantas serão beneficiadas com a mudança.
Para ter direito ao Passe Livre, o paciente deverá realizar o cadastro na Secretaria de Justiça do Distrito Federal. Para isso, deverá apresentar laudo médico com diagnóstico. Após feito pelo solicitante o registro deve ser encaminhado ao DFTRans, localizado no posto da estação 114 Sul do Metrô. Após esse procedimento a autarquia emitirá o cartão especial para os beneficiados.
Anemia Falciforme – Originária da África, a anemia falciforme foi uma mutação para adaptação a questões ambientais que vitimou os povos do continente. Com a diáspora, se espalhou pelo mundo e se tornou herança genética nas populações afrodescendentes da Europa, Índia, Estados Unidos e América Latina. Incurável, a doença faz com que as células vermelhas do sangue percam sua forma e sustentabilidade, proporcionando muitas dores, rigidez nas articulações e a anemia aguda.
Uma ferramenta fundamental para a segurança do bebê e da família, o "teste do pezinho" oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por meio do método, é possível o diagnóstico precoce da enfermidade, o que permite que a doença seja tratada de forma adequada desde o nascimento da criança, evitando uma série de complicações e a morte.

Obama é parente do primeiro escravo documentado nos EUA, diz pesquisa

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Presidente é 11º tataraneto de John Punch, que teria sido escravo em 1640.
Estudo genealógico remonta origens da mãe de Obama, que é branca.

O presidente dos EUA, Barack Obama, é o 11º tataraneto de John Punch, o primeiro africano registrado como escravo na história norte-americana. A informação foi levantada por uma equipe de pesquisadores de um dos maiores bancos de dados de história familiar dos EUA, o Ancestry.com.
Curiosamente, a conexão remonta às origens da família da mãe de Obama, que é branca. A descoberta feita pelo grupo de pesquisa exigiu buscas nos documentos do estado da Virgínia e a análise do DNA de ancestrais do presidente.
Punch era escravo na colônia de Virgínia e foi punido por tentar escapar, em 1640. O caso ocorreu décadas antes que as leis da escravidão fossem definidas na colônia. O fato de Punch ter tentado escapar teria criado a necessidade da documentação, de acordo com os cientistas.
Muitos documentos da colônia de Virgínia foram perdidos nos 372 anos seguintes, destruídos por enchentes, incêndios e guerras.

Origens
Os pesquisadores descobriram que a mãe de Obama, Stanley Ann Dunham, também provém de uma linhagem africana, assim como seu pai, que é do Quênia.

Ao traçar as raízes genealógicas do atual presidente dos EUA, o Ancestry.com percebeu que Punch teve filhos com uma mulher branca. Os descendentes do escravo se tornariam, depois, donos de terra livres na região, que no futuro seriam tataravôs em vários graus de Obama.
A presidente do Comitê de Certificação de Genealogistas dos EUA, Elizabeth Shown Mills, analisou e atestou os dados, segundo nota publicada no Ancestry.com. Ela afirma não haver dúvida da origem africana da mãe de Obama, e que os "documentos que sobreviveram ao tempo apontam somente a John Punch como candidato lógico" a ser parente do presidente.

Mills afirma, no entanto, que a pesquisa genealógica em indivíduos que viveram centenas de anos atrás não podem "provar definitivamente que um homem foi pai de outro", mas que este levantamento atinge "o mais alto padrão e pode ser lido com confiança".
 Fonte: G1