TIRE O SEU RACISMO DO CAMINHO QUE EU QUERO PASSAR COM A MINHA COR. Georges Najjar Jr

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dos dez municípios com maior concentração de negros no país, oito são baianos. Salvador é acidade mais negra fora da África, e infelizmente podemos considera-la como a capital do racismo. E os próprios indicadores sociais indicam isso, os negros sempre encabeçando as estatísticas negativas. Lamentável!



Dos dez municípios com as maiores concentrações de pessoas de cor preta, oito estão na Bahia. Em Antônio Cardoso, por exemplo, essa parcela da população representa mais da metade (50,7%) do total de 11.554 moradores. Por outro lado, há municípios onde quase a totalidade dos habitantes se diz branca. É o caso de Montauri e de Três Arroios, no Rio Grande do Sul, onde 99,2% da população se classificam dessa forma. São João da Ponta, no Pará, é a cidade do país com a maior proporção de pardos (90,1% dos habitantes).

Segundo a gerente de Coordenação de População e Indicadores Sociais, Ana Lucia Sabóia, a realidade apontada pelos Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, divulgados nesta quarta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reforça a diversidade étnica do país e corrobora as diferenças regionais.



“Com isso, a gente descobre que, a partir da realidade municipal, o Brasil é um país realmente muito diversificado. Falar em média nacional é quase uma abstração”, destacou. O levantamento também evidencia as desigualdades de rendimentos. Os valores médios recebidos pelos brancos chegam a R$ 1.574, próximo ao dobro do que ganham os grupos pretos (R$ 834), pardos (R$ 845) ou indígenas (R$ 735).



Os maiores diferenciais são encontrados nos municípios mais populosos, com mais de 500 mil habitantes. Entre as capitais, Salvador lidera a desigualdade de rendimento médio mensal entre brancos e pretos. Na capital baiana o primeiro grupo ganha 3,2 vezes mais do que o segundo. Em seguida, aparecem Recife (3 vezes) e Belo Horizonte (2,9 vezes).



Quando a comparação se dá entre brancos e pardos, São Paulo aparece no topo da lista das desigualdades (2,7 vezes). Em seguida vêm Salvador, o Rio de Janeiro e Porto Alegre, onde brancos têm rendimentos 2,3 vezes maiores do que os pardos.

Outro fator de desigualdade evidenciado pelo levantamento diz respeito às taxas de analfabetismo de acordo com o tamanho dos municípios. Para o conjunto da população, nas cidades com menos de 100 mil habitantes, a situação é mais grave e as taxas superam a média nacional de 9,6%. É também nos municípios menos populosos que a distância entre o patamar de brancos e pretos é maior. Naqueles com até 5 mil habitantes, enquanto a taxa de analfabetismo entre brancos é 9,8%, entre os pretos ela alcança 27,1% e entre os pardos, 20%.