TIRE O SEU RACISMO DO CAMINHO QUE EU QUERO PASSAR COM A MINHA COR. Georges Najjar Jr

domingo, 30 de março de 2014

ESPORTE: FUTEBOL - Prefeitura de Santos quer abrir Museu Pelé uma semana antes da Copa

Obra está 90% concluída e é orçada em quase R$ 40 milhões. Expectativa é de que seja finalizada em maio. Casarão terá cerca de 2,3 mil peças do acervo do Rei.


Museu Pelé (Foto: Mariane Rossi)Obras do Museu Pelé, em Santos, estão perto de serem concluídas (Foto: Mariane Rossi)
A prefeitura de Santos pretende inaugurar o MuseuPelé, que vai abrigar o acervo sobre o Rei do Futebol, uma semana antes do início da Copa do Mundo, em 12 de junho. A obra de restauração do antigo Casarão do Valongo é orçada em R$ 38,2 milhões, está 90% concluída e a expectativa é de que seja finalizada em maio.
- (A data da inauguração) Ainda depende dos andamentos das obras, a agenda do Pelé e das autoridades. A parte civil (da obra) está quase terminada. Estamos finalizando a parte elétrica e de incêndio e, agora, partimos para as instalações museológicas, que são necessárias para a distribuição do acervo do Pelé em ambientes interativos – explica o secretário de Turismo de Santos, Luis Dias Guimarães.


O museu terá cerca de 2,3 mil peças do acervo do Rei, dentre elas a Bola de Ouro especial que Pelé recebeu na festa de gala da Fifa, em janeiro. Em dezembro, a cidade conseguiu a liberação de R$ 9,8 milhões para concluir as obras. A estimativa da prefeitura de Santos é de que mais de 1,5 milhões de pessoas visitem o museu por ano.



A abertura do Museu Pelé vai coincidir com a chegada das seleções de México e Costa Rica, que devem desembarcar na cidade por volta de 8 de junho. As equipes vão utilizar as estruturas do CT Rei Pelé e da Vila Belmiro, respectivamente, na preparação para a Copa do Mundo. Segundo Guimarães, um grupo já foi formado para definir a programação para a inauguração.

FONTE:GLOBOESPORTE.COM

ESPORTE: FORMULA 1 - Na Malásia, Hamilton dedica 1ª vitória de 2014 às vítimas do voo MH370 Piloto da Mercedes sobra e vence segunda etapa do ano de ponta a ponta; no sábado, Lewis igualou Jim Clark e Alain Prost no número de poles positions, com 33

Hamilton comemoração pódio GP Malásia F1 (Foto: Reuters)Hamilton comemoração pódio GP Malásia F1 (Foto: Reuters)
Mais uma prova, mais uma vitória da Mercedes. Na segunda etapa da temporada 2014 de Fórmula 1, na Malásia, ficou ainda mais claro que a equipe alemã está bem à frente das rivais. Se no sábado, Lewis Hamilton já havia entrado para a história ao registrar sua 33ª pole, se igualando a Jim Clark e a Alain Prost, neste domingo, o britânico liderou a prova de ponta a ponta com sua Flecha de Prata, superou o companheiro, os rivais e sobrou para conquistar sua primeira vitória no ano, sendo a 23ª na carreira. Ainda no pódio, o campeão de 2008 dedicou a vitória às supostas vítimas do voo MH370 da Malasyan Airlines, que permanece desaparecido desde o começo de março.
- Foi incrível depois de um fim de semana tão difícil. Sinto-me muito grato, principalmente depois da tragédia que tomou conta da Malásia. Eu gostaria de dedicar a vitória às famílias das pessoas desaparecidas – declarou Hamilton.
Mais veloz no primeiro treino livre para o GP da Malásia, Lewis Hamilton carrega homenagem a vítimas do voo MH370 na viseira (Foto: Getty Images)Vencedor do GP da Malásia, Lewis Hamilton carrega homenagem a vítimas do voo MH370 na viseira (Foto: Getty Images)

Lewis falou sobre como é correr no calor que tomou conta da prova em Sepang – que teve 32º de temperatura do ar e 51º na pista – e agradeceu ao trabalho do time.
- Hoje você suava antes mesmo de entrar no carro. Por isso, você tem de tentar se manter calmo e manter o foco. Mas o time foi perfeito em todas as instruções, então um muito obrigado para todos. 

Sábado de pole e gafe
Sebastian Vettel, Lewis Hamilton e Nico Rosberg na coletiva de imprensa após o treino classificatório para o GP da Malásia (Foto: Reuters)Sebastian Vettel, Lewis Hamilton e Nico Rosberg na coletiva de imprensa após o treino classificatório para o GP da Malásia (Foto: Reuters)
O piloto inglês não só conquistou a posição de honra para a corrida deste domingo, a segunda da temporada 2014, como atingiu uma marca especial em relação a dois britânicos ao anotar sua 33ª pole: superou o campeão Nigel Mansell e se igualou ao bicampeão Jim Clark, ficando atrás apenas de Michael Schumacher, Ayrton Senna e Sebastian Vettel. O piloto não conseguia conter a felicidade ao saber do feito, mas cometeu uma gafe ao confundir o escocês Clark com outro famoso campeão mundial da Grã-Bretanha.
 - Estou muito orgulhoso em representar o Reino Unido e estar ao lado de nomes como Nigel Mansell e James Hunt, aliás, James Clark - corrigiu-se.
Sem se ligar que o nome de batismo de Clark também é "James" (James Clark Jr.), o segundo colocado no grid, Vettel, o corrigiu:
- Jim Clark - emendou.
Hamilton riu e deu sequência:
- Sim, claro, Jim Clark. Mas é uma grande honra. Quando me contaram, mal puder crer. Em todos estes anos, nunca sonhei que tivesse este número de poles. Estou muito orgulhoso, mas isso só foi possível, pois tenho um grupo incrível de pessoas trabalhando para mim e me dando um carro capaz de atingir tal feito – disse.
FONTE:GLOBOESPORTE.COM

ESPORTE: FORMULA 1 - Hamilton vence de ponta a ponta. Impecável, britânico vence GP da Malásia com folga

Hamilton comemoração pódio GP Malásia F1 (Foto: AFP)

Um problema banal, no chamado "cachimbo da vela" do motor, foi o responsável por tirar Lewis Hamilton da corrida anterior, na Austrália. Mas neste domingo, nada pôde deter o piloto da Mercedes no GP da Malásia. Largando da ponta, o britânico imprimiu um ritmo forte e, com uma atuação impecável, não foi ameaçado em momento nenhum pelos adversários, recebendo a bandeira quadriculada com 17 segundos de vantagem sobre seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, que lidera o campeonato com 43 pontos.
Foi o 23º triunfo de Hamilton na carreira, igualando o brasileiro Nelson Piquet na 11ª posição do ranking de maiores vencedores da história da Fórmula 1.

FONTE:GLOBOESPORTE.COM

quarta-feira, 26 de março de 2014

REPARAÇÃO: Prefeito assina decreto que cria cotas em concursos

O prefeito de Salvador, ACM Neto, assina na manhã desta sexta-feira, 21, o decreto que cria cotas para afrodescendentes em concursos públicos e cargos comissionados da administração municipal. Pelo decreto, 30% das vagas dos concursos passam a ser garantidos aos candidatos negros.
A solenidade será realizada, às 9h, no Centro Cultural da Câmara de Vereadores de Salvador e integra as comemorações pelo Dia Internacional da Eliminação da Discriminação Racial, promovidas pela a Secretaria da Reparação.

Além do prefeito, estarão presentes a secretária Ivete Sacramento e representantes de entidades ligadas ao movimento negro.


O decreto que reserva vagas em concursos em Salvador para candidatos negros foi publicado no Diário Oficial do Município do dia 19 de fevereiro. A medida tem duração de dez anos.

A cota será destinada a candidatos que declararem pretos ou pardos no momento da inscrição. Caso as vagas não sejam preenchidas, as oportunidades ficarão a disposição dos demais aprovados.
FONTE: ATARDE

quinta-feira, 13 de março de 2014

Dudu Nobre lamenta preconceito no futebol: 'Brasil é um país racista' Torcedor do Flamengo, sambista diz, no entanto, que casos envolvendo Tinga, do Cruzeiro, e árbitro no Sul chamam atenção para o problema

Dudu Nobre participa do Redação (Foto: Reprodução SporTV)Torcedor do Flamengo e negro, o sambista Dudu Nobre não tem dúvidas de que a sociedade brasileira é racista, apesar do alto índice de miscigenação entre pessoas de cores diferentes. Em participação no"Redação SporTV", o músico disse acreditar que os episódios de preconceito vistos em gramados de futebol, como o sofrido por Tinga, do Cruzeiro, podem ajudar a chamar a atenção para o problema e incentivar o combate ao racismo.
- O Brasil é um país racista. Depois de mais de 100 anos da abolição da escravatura, você vê que agora é que se está se começando a falar sobre igualdade. Graças à música, eu consegui ascender socialmente. Mas tem lugares onde o único "pretinho" sou eu. O Brasil ainda tem muito a evoluir e acho que o que tem acontecido no esporte tem mostrado para toda a sociedade que está na hora de dar um basta - disse.
Tinga do Cruzeiro (Foto: Reprodução / Premiere FC)Tinga foi vítima de racismo no Peru
(Foto: Reprodução / Premiere FC)
Três casos de racismo marcaram o futebol brasileiro neste início de 2014. Em jogo contra o Real Garcilaso, no Peru, o volante Tinga, do Cruzeiro, ouviu insultos vindos da torcida adversária, que imitavam barulho de macaco. O meia Arouca, do Santos, também foi chamado de 'macaco' em jogo contra o Mogi Mirim, pelo Paulistão. Já o árbitro Márcio Chagas da Silva, após um duelo entre Esportivo e Veranópolis, pelo Campeonato Gaúcho,encontrou bananas em seu carro.
Na visão de Nobre, o futebol sempre foi uma forma de defender a mistura de raças. O músico citou o exemplo da França, que tem o negro Lilian Thuram como o jogador que mais vestiu a camisa do país e conquistou seu primeiro título mundial, em 1998, com o talento de jogadores oriundos de várias partes do mundo.
- Essa seleção da França, de 1998, tinha gente do mundo inteiro. O próprio Zidane é filho de pais argelinos. A França é muito aberta a essa cultura e à luta contra o racismo. É uma coisa que é mundial.
Fonte: 


sexta-feira, 7 de março de 2014

SERVIÇO E CULTURA: Arte Africana - Coleção Claudio Massella

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Arte Africana - Coleção Claudio Massella
Artes visuais LIVRE
Apresenta a riqueza

estética e a diversidade 

da produção cultural

 africana do século XX, 

expressa 

em objetos, sobretudo máscaras, estatuetas e utensílios de uso 

cotidiano ou ritualístico.



Data: De terça a domingo, 31/12/2014
Horário: De ter a sex, 12h às 18h; sáb, dom e feriados, 12h às 17h

Local:
Galeria Solar Ferrão
Valor:
Gratuito

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

'Só por ser negro, confundiram-me com ladrão', diz policial do ES Ele comprou 2 garrafas de vinho e foi revistado em supermercado. Estabelecimento não quis falar sobre o assunto.

“Só porque sou negro e ando às vezes de chinelo, confundiram-me com ladrão”, foi o que disse, chorando, o cabo da Polícia Militar e estudante de direito, Edson Rosa. Após comprar duas garrafas de vinho em um hipermercado na avenida Nossa Senhora da Penha, em Vitória, na noite desta terça-feira (18), os seguranças do estabelecimento ordenaram que o militar tirasse a roupa para ser revistado. Com o comprovante de pagamento dos produtos em mãos, Edson Rosa chamou a polícia e os envolvidos foram para o Departamento de Polícia Judiciária de capital do Espírito Santo. O Ok Hipermercado informou na manhã desta quarta-feira (19) que o fato não ocorreu e está buscando as imagens dentro da loja para comprovar e levar em juízo.
Edson é cabo da Polícia Militar há 21 anos, além de ser estudante de direito. Na folga do trabalho, de chinelo, bermuda e camiseta, ele entrou no hipermercado para comprar duas garrafas de vinho para passar a noite na casa da namorada, mas acabou no DPJ de Vitória.
Mandou eu tirar a roupa e me fez despir dentro do banheiro, uma coisa muito constrangedora"
Cabo da PM, Edson Rosa
As garrafas estavam dentro da sacola do supermercado, com nota fiscal do produto pago no valor de R$ 75, mas segundo o militar, a suspeita dos seguranças era de que ele teria furtado a mercadoria do estabelecimento.
De acordo com o cabo, depois de pagar pelas garrafas de vinho, ele foi ao banheiro. Os seguranças foram atrás, o abordaram e pediram que ele tirasse a roupa durante uma revista. “Perguntaram-me: o senhor pagou esse vinho? Eu disse que sim e que tinha a nota. Mandou eu tirar a roupa e me fez despir dentro do banheiro, uma coisa muito constrangedora. É uma situação difícil, eu queria morrer a passar por isso. Sempre trabalhei e estudei. É como se eu tivesse tomado uma punhalada nas costas”, detalhou Edson.
'Só por ser negro me confundiram com ladrão', diz policial do Espírito Santo (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
Ele acredita que passou por essa situação por ser negro e pela forma como estava vestido. “É o preconceito racial e social que cresce num país democrático de direito que a gente sofre diuturnamente”, desabafou o cabo.

A Associação de Cabos e Soldados informou que vai entrar na Justiça com pedido de punição para o supermercado e seguranças. “As pessoas têm que parar de julgar os outros pela aparência, têm que aprender um pouco mais a respeitar o ser humano, independente da cor da pele ou roupa que ele está usando. Se alguém chega lá de terno e gravata, é tratado de uma forma, se chega com camiseta e uma sandalinha, é tratado de outra. Acho que é o momento de refletir sobre isso, respeitar as pessoas independente da sua aparência, condição social ou cor da pele”, disse o presidente da associação Flávio Gava.
Do G1 ES, com informações da TV Gazeta

Site peruano publica falsa informação sobre racismo contra Tinga no clássico e irrita Cruzeiro

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Jogador celestes lamentaram a atitude do site 'Peru.com'

Por Danilo Cândido de Oliveira


O site peruano 'Peru.com' noticiou nesta segunda-feira que o volante Tinga, do Cruzeiro, foi novamente vítimas de insultos racistas e irritou o elenco celeste. De acordo com a publicação, a torcida atleticana xingou o jogador no clássico do último domingo, no estádio Independência.

Ele foi ofendido no Peru na última quarta-feira, pela torcida do Real Garcilaso, em Huncayo. Desta vez, o site apontou que o jogador novamente viu gestos e ouviu sons de macaco e o meia Ronaldinho Gaúcho teve que pedir para sua própria torcida parar.
Porém, na verdade, muitos torcedor do rival Atlético/MG mostraram apoio ao volante cruzeirense. Os jogadores do Galo também cumprimentaram o jogador. Os jogadores da Raposa criticaram a atitude do site.
"Eles querem tirar o foco do que aconteceu, mas nós sabemos que ontem teve a pressão normal que a torcida exerce, mas não aconteceu nenhum ato de racismo. A gente fica triste por saber que pessoas que trabalham com informações passam fatos que não aconteceram. É bom para saber que nem sempre o que passa na TV é verdade", afirmou o meia Everton Ribeiro.
"Isso é ridículo. Ontem tinha faixas de apoio ao Tinga, os jogadores também, o próprio Ronaldinho escreveu no twitter. Vários jogadores demonstrando apoio", completou o volante Nilton.

Fonte: FutNet

Racismo nas altas esferas, quem tem medo de um negro que sabe? Professor Kabengele Munanga quebra o silêncio acadêmico

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O Professor Kabengele Munanga foi preterido na seleção dos 59 estudiosos que foram beneficiados pela bolsa do programa "Professor Visitante Nacional Sênior " da Capes.
Kabengele havia aceito a sondagem da Professora Georgina Gonçalves dos Santos, para atuar na jovem Universidade do Recôncavo Bahiano -UFRB-, através de uma posssível bolsa de pesquisador visitante nacional sênior da CAPES. Kabengele foi preterido, foi desmeritado na alta esfera de decisão, na cúpula do poder que decide no Brasil, quem foi, é e será beneficiado por bolsas para aprender ou distribuir seus conhecimentos.
Segundo palavras do Professor José Jorge de Carvalho, Coordenador do INCTI, em seu documento em apoio à Kabengele para reivindicar a bolsa:
"Com toda sua clareza do intelectual militante e engajado e sua posição político-ideológica a respeito da inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, docência e pesquisa, talvez Kabengele fosse o único estudioso negro ou um dos pouquíssimos pesquisadores negros a concorrer a essa bolsa. Por coincidência, esse único negro foi o menos qualificado, por comparação. Estranha e triste coincidência!"
Kabengele quebra o silêncio em uma área extremamente delicada que é área de financiamento da produção intelectual do conhecimento no Brasil. Poucos ou nenhum negro ou negra brasileira, pode se arriscar ou se arriscou na área acadêmica, à questionar o possível racismo que nós da Mamapress, consideramos estar entranhado no meio acadêmico brasileiro, racismo que se tornaria visível, diante de qualquer pesquisa séria feita por qualquer aprendiz de Ciências Sociais. O endocolonialismo ou sub-colonialismo interno consegue no Brasil ser mais branco e europeu do que os europeus desejaram na década de 30, e hoje, graças as deuses africanos, esqueceram e mudaram.
Ao contrário da falácia que o negro precisa estudar para ter o seu lugar na sociedade, nós da Mamapress afirmamos, quanto mais o negro souber, em qualquer área, mais ele será uma ameaça e mais ele será discriminado.
Tomamos a liberdade de publicar a Carta Aberta do Professor Kabengele Munanga:
CARTA ABERTA DO PROFESSOR KABENGELE MUNANGA
Permitam-me, primeiramente, quebrar meu silêncio, começando por desejar-lhes um feliz 2014, repleto de sucessos e realizações.
Agradeço a solidariedade e o pronto recurso feito por vocês junto à CAPES através da Reitoria da UFRB diante da omissão do meu nome entre os 59 estudiosos beneficiados pela bolsa do programa "Professor Visitante Nacional Sênior (cfr. Edital 28 de 2013)".

Geralmente, levo tempo para me manifestar em situações aparentemente urgentes como essa que acabamos de viver. Isto é uma das minhas características que, acredito, se não for uma qualidade, é um defeito incorrigível, pois faz parte da minha pequena natureza humana. Creio, agora, que já tive bastante tempo para refletir sobre o acontecido.
Relembrando como todo começou, estava eu na véspera da minha aposentadoria compulsória na USP que aconteceu em novembro de 2012, quando a colega e amiga Professora Georgina Gonçalves dos Santos, me sondou sobre a possibilidade de ser convidado da UFRB através da bolsa de pesquisador visitante nacional sênior da CAPES. Sem hesitação, aceitei imediatamente e desde então comecei a recusar outros convites que me foram dirigidos depois. Tinha e tenho a convicção de que poderia ser mais útil para uma nova universidade como UFRB do que para as universidades mais velhas que possuem um quadro de pesquisadores e docentes mais estruturado.
Elaborei então uma proposta do programa de atividades a serem desenvolvidas, de acordo com as instruções contidas no Edital 28 do PVNS, proposta esta que foi enriquecida e consolidada pelas sugestões dos colegas Osmundo Pinho e Georgina Gonçalves dos Santos e em última instância pela própria Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UFRB, a Professora Ana Cristina Firmino Soares.
Acreditávamos que essa proposta era exequível, de acordo com a demanda do CAHL da UFRB e da minha experiência acumulada durante 43 anos como pesquisador e docente. Uma experiência começada em 1969, na então Universidade Nacional do Zaire, onde fui o primeiro antropólogo formado, passando pela Universidade Católica de Louvain (Bélgica) e pelo Museu real da África Central em Tervuren (Bruxelas), Universidade Cândido Mendes, Rio de Janeiro (visitante), Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade de São Paulo (1980-2012), Universidade Eduardo Mondlane, Maputo, Moçambique (visitante) e Universidade de Montreal, Canadá, como Professor associado convidado para orientação de teses (2005-2010). Sem deixar de lado os cargos de direção na USP, como Diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia (1983-1989), Vice-Diretor do Museu de Arte Contemporânea (2000-2004), Diretor do Centro de Estudos Africanos (2006-2010) e participação em diversos conselhos, como o Conselho Universitário da USP etc. Orientei dezenas de teses e dissertações, entre as quais algumas premiadas como a tese de José Luís Cabaço, que ganhou Prêmio da ANPOCS, e recentemente a tese de Pedro Jaime Coelho Jr., que ganhou prêmio de melhor tese em Ciências Humanas, destaque USP 2013.
Modéstia à parte, sem "me achar" e sem exibição, pensava que com toda essa experiência poderia servir para uma nova universidade em construção como a UFRB. Lamento que o sonho não deu certo!
Pelo parecer da Comissão Julgadora (Edital 28- 2013), nosso programa foi deferido e recomendado à bolsa com certo elogio, classificando-me na Categoria I dos pesquisadores do CNPQ. Foi, se entendi bem, na última instância que fomos preteridos, em comparação com os demais deferidos. Em outros termos, tenhamos a coragem de aceitá-lo, nosso programa e meu CV foram considerados inferiores para sermos incluídos entre os 59 bolsistas aprovados.
Por que então tantas lamentações, pois não somos os primeiros, nem os últimos a serem preteridos? Os recursos perpetrados junto à CAPES por outras universidades mostram que outros e outras colegas não contemplado/as pela bolsa não são menos qualificado/as que Kabengele. No entanto, vale a pena, apesar da consciência, divagar um pouco sobre os critérios de comparação, pois foi por ela que fomos eliminados. Pois bem, é possível comparar propostas diferentes sem antes estabelecer entre elas um denominador comum? Qual foi esse denominador? As regras do jogo de comparação não parecem claramente definidas; a subjetividade e a objetividade dos julgadores parecem se misturar. Claro, não há nenhum demérito aos colegas cujos projetos foram beneficiados pelas 59 bolsas atribuídas. Os especialistas da Física Quântica não têm dúvida sobre a subjetividade do observador pesquisador no momento em que ele começa a interpretar cientificamente os fenômenos da natureza por ele obsevados.
Na esteira do raciocínio do Professor José Jorge de Carvalho, Coordenador do INCTI, em seu documento em apoio a mim para reivindicar a bolsa, com toda sua clareza do intelectual militante e engajado e sua posição políico-ideológica a respeito da inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, docência e pesquisa, talvez eu fosse o único estudioso negro ou um dos pouquíssimos pesquisadores negros a concorrer a essa bolsa. Por coincidência, esse único negro foi o menos qualificado, por comparação. Estranha e triste coincidência!
Minha consideração especulativa poderia ser enquadrada no chamado discurso da vitimização, o que pouco me importa, pois já estamos acostumados. No entanto, os que detêm o poder de nomear os outros, ou seja, de nos nomear, são os mesmos que nos julgam, pois fazem parte do binômio saber/poder muito bem caracterizada na visão foucaultiana (Ver Michel Foucault). Neste sentido, os argumentos aparentemente científicos escondem uma relação de poder e autoridade difícil de transformar. Por isso, eu nutri certo sentimento de pessimismo que me faz acreditar que o recurso da UFRB e o apoio dos colegas não surtirão efeito de reversão da decisão da CAPES, no sentido de dar outra bolsa além das 59 concedidas. Ou seja, o recurso da UFRB e o documento de apoio do Professor José Jorge de Carvalho, coordenador do INCTI, assinado por demais colegas têm menos probabilidade de ser atendida positivamente.
Por isso, sem esperar o fechamento esperado, sinto-me no momento na simples obrigação moral de agradecer o recurso da UFRB e o apoio de vários colegas encabeçado pelo amigo e companheiro de luta, o Professor José Jorge de Carvalho. Estarei sempre disposto a colaborar com a UFRB, através de convite para participar dos seminários, proferir conferência e palestras, participar de comissões julgadoras de mestrado etc., como já o venho fazendo.
Meu muito obrigado,
Kabengele Munanga
Histórico da situação explicada em carta de solidariedade do historiador Jacques Depelchin:
O Professor Kabengele Munanga FOI EXCLUÍDO de uma seleção para professor visitante da UFRB( Universidade Federal do Recôncavo da Bahia).
Por que tanto medo do Professor Kabengele Munanga? Por que tanta raiva contra alguém que contribuiu tanto na partilha dos seus saberes? Para as pessoas pouco informadas, o Professor Kabengele Munanga se destacou na sua carreira acadêmica na USP.
Em fins de 2013 se aposentou e aceitou o convite para lecionar como Prof. Visitante Sênior na jovem universidade federal do Recôncavo da Bahia(UFRB) Baiano -UFRB. Para isso, se candidatou para uma bolsa da CAPES, Edital 28 de 2013, na Categoria de PVNS Apesar de um parecer favorável e elogioso recomendando a outorga da Bolsa pleiteada, a sua candidatura foi rejeitada, levando a um protesto de vários acadêmicos, incluindo professores da UFRB. Numa carta aberta, agradecendo este ato de solidariedade, o Professor Kabengele Munanga explica historiando o processo em que se deu o que lhe aconteceu .
Aqui, gostaria de levantar uma pergunta: alguém teria medo do Professor Kabengele Munanga e de onde viria? A necessidade de refletir sobre isso é urgente, não só para os Afro-Brasileiros, mas também para todos os Brasileiros que entendem e agem como membros duma só humanidade, pois o contexto global em que vivemos hoje, exige, com urgência, essa afirmação.
No seu livro Pele Negra, mascaras brancas, Frantz Fanon discute esta questão do medo (pp. 125-6, Edufba, Salvador 2008), focando sobre aspetos bem conhecidos pelos sobreviventes dos legados acumulados da escravidão atlântica e da colonização. Infelizmente, o próprio Fanon não entra na discussão sobre como ele superou o medo.
O medo dos adversários do Prof Kabengele Munanga é o produto, indireto, da serenidade e da franqueza com que ele tem abordado assuntos incomodantes da sociedade Brasileira, em volta das raízes do racismo, das sugestões sobre como solucionar as injustiças cumulativas herdadas dessas violências contra as partes discriminadas da humanidade.
Esse medo, quer da vitima, quer de quem tem medo da resistência das vitimas, nunca é de bom conselho. O medo dos gerentes dum sistema prisional tem uma explicação, mas, como é sobretudo visceral, a explicação a partir da razão não se aplica. Porque, como sempre aconteceu em outros casos históricos, os administradores do sistema não são preparados para enfrentar quem deveria se submeter à suas ordens, mas que, em vez, se levanta e argumenta a partir da sua consciência e com eloqüência e sabedoria uma saída honrosa para todos. Para os gerentes dum sistema injusto, as vitimas tem que se calar. Ir na contra mão dessa ordem informal é geralmente caracterizado de "impertinência" e, por isso, tem que ser punido.

Os administradores/gerentes dum legado histórico profundamente injusto tem dificuldades em parabenizar o Professor Kabengele Munanga decidir, no fim da sua careira, na pratica, dar uma lição de como corrigir as conseqüências, no nível do ensino superior, duma injustiça sistêmica contra as descendentes e os descendentes da escravidão.
Não é difícil imaginar o que se passa na mente dos adversários do Professor Kabengele Munanga. Na peça de teatro Et les chiens se taisaient, Aimé Césaire ilustrou como o rebelde escravo enfrentou o dono, no próprio quarto dele. O que aconteceu ao Professor Kabengele Munanga pode ser lido como a continuação do comportamento típico dos dominantes quando enfrentam um caso de rebeldia contra injustiça: o rebelde tem que ser punido, na medida do possível, duma maneira exemplar (leia severamente) para que outros rebeldes potenciais não sejam encorajados em imitá-lo. Historicamente, os exemplos individuais e coletivos abundam: Kimpa Vita, Zumbi, Geronimo, Abdias Nascimento, Toussaint-l'Ouverture, Cuba, Haiti, Patrice Lumumba, Amilcar Cabral, Salvador Allende, Cheikh Anta Diop, Nelson Mandela, Samora Machel, Thomas Sankara, Steve Biko, Chris Hani, Aristide, para não mencionar mais.
O Professor Kabengele Munanga, de origem Congolesa, nação de Kimpa Vita, Patrice Lumumba e outras e outros, na mente dos seus adversários, por definição, não tem direito à palavra, muito menos quando a sua fala/escrita acaba dando uma lição contundente de como superar legados históricos seculares, no Nordeste Brasileiro, para que qualquer Brasileir@ possa pensar, sonhar, e conseguir ser uma estrela, um craque intelectual.
Desde já, agradecemos a coragem do Professor Kabengele Munanga por ter continuado trilhando os caminhos das benzedeiras e dos benzedeiros sobre os quais o grande autor Ghaneense, Ayi Kwei Armah escreveu com tanta eloquencia no seu livro de ficção The Healers.

Em solidariedade,

Jacques Depelchin
Historiador
Salvador-Bahia

Fonte: Mamapress

West Ham dá suspensão perpétua a torcedor racista

West-Ham-Foto-DivulgacaoSite-Oficial LANIMA20121127 0014 26O diário inglês "Daily Mail" publica nesta terça-feira que o West Ham afastou dos estádios um de seus torcedores, que foram detidos ao executarem coros racistas à torcida do Tottenham no Estádio White Hart Lane, em Londres, durante a vitória dos Spurs por 3 a 1 no último domingo.
O presidente do West Ham, David Gold, emitiu nota se solidarizando com o clube rival e indicando que sua equipe luta contra qualquer tipo de racismo. Ele próprio é de origem judaica.
- A nossa política é de tolerância zero no confronto com este tipo de gente, e não permitiremos que uma minoria de nossos torcedores diminua a imagem de nosso clube. Sou orgulhoso de minha origem hebraica e quero demonstrar apoio ao Tottenham - foram as palavras do dirigente dos Hammers.
As ofensivas dos torcedores do West Ham, que fizeram alusão ao ditador nazista Aldof Hitler para provocar os torcedores do Tottenham, clube de origem judaica, irritou até mesmo o meia Benayoun. O jogador que defende o West Ham por empréstimo possui nacionalidade israelense.


Fonte: Terra 

Treinador da França pode ser demitido por escândalo de racismo

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Por: Pedro Taveira

Laurent Blanc estaria envolvido em suposto esquema para criação de um projeto para aplicar cotas raciais nas escolinhas de futebol

A crise sobre o suposto esquema para a criação de um projeto para aplicar cotas raciais nas escolinhas de futebol da França pode fazer sua próxima vítima ainda nesta quinta-feira. De acordo com a agência EFE, o técnico da seleção nacional, Laurent Blanc, corre sérios riscos de ser demitido.
Blanc se encontra no epicentro da crise por conta de declarações atribuídas e ele e reproduzidas pelo site Mediapart na última sexta-feira. O treinador falava em uma reunião sobre o peso crescente dos atletas com dupla nacionalidade e a necessidade de aumentar o número de jogadores mais técnicos frente aos físicos, geralmente de origem negra.
"Atualmente, os grandes e potentes são os negros. É assim. É um fato. Deus sabe que nos centros de formação, nas escolas de futebol, há muitos (negros). Creio que temos que buscar outros critérios, modificar nossa própria cultura", teria dito Blanc nesta reunião.
Então diretor da FFF (Federação Francesa de Futebol), François Blanquart abriu a possibilidade de limitar o número de atletas com dupla nacionalidade nos centros de formação. No sábado, um dia depois do escândalo vir à tona, Blanquart foi suspenso de suas funções por racismo.
Campeão do mundo com a seleção francesa em 1998, Patrick Vieira definiu como escandalosas e chocantes as frases publicadas pelo Mediapart. "Não acho que Blanc seja racista, mas estou surpreso com seus comentários", disse o atual meia do Manchester City ao jornal L'Equipe.
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Já o ex-jogador Lillian Thuram disse que o que Blanc falou não tem desculpas. Christophe Dugarry, por sua vez, afirmou que uma hipótese aceitável seria o pedido de demissão do treinador. Ambos também estiveram na vitoriosa campanha de 1998.
Em sua defesa, Blanc alega ser contra o estabelecimento de cotas raciais nas academias juvenis. "Este tal projeto não me foi revelado. É uma mentira," declarou ele em entrevista coletiva na última sexta. "Não se pode ter cotas no futebol. Não existe isso. O futebol é feito de diversidade".
Franceses contra demissão
Enquete promovida pelo L'Equipe nesta quinta-feira mostra que, apesar do escândalo racial, os franceses são contrários à saída de Laurent Blanc do cargo de técnico da seleção nacional. 80% dos participantes querem que o treinador permaneça, contra 17% que desejam que ele saia (3% responderam com "não sei").

Fonte: Esporte.iG

Ah, sei lá... Não faz pergunta difícil

tinga-perguntapor Silvana Mascagna


É de causar revolta o que fizeram com Tinga. Como pode uma torcida inteira discriminar um jogador por sua raça, cor de pele? Onde já se viu, em pleno 2014, nós sermos obrigados a assistir a espetáculo tão odioso?


Sou Tinga. Somos Tinga. Tamo junto, Tinga.

As manifestações de apoio ao jogador do Cruzeiro são comoventes, incluindo a da torcida do rival, que, no clássico do último domingo, estampou vários cartazes contra o racismo e uma faixa em que se lia: “No Galo, o preto e o branco sempre andaram juntos”. Que bonito!

Como é de encher os olhos de lágrimas ouvir Tinga dizer que trocaria todos os seus títulos pelo fim do preconceito e por igualdade.

É inaceitável que isso ainda aconteça. Vamos todos nos unir para impedir que outros jogadores não passem o mesmo que Tinga!

Sou Tinga. Somos Tinga. Tamo junto, Tinga.

E para o Tinga? Tudo!!!

Ah, como dormimos tranquilos e sonhamos que somos pessoas do bem, sem preconceitos e cheios de valores, quando manifestamos nosso apoio a um Tinga da vida! Como nos percebemos superiores àquele bando de infelizes imitando macaco, quando nos solidarizamos com Tinga! Como nos sentimos uma corrente pra frente quando postamos nosso repúdio à intolerância e curtimos outros repúdios à intolerância no Facebook, a vitrine maior da nossa cidadania!
E que feliz coincidência na semana que acontece um ato tão nojento contra Tinga, podermos nos solidarizar também com as manicures de Brasília e repudiar a cliente australiana racista!
Por que será então que não nos sentimos pequenos quando, no estádio, cheios de alegria, cantamos musiquinhas homofóbicas para Richarlysson? – “boi, boi, boi, boi da cara preta pega o Richarlyson que tem medo de boceta”.

Por que não sacamos como somos minúsculos quando chamamos o time adversário de bambi e os torcedores rivais de Marias, viadinhos e bichinhas?

Por que não nos manifestamos quando uma certa torcida paulista fez uma faixa em que estava escrito: “A homofobia veste verde”?

Por que o Tinga tem todo o nosso apoio e o Richarlysson, nenhum?

Por que o desabafo de Tinga é digno de comoção e o de Richarlysson, de chacota?

Por que achamos legítimo chamar a bandeirinha de piranha ou puta ou vagabunda?

Por que nossa homofobia extrapola o campo de futebol e, no nosso local de trabalho, nos damos
ao desfrute de fazer piadinhas homofóbicas, livremente, mesmo sabendo que o nosso colega, na mesa ao lado, é homossexual?

Por que vivemos condenando mulheres pelo jeito que se vestem, a ponto de acharmos “natural” elas serem vítimas de assédio ou estupro?

Por que sempre lançamos mão de termos como “mal-amada”, “malcomida” para uma mulher estressada e nunca para um homem na mesma condição?

Por que vias será que chegamos à conclusão de que preconceito contra negro é inaceitável, mas contra gay e mulher, não?

Ah, sei lá... Não faz pergunta difícil.


Fonte: O Tempo 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Futebol Americano: ''Sou formado. Sou afro-americano. E sou gay''

por Anabela Macedo
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Michael Sam, defesa de 24 anos, da Universidade do Missouri, e que deverá chegar à NFL, no próximo draft, em Maio, assumiu a sua homossexualidade, neste Domingo, em entrevista à ESPN e ao New York Times.
Sam foi considerado pela Associated Press (AP) como melhor defesa da temporada passada nos campeonatos universitários e torna-se, assim, no primeiro jogador de futebol americano a assumir-se como gay.
"Eu não tenho medo de dizer quem sou: Eu sou o Michael Sam. Sou formado. Sou afro-americano e sou gay", disse o jogador. Assim que entrar na NFL, ele será o primeiro jogador ativo da história da liga a ser declaradamente homossexual.
E, sem temores, adianta: "Eu quero ser um jogador de futebol na NFL. E só quero ir para a equipa que me escolher, a equipa que sabe que sou gay, mas também que trabalho muito. É essa a equipa que eu quero".
Michael Sam é um dos mais promissores jogadores de futebol americano e o seu lugar será, certamente, na NFL, liga que já se pronunciou, através do twitter: "Admiramos a coragem e honestidade de Michael Sam. O Michael é um jogador de futebol. Qualquer jogador com determinação e talento pode ter sucesso na Liga. Esperamos receber e apoiar o Michael Sam em 2014".

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Também no twitter, Michael Sam já agradeceu todo o apoio e dizestar "orgulhoso por poder contar a minha história ao mundo". O presidente norte-americano, Barack Obama, também reagiu na sua conta de twitter falando em "verdadeiro desportivismo".
Porém já outros jogadores antes assumiram as suas opções sexuais, depois de se aposentarem, como é o caso de Esera Tuaolo e também do cornerback Wade Davis.
E nos Estados Unidos, há ainda dois casos de atletas que fizeram tal anúncio ainda em actividade. Na NBA, o atleta do Washington Wizards, Jason Collins, que se assumiu a sua orientação sexual no fim da temporada 2012/2013. E na MLS, Robbie Rogers fez o mesmo anúncio. À época, o jogador havia se reformado, mas depois voltou atrás e actualmente joga pelo Los Angeles Galaxy.
Contudo, os especialistas colocam ainda o problema de saber em que medida esta revelação de Michael Sam lhe poderá condicionar o seu Draft. Pois muito dos clubes são propriedade de conservadores com ligações ao Tea Party.
*Com João Serra
Fonte: Modalidades

Alvo de racismo na Libertadores, Tinga critica: “trocaria um título pela igualdade entre raças”

O meio-campista do Cruzeiro foi alvo de insultos racistas na derrota para o Real Garcilaso. Presidente do rival critica o preconceito, via Twitter
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O Cruzeiro estreou na fase de grupo da Libertadores da América com derrota por 2 a 1 para o Real Garcilaso, do Peru. No entanto, o placar ficou em um segundo plano graças a uma postura lamentável e criminosa da torcida do time da casa, que direcionou insultos racistas ao meio-campista Tinga, da equipe brasileira. 


Em todas as vezes que o jogador tocava na bola, os torcedores presentes ecoavam barulhos imitando macacos. Após o jogo, Tinga falou sobre o lamentável acontecimento: “Fico muito chateado. Joguei quatro anos na Alemanha e nunca passei por isso. Agora acontece em um país parecido com o nosso, cheio de mistura. Trocaria um título pela igualdade entre raças e classes e respeito”, disse para a Rádio Globo, após a partida.

“Ficamos muito muito triste por ter preconceito em pleno 2014. Aconteceu comigo uma vez há muito tempo, em Caxias”, voltou a lembrar o camisa 7 do Cruzeiro após o jogo, em entrevista para a FoxSports.

Dentre algumas pessoas ligadas ao esporte que se manifestaram sobre o acontecimento, o presidente do Atlético –MG, Alexandre Kalil, foi um deles. O mandatário do maior rival da Raposa deixou bem claro em seu Twitter que também reprova o que aconteceu com Tinga.


Fonte: Goal

segunda-feira, 18 de março de 2013

RACISMO NO ESPORTE: Técnicos negros têm pouco espaço no futebol brasileiro; racismo?




O racismo é tabu no Brasil. Pouco se fala, muitos fingem não ver. No futebol, da mesma forma como acontece na sociedade, o problema existe e raramente é discutido de maneira ampla. "Me desculpe, você é preto" é o título de uma matéria que faz uma reflexão sobre o assunto na edição deste mês da revista Placar. O texto traz o desabafo de treinadores negros, cada vez mais raros no alto escalão do futebol brasileiro, e tem como personagem principal Lula Pereira, ex-técnico do Bahia, e que diz ter ouvido de cartolas a frase que serviu como chamada da reportagem. .

De cada um dos procurados pela nossa reportagem, uma recepção e uma percepção diferente acerca do assunto. O primeiro a falar foi Paulo Isidoro, ex-meia-atacante da dupla Ba-Vi e atualmente auxiliar técnico do Ypiranga. Avançado no curso de formação de treinadores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o ex-atleta revelou incômodo com a falta de discussão sobre o tema.

"Eu esperava tanto que alguém falasse isso comigo, é algo que me incomoda muito. O futebol brasileiro sempre teve vários destaques negros em campo, o nosso símbolo é negro (Pelé), mas fora de campo isso não acontece. Não sei se é preconceito, má qualificação... Acho que é um pouco de cada, acho que se você se qualificar bem, se você buscar aquilo que você quer, acho que você alcança. Mas às vezes é estranho. Olha o Andrade, como é o cara é campeão brasileiro pelo Flamengo, time de repercussão mundial, e depois não consegue trabalho?", questiona.

Primeiro técnico negro campeão brasileiro, Andrade assumiu o Flamengo de 2009 de forma provisória, mas foi efetivado no cargo e conquistou o hexa nacional pelo clube. Porém, acabou demitido cinco meses depois com 73% de aproveitamento. Após ficar sem emprego durante meses em 2010, desabafou em entrevista à TV Globo. "Uns dizem que é por causa do meu vínculo com o Flamengo e outros falam de preconceito. Não existe treinador negro trabalhando na Série A. Alguns amigos me dizem que não estou trabalhando por causa da minha cor. Mas não quero acreditar nisso", comentou na época. De lá para cá, ele só comandou Brasiliense, Paysandu e Boa Vista-RJ.

Paulo Isidoro, ex-Vitória e Bahia, é auxiliar do Ypiranga
"Andrade não foi o escolhido do Flamengo. Foi um acaso, uma solução temporária. Só assim que os técnicos negros têm chance", opinou Lula Pereira à Placar. Ele, que comandou o Bahia em 2003 e 2006, esteve à frente do Rubro-negro carioca em 2002 e está sem clube desde que saiu do Ceará no ano passado. O desabafo também toma como base números. Ao término das Séries A e B do Brasileiro em 2012, por exemplo, apenas um entre os 40 técnicos era negro: Anderson Silva, interino do Ceará no fim de temporada. 

História - Gentil Cardoso, único negro a dirigir a Seleção Brasileira, Didi, que comandou a Seleção do Peru na Copa de 1970, e Valmir Louruz, campeão da Copa do Brasil em 1999 pelo Juventude, são alguns dos técnicos que alcançaram o topo da profissão. Mas o número é pequeno se pensarmos que em campo não existe esse desequilíbrio entre brancos e negros presentes.

"Vivemos numa sociedade preconceituosa, de uma falsa democracia. Prega-se um moralismo imenso, mas as atitudades são quase nada. E não seria de se estranhar isso. Acho coincidência demais. A gente carrega isso de goleiros, de que goleiro negro no Brasil não dá. Criou-se uma cultura no Brasil desde o Barbosa (goleiro da Seleção de 1950). Penso que seja realmente uma forma de preconceito. Não é possível que tantos jogadores com qualidade não tenham vingado como técnicos pelo simples fato de serem negros", afirma Janilson Brito, comandante do Juazeiro, segundo melhor time da primeira fase do Baianão 2013.

Mestre em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana, Henrique Sena, que defendeu a dissertação "Pugnas Renhidas: futebol, cultura e sociedade em Salvador, 1901 -1924", faz uma análise do ponto de vista histórico. "Há uma desigualdade na qual os negros apenas assumem a posição quase que unicamente como jogadores, enquanto que as elites brancas, que ainda são os que comandam o futebol do ponto de vista institucional (dirigem e presidem clubes, associações e federações), assumem as posições intelectualmente privilegiadas. Vale lembrar que a inexistência de negros dirigindo ou treinando clubes de futebol continua a ser legitimada por resquícios de um racismo científico no qual os negros apenas possuem virtudes físicas e corporais como força, velocidade, enquanto que as habilidades do intelecto eram naturalmente associadas à raça branca".
Reportagem da revista Placar do mês de março fala sobre a presença cada vez mais rara de técnicos negros no futebol brasileiro
BaVi - Para dirigentes de Bahia e Vitória, porém, a ausência de técnicos negros nos grandes clubes do país não está atrelada ao racismo. "O número de técnicos negros no mercado é pequeno, são poucos. São poucos os treinadores no mercado em disponibilidade. O Lula (Pereira) trabalhou anos e anos sem nenhum problema. É trabalho, não é a cor. Quem tem que buscar se profissionalizar são as pessoas. O clube não tem culpa, não vejo nenhum preconceito. O número de treinadores no mercado é reduzido. Os negros é que têm que buscar o espaço. Não importa a cor. Se for competente, vai conseguir", acredita Raimundo Queiroz, diretor de futebol do Leão.

Gestor de futebol do Bahia, Paulo Angioni segue o mesmo raciocínio. "Não lembro de algum caso que eu tenha vivenciado, apesar de estar há muitos anos nisso. Em contrapartida, trabalhei com treinadores negros várias vezes. Eu tenho visto alguns caso no futebol europeu, asiático, tenho visto no noticiário... No Brasil já teve oportunidade de acontecer, principalmente dentro do campo, de um jogador xingar o outro, de torcedor, mas não vejo com tanta frequência (racismo) aqui. Não acredito muito nisso".
"É trabalho, não é a cor", afirma Raimundo Queiroz
Angioni: "continuidade não se dá pela cor e sim pelos resultados"
Tanto Angioni quanto Queiroz acreditam que a cor da pele não cria barreiras aos técnicos no futebol brasileiro. "Nos últimos anos tivemos o Lula (Luís Inácio Lula da Silva) como presidente. O Lula é negro. Eu sou um negro. Não vejo nada disso. Acho que o número é reduzido, falta gente tentando buscar o espaço. Cada um tem que mostrar do que é capaz, que é competente. Aposto com você que qualquer negro que aparecer bem vai ter chances", afirmou o responsável pela montagem do elenco do Vitória.

"Acho que a continuidade não se dá pela cor e sim pelos resultados. O Lula (Pereira) já teve oportunidades em grandes massas, como no Bahia e no Flamengo. Respeito muito ele, sou próximo ao Lula, tive várias oportunidades de estar com ele na época do Felipão no Palmeiras da parceria com a Parmalat. Tenho boa relação com o Lula. Respeito a dor que ele está vivendo. É oportuno falar sobre isso, tem o desabafo de um profissional. Tem que acabar com certas coisas que possam gerar um preconceito futuro", pontuou.

                                                              Janilson comanda o Juazeiro, 2º melhor time da 1ª fase do Baiano
Quantidade - Na matéria da Placar, o ex-jogador Serginho Chulapa utilizou o argumento de que poucos ex-jogadores negros se arriscam na carreira de treinador para sustentar a ideia de que a ausência de negros na elite do futebol nacional não está diretamente ligada ao preconceito. "Existem grandes ex-jogadores negros com capacidade para treinar. Mas falta interesse do negro. Se não se preparar, não vai ter espaço", defende. O pensamento é compartilhado por outros treinadores, mas com ressalvas. Paulo Isidoro revela que há um desencorajamento que parte até dos companheiros de campo.

"Os jogadores até brincam: 'pô, você vai entrar nessa?'. Aí eu digo, 'se você pensa dessa maneira, aí é que vai continuar do jeiro que está'. Eu tenho essa vontade não só para isso, mas de passar meus conhecimentos e tentar também derrubar essa barreira. Isso é importante, ter alguém que queira bater de frente com isso. É um assunto polêmico. Às vezes as pessoas não entendem. Não sei o motivo. Se eu no caso ficar olhando por esse lado, não vou começar nunca. Alguém tem que tentar. O racismo existe, a gente sabe, mas acho que competência prevalece". Janilson concorda em parte. "Há essa possibilidade, mas a gente viu que alguns tentaram e que não conseguiram ir além. Hoje o mercado é restrito. É algo abstrato".

O historiador Henrique Sena, por sua vez, aponta um outro problema. A falta de negros se arriscando no mercado de treinadores está atrelada a um processo histórico de discriminação. "A relação entre futebol e racismo no país é histórica e não pode ser desconsiderada ou subestimada diante de outros fatores que possam explicar a ausência negra nos cargos de chefia. Não dá pra dizer que não há muito treinadores e dirigentes negros, pois poucos se aventuraram na carreira ou porque os que existem no conseguiram resultados expressivos. Esses próprios motivos devem ser considerados na sua historicidade. Se existem poucos treinadores negros no mercado hoje é porque, durante décadas, muitos deles desistiram ou não sentiram seguros para se aventurar diante de circunstâncias raciais desfavoráveis".

Quinho: "não acredito em racismo, o que existe é classismo"
Classismo - O técnico Francisco Cardoso, o Quinho, chamou a atenção no Campeonato Baiano de 2011. Com um jeito peculiar, comandava o Ipitanga usando terno e palavras em inglês para orientar seus jogadores. Ele também acumulou o cargo de gerente de futebol à época, o qual exerceu no Jacuipense no ano passado. Atualmente ele está à frente de um projeto que atende mais de 300 jovens atletas, o Centro de Formação de Futebol da Bahia. Para o Coach Quinho, como ele costuma se apresentar, o pequeno número de técnicos negros trabalhando em grandes equipes do futebol brasileiro é causado por um duelo de classes.

"Existe um classismo. A palavra classismo significa 'quem é você?'. Quando eu morava nos Estados Unidos, eles não me viam como negro ou branco, mas como profissional à frente deles. Eles viam o que eu produzia, o que eu fazia, não pelo que sou ou pelo que fui. Se, por exemplo, fui um grande jogador no Brasil, tenho possibilidade de ter chance de ser treinador pelo que fiz em campo. Mas isso não significa que eu possa ser bom treinador. O que existe no Brasil... não acredito no racismo, existe classismo: 'Sou bom para caramba, mas sou negro. As coisas não são fáceis por causa da minha cor, mas se for Pelé, as portas vão se abrir'. Tem um pouco de facilidade se você tem status", afirma Quinho.

"Não acredito em racismo neste caso, o que existe é classismo. Você é negão, mora na Boca da Mata, mas você é bom, toda Bahia sabe, mas você mora na Boca da Mata. Você tira esse cara e leva para os Emirados Árabes, você passa a ser o melhor do mundo. Aí aqui o cara começa a respeitar. A imprensa de lá começa a dizer que é bom e o classismo daqui acaba", completa Quinho, que mora no bairro de Salvador citado.

Federação - Único negro no comando de uma das 24 federações estaduais (contando a do Distrito Federal) no país, Ednaldo Rodrigues, que preside a Federação Bahiana de Futebol (FBF), afirmou ao iBahia Esportes que jamais sofreu retaliações pela cor da pele desde que assumiu o cargo, mas revelou um outro tipo de preconceito. "Nunca, jamais aconteceu e não vejo acontecendo. Acho que as pessoas têm que reconhecer nas outras o trabalho, a competência, a educação das pessoas e os valores éticos, os valores morais. Nunca teve comigo nenhum tipo de discriminação. Logo que cheguei na federação teve, por parte de alguns, teve o preconceito da cidade: 'ah, é do interior'. Não existe isso de que para ser presidente da federação tem que ser de tal cidade. Eu simplesmente rechacei, o que tem que ser julgado é o trabalho e idoneidade, não o local ou se a pessoa é pobre, rica", contou Rodrigues, que é natural de Vitória da Conquista.

Ednaldo diz que sofreu preconceito por ser do interior
Sobre a presença de técnicos negros no futebol, o dirigente disse não ter ouvido ou presenciado casos semelhantes ao relatado por Lula Pereira, que afirma não ter conseguido emprego por conta da cor da pele. Por outro lado, ele lamentou e sugeriu que Lula pretasse queixa contra os dirigentes que tenham agido de forma preconceituosa.

"Isso é um crime. Se existe essa situação, desconheço. Entendo que cada um desses que sofreu preconceito dessa forma deva denunciar através de um órgão competente. Sinceramente, nunca vi alguém chegar e não ter mercado por ser negro, acho que o que tem ser visto é competência e ética, principalmente. Que dirigente foi? Que clube foi? Tem que se dizer para que essas pessoas tenham uma representação. Não vejo no futebol brasileiro onde nós temos isso, justamente no país onde predomina a raça negra. Qualquer um que comete um crime desse tipo deveria ser denunciado, são pessoas que não estão à altura de dirigir nenhum clube ou de administrar nada", pontua.

Ednaldo Rodrigues pede união dos treinadores. "Cabe no momento os treinadores se unirem, eles precisam de uma organização maior. Espero uma associação que possa dar todo um ensinamento, uma doutrina e que essa associaçao possa bater de frente com essa discriminação para que isso não possa se propagar. Se ele (Lula Pereira) está dizendo, tem que identificar".

Situação - Segundo Censo Placar realizado em 1996, entre os 264 jogadores dos 24 clubes que participaram do Brasileirão daquele ano, 79 eram negros, cerca de 30%, e a maioria está aposentada dos gramados, mas nenhum comanda um time de grande expressão atualmente. Nomes como o de Cláudio Adão, que parou em 96, e Cristóvão Borges, que pendurou as chuteiras em 94, por exemplo, estão fora do mercado. Adão se tornou instrutor de atores que encenam jogadores de futebol na TV e no cinema, enquanto Borges está sem trabalho desde que deixou o Vasco no ano passado. De acordo com a matéria da revista, o baiano não quer comentar o tema enquanto estiver sem trabalho. Segundo ele, entretanto, o período sem emprego é opcional, pois ele teria recusado propostas.

Racismo - Queixas como a de Lula Pereira, a que resultou na matéria da Placar, não são acontecimentos isolados. "A postura de Lula Pereira, independentemente das suas qualidades enquanto treinador, é um reflexo da reação ativa ao racismo mascarado da nossa sociedade e do nosso futebol. Da mesma forma que conquistaram historicamente um espaço legítimo e justamente reconhecido na prática do futebol seja pelas virtudes físicas, mas também intelectuais, afinal jogar bolar não é só uma atividade corporal, os negros continuam a lutar por novos espaços no futebol brasileiro, a despeito de todo o preconceito e discriminação racial que ainda existe na nossa sociedade pretensamente 'harmônica'", explica Henrique Sena, autor de artigos sobre a história do futebol em Salvador e doutorando em História pela Universidade Estadual Paulista.

Fifa - Em 2011, o presidente da entidade máxima do futebol mundial, o suíço Joseph Blatter, causou polêmica ao dizer, em entrevista à CNN, que não havia racismo no futebol. "Não existe racismo no futebol. Eu acho que o mundo todo está ciente dos esforços que vêm sendo feitos contra o racismo e a discriminação. No campo de jogo, às vezes você fala algo que não é muito correto, mas no final da partida, tudo está acabado e você tem o próximo para se comportar melhor. Nós estamos em um jogo, e no final, nós apertamos as mãos. É isso que acontece", disse. O mandatário da Fifa se desculpou depois da repercussão da declaração, mas não deu a entender que mudou de opinião.

FONTE: IBAHIA.COM